"Acreditando na magia que existe na educação! Buscando ser a mudança que quero ver no mundo"!
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domingo, 5 de abril de 2009

ATÉ QUANDO SEREMOS OMISSOS E INDIFERENTES?




O QUE ESTAMOS FAZENDO AOS ÍNDIOS E A NÓS MESMOS?
(Foto: Índio da etnia Xetá - extintos)

Recentemente, li no blog do ex-presidente da FUNAI - Mercio Gomes, acerca dos problemas enfrentados pelos indígenas na TI Raposa Serra do Sol. A demarcação sofreu diversas ressalvas, e o presente tornou-se de gregos para troianos. Alie-se a estes fatores, as derrrubadas ilegais amazônia adentro, os garimpeiros, os grileiros, posseiros e agora, para meu pesar, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Embora tenha optado por ser petista, sou antes, bem antes, um ser pensante, emotivo, humano. o fato é que, as obras do PAC, no intuito de trazer o tal PROGRESSO para o país, no ímpeto de criar barreiras para a tal crise mundial, mais uma vez coloca em xeque valores morais. Será, talvez o antagonismo do lema rondoniano?
Ao custo de quantas vidas mais iremos avançar? E para onde estamos indo?



Quanto mais se cria condições para o brasileiro adquirir seu carro (nada mais justo!), mais se aumenta os índices de poluição do planeta; quanto mais vagas de estacionamentos nas cidades, menos árvores, mais calor; quanto mais rodovias, mais desmatamentos, desequilíbrio ambiental; quanto mais ouro enfeitando para dornar os vaidosos, mais rios poluídos; quanto mais se produz energia elétrica, mais se aumenta o consumo, que consequentemente, gera colapso... agora estamos falando de vidas humanas, não apenas de espécies ameaçadas de extinção (sem desmerecer o valor de cada vida!). Tal qual as bandeiras, no ano de 1500, estamos contribuindo para o aceleramento da extinção de brasileiros, que sequer tínhamos tomado conhecimento que existiam!


Se não está em nossas mãos o mercúrio que polui o rio, o revólver que atira e destrói vidas, ou as máquinas que atropelam quem tentar impedir o PROGRESSO, está em nossas mãos a INFORMAÇÃO, O CONHECIMENTO - A EDUCAÇÃO!



Acredite, é o suficiente para mudarmos o mundo!



Faça sua parte!!





Última índia bahuana - etnia aruac - 84 anos



(Seus filhos se tornaram evangélicos e se casaram com mulheres brancas - não falam mais o idioma aruac).



É digno de reflexão e discussão o fato de em pleno século XXI estarmos assistindo as mesmas cenas ocorridas nos séculos XVII, XVIII e XIX, da extinção de etnias indígenas. Como educadores, não podemos (nem devemos) ser omissos. A informação ainda é o melhor caminho para combater o preconceito e a discriminação.



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