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segunda-feira, 18 de maio de 2009

HOMEM SEM SELEÇÃO


A sábia Natureza estabeleceu no hábitat planetário um mecanismo de desenvolvimento e adaptação favorável à vida biológica extremamente inteligente, lógica e eficiente. Dessa forma, à medida que as condições ambientais se alteram, automaticamente a elas se ajustam a morfose, fisiologia e forma societária dos seres viventes.
Tem ela ainda a virtude de, como conseqüência das alterações precedentes, moldar, ajustar e selecionar o caráter da espécie, seguindo os mesmos princípios.
Para a Natureza, o objeto de seus cuidados não é o individuo em si, mas a espécie a que ele representa. Essa seletividade, estabelecida como resposta às alterações dos meios essenciais de vida, é um recurso natural para que seja preservada a vida na Terra.
Tudo é feito pela alta sensibilidade da grande molécula mestra, responsável por guardar e gerenciar a energia vital, o cromossomo. Pelo seu grande poder de captar as alterações ambientais e fazer os ajustes conseqüentes, pelo processo da seletividade, teve a capacidade de transformar um simples verme marítimo em um humano terrestre, capaz de ler e compreender este artigo. Fazemos realce neste momento de que a seleção é um processo demorado, doloroso, triste, politicamente incorreto e injusto numa avaliação cultural humana, mas – frisamos – absolutamente necessária. Necessária para o fim colimado: preservação da vida sadia.
Na observação da flora e fauna naturais, sempre o conjunto social da espécie se constitui de indivíduos sadios, íntegros e com uniformidade biológica característica. Não se pense que nasçam com tal perfeição. Muitos são gerados, como jogo da evolução, com anomalias funcionais que impedem o normal ato de viver da espécie. Outros se acidentam e perdem a autonomia. Nesses casos, são simplesmente deixados a perecer porque incapazes de sobreviver com seus próprios recursos. É a seleção agindo.
Após a invasão e apossamento do Brasil pelos Portugueses, em 1500, nossos indígenas se apresentavam todos sadios. As crianças desses povos que nasciam com alguma deficiência eram jogadas no rio por suas mães, obedientes aos resquícios instintivos de seleção, posteriormente eliminados pelas culturas racionais dos brancos invasores. Conta-nos a História que, até recentemente, em muitos povos não havia piedade para com os maus, segundo seus próprios julgamentos.
Com a rebeldia dos primeiros hominídeos pensantes às determinações do instinto, sobrepujando-o com o poder do intelecto, os humanos começaram a perverter as normas naturais de seleção, com reflexos maléficos na composição da sociedade humana moderna.
Hoje, as conseqüências para a humanidade da abolição desse sábio mecanismo gerou situações anômalas e contraproducentes. Diariamente, vê-se situações concretas de a sociedade gastar enormes recursos médicos para salvar a vida de um malfeitor acidentado. Mantêm-se, sob custos elevados, uma estrutura carcerária para hospedar indivíduos anti-sociais, criminosos, pervertidos, verdadeira escória genética. E ainda se lhes dá o direito de se reproduzirem. E são esses os que mais proliferam. Os homens decentes, corretos, sociais, geralmente restringem suas proles a poucos filhos. O percentual dos maus de todas as espécies, presos ou soltos, está crescendo em comparação com os bons. Dessa forma, a nossa atual sociedade não tem um caráter uniforme, onde não há condições de imperar a honestidade, a verdade, a honradez, a justiça e a segurança mínima.
A atual sociedade mundial é uma mistura tão heterogênea que os vícios desagregativos vão contaminando os de bom caráter pelo contágio de vivência e cultura de ganância, tornando a sociedade humana um caldo anti-ético, anti-seletivo, sem qualificação definida e tolhida em sua própria autodefesa.
O pior é que a nossa sociedade cresceu um absurdo em termos numéricos, representando a fatia dos anti-sociais um fator decisivo na espoliação e degradação do meio ambiente. Isso impede também que os esforços dos ambientalistas em esclarecer e conscientizar a humanidade sejam inócuos pela não capilaridade desse insensível conjunto.
As considerações deste artigo poderiam prosseguir, apresentando as deduções lógicas. Mas encontraríamos adversa resistência por parte de alguns leitores – sem sequer merecer uma análise filosófica – proveniente do remanescente instinto de preservação da espécie. No entanto, para um leitor atento e com capacidade dedutiva, ele próprio terá condições de completar, mentalmente, a parte final deste artigo.


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Disponível em:


Acesso em: 18 de maio de 2009
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