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sábado, 6 de junho de 2009

EM DEFESA DA HONRA E POR JUSTIÇA


XUKURUS PROTESTARAM ONTEM NO CENTRO DO RECIFE







Um grupo com mais de 200 índios da tribo Xukuru fez um protesto em três locais representativos da cidade na tarde de ontem. Eles foram à Câmara de Vereadores do Recife, ao Palácio do Governo e, por fim, ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). Fizeram todo o trajeto à pé para sensibilizar o poder Executivo e Judiciário sobre o que eles chamam de processo de criminalização do povo da aldeia Xukuru. A manifestação foi motivada pela condenação de Marcos Luidson Araújo, o cacique Marquinhos, a 10 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, além do pagamento de 33 dias de multa. A sentença, de um juiz da 16ª Vara Federal em Caruaru, é relativa a um dos processos abertos após o cacique ter sido alvo de um atentado, em 7 de fevereiro de 2003, em Cimbres, Pesqueira.


O ponto de partida foi a Câmara de Vereadores do Recife. Com faixas na mão e dançando o toré, os Xukurus fizeram uma manifestação pacífica. Depois, seguiram para o Palácio das Princesas, onde seriam recebidos pelo governador, mas como Eduardo Campos estava em uma outra reunião,os Xukurus conversaram com o Chefe da Casa Civil, o secretário Ricardo Leitão. Ele ouviu as reivindicações de lideranças da tribo e representantes de organizações não-governamentais, universidades e parlamentares que também participavam do protesto. Leitão disse que Eduardo Campos havia pedido ao presidente do TRF5 para recebê-los. "Ficamos cientes do que está acontecendo, inclusive o governador tem relação de amizade pessoal com Marcos Xukuru, mas não cabe ao Poder Executivo atuar nesse momento, pois houve uma decisão do Poder Judiciário", explicou o chefe da Casa Civil.

Chegando ao TRF5, uma parte dos manifestantes conversaram com o presidente do tribunal, o desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, e pediram cautela no julgamento do cacique Marquinhos. O advogado do Conselho Indígena Missionário (Cimi), Sandro Lobo, fez um balanço da visita. "Uma comissão foi recebida pelo presidente do TRF5 e a reunião foi muito boa. Foi dito a ele que o processo tinha que ser pensado levando em consideração o histórico de violência na região", contou. Lobo disse ainda que o Luiz Alberto Gurgel de Faria foi receptivo e afirmou que repassaria as informações para o desembargador que vai julgar o recurso que pede a anulação da condenação de Marcos Xucuru. "Foi muito produtivo. Esperamos que daqui para frente tudo ocorra da melhor maneira possível", finalizou o advogado.

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http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/06/06/urbana5_0.asp
Acesso em: 06 de junho de 2009, 22:06 h
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