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sexta-feira, 3 de abril de 2009

PINDORAMA


No Brasil há mais de 200 povos indígenas. Cada um tem a sua maneira de ser. Falam pelo menos 150 línguas diferentes entre as diversas etnias. Habitam todo o território brasileiro, como você poderá constatar neste mapa junto com seus alunos. Aproveite para esclarecer algumas questões pertinentes a origem dos nossos aborígines.



As questões “quem são?”, “de onde vieram”?, para onde vão?” seguem sem resposta concreta cinco séculos depois do primeiro encontro. Os índios brasileiros permanecem um mistério para o homem branco. Não se pode afirmar com certeza de onde vieram, embora a teoria da migração via estreito de Bering continue sendo a mais ­provável – mesmo tendo perdido a primazia e, principalmente, a exclusividade. Quando teriam chegado à América também é assunto ainda polêmico: 12 mil, 18 mil ou 53 mil anis atrás? Ninguém sabe ao certo. Sabe-se apenas que aqui estavam.
De qualquer forma, sua simples presença já era um enigma. Quem seriam aqueles homens “nus, par­dos, bons narizes e bons corpos”, que negros não eram, nem mouros, nem hindus? Descenderiam de qual das doze tribos de Israel? Ou de qual dos três filhos de Noé? Teriam alma? Em caso afirmativo, como poderiam ter vivido tanto tempo à margem de Deus?
Cristóvão Colombo decidira chamá-los de índios – mas índios os portugueses sabiam que não eram. O que seriam então esses “negros da terra”? Bons selvagens, como sugeriu Pero Vaz de Caminha (e os filósofos Rousseau, Montaigne e Diderot ecoaram), ou antropófagos bestiais, como quiseram outros cronistas? Defini-los de que forma se alguns eram brutais e intratáveis, como os aimorés – que comiam carne humana “por mantimento e não por vingança ou pela antiguidade de seus ódios” –, e outros tão mansos e pacíficos, como os carijós, “o melhor gentio da costa”?
Passados pouco mais de 500 anos de convivência sempre conflituosa o índio continua sendo pouco mais do que um mito brasileiro. Afinal, são defensores da ecologia, como o caiapó Paulinho Paiakan, ou apenas selvagens “estupradores”... como Paulinho Paiakan? São pessimistas incuráveis, que se suicidam por puro desespero, como os guaranis-caiovás ou ­empresários bem sucedidos, como os caiapós? Podem ser três, como os xetás, ou 23 mil como os ticunas. Para onde vão? A resposta não de­pende deles.
A história brasileira não registra um único herói indígena – nem aqueles que ajudaram os portugueses a conquistar a terra, como Tibiriçá, que salvou São Paulo; ­Araribóia, que venceu os franceses, ou Felipe Camarão, que bateu os holandeses. Não há um só atleta ou escritor nativo. Houve um político indígena, o cacique Mário Juruna, mas ele foi abandonado em Brasília. Raoni é um herói, mas não no Brasil – é um herói de Sting, o "pop-star" cheio de boas intenções e má consciência. Raoni se tornou só uma imagem. Uma imagem tão incongruente quanto a do quadro “O Último Tamoio”... Nenhum jesuíta jamais chorou a morte do ultimo tamoio, que eram aliados dos franceses e foram traídos pelos padres. Haverá alguém para chorar pelo último ianomâmi?
Fontes:
Manual do Índio do Papa-Capim (Mauricio de Sousa)
www.culturabrasil.org
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