"Acreditando na magia que existe na educação! Buscando ser a mudança que quero ver no mundo"!
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

NORDESTINÊS DO PERNAMBUCANO: "COM MUITO ORGULHO, VISSE?"


Pernambucano não fica solteiro, ele fica "solto na bagaceira". (que linda palavra)rsrsrs...

Pernambucano não vai embora, ele "pega o beco".

Pernambucano não diz 'concordo com você', ele diz: issssso, homi!!!

Pernambucano não conserta, ele "imenda".

Pernambucano quando se empolga, fica com a "mulesta dos cachorro.”

Pernambucano não bate, ele 'senta-le' a mão. (entra aí)

Pernambucano não bebe um drink, ele "toma uma". (Não só toma uma, como toma todas)

Pernambucano não é sortudo, ele é "cagado". (kkkkkk)

Pernambucano não corre, ele "dá uma carreira".

Pernambucano não malha os outros, ele "manga".

Pernambucano não conversa, ele "resenha".

Pernambucano não toma água com açúcar, ele toma "garapa".

Pernambucano não mente, ele "engana".

Pernambucano não percebe, ele "dá fé".

Pernambucano não sai apressado, ele sai "desembestado". (adoro essa palavra)

Pernambucano não aperta, ele "arroxa".

Pernambucano não dá volta, ele "arrudeia". (a melhor do dicionário)


Pernambucano não espera um minuto, ele espera um "pedacinho".

Pernambucano não se irrita, ele se "arreta".

Pernambucano não ouve barulho, ele ouve "zuada".

Pernambucano não acompanha casal de namorados, ele "segura vela".

Pernambucano não quebra algo, ele "tora".

Pernambucano não é esperto, ele é "desenrolado".

Pernambucano não é rico, ele é um cabra "estribado".

Pernambucano não é homem, ele é "macho".

Pernambucano não é gay, ele é "bicha".

Pernambucano não fica satisfeito quando come, ele "enche o bucho". (Quem nunca encheu o buchinho??? -kkkkkkkkkkkkk)

Pernambucano não dá bronca, dá "carão".

Pernambucano quando não casa, ele fica "amigado".

Pernambucano não tem diarréia, tem "caganeira".(kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)

Pernambucano não tem perna fina, ele tem "cambitos".

Pernambucano não é mulherengo, ele é "raparigueiro".

Pernambucano não joga fora, ele "avoa no mato".

Pernambucano não vigia as coisas, ele "fica tucaiando".

Pernambucano não se dá mal, "se lasca todinho".

Pernambucano quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: Viiixi Maria! Aff Maria!


Pernambucano não é chato, é "cabuloso".

Pernambucano não é cheio de frescura, é cheio de "pantim". (Pantim da gôta Homeee!!!!)

Pernambucano não pula,"dá pinote".

Pernambucano não briga, "arenga".

Pernambucana não fica grávida, fica "buchuda".

Pernambucano não fica bravo, fica com a "gota serena".

Pernambucano não fica apaixonado, ele "arrêia os pneus".

Pernambucano quando liga pra alguém não diz alô, atende e diz logo:- Tais ondi?


FALANDO SÉRIO:

INFORMAÇÃO É O CAMINHO PARA EXTINÇÃO DO PRECONCEITO


Quando o assunto é língua, existem na sociedade duas ordens de discurso que se contrapõem: (1) o discurso científico, embasado nas teorias da Lingüística moderna, que trabalha com as noções de variação e mudança; e (2) o discurso do senso comum, impregnado de concepções arcaicas sobre a linguagem e de preconceitos sociais fortemente arraigados, que opera com a noção de erro.

Para as ciências da linguagem, não existe erro na língua. Se a língua é entendida como um sistema de sons e significados que se organizam sintaticamente para permitir a interação humana, toda e qualquer manifestação lingüística cumpre essa função plenamente. A noção de “erro” se prende a fenômenos sociais e culturais, que não estão incluídos no campo de interesse da Lingüística propriamente dita, isto é, da ciência que estuda a língua “em si mesma”, em seus aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos. Para analisar as origens e as conseqüências da noção de “erro” na história das línguas será preciso recorrer a uma outra ciência, necessariamente interdisciplinar, a Sociolingüística, entendida aqui em sentido muito amplo, como o estudo das relações sociais intermediadas pela linguagem.

A noção de “erro” em língua nasce, no mundo ocidental, junto com as primeiras descrições sistemáticas de uma língua (a grega), empreendidas no mundo de cultura helenística, particularmente na cidade de Alexandria (Egito), que era o mais importante centro de cultura grega no século III a.C.
Como a língua grega tinha se tornado o idioma oficial do grande império formado pelas conquistas de Alexandre (356-323 a.C.), surgiu a necessidade de normatizar essa língua, ou seja, de criar um padrão uniforme e homogêneo que se erguesse acima das diferenças regionais e sociais para se transformar num instrumento de unificação política e cultural.

Data desse período o surgimento daquilo que hoje se chama, nos estudos lingüísticos, de Gramática Tradicional – um conjunto de noções acerca da língua e da linguagem que representou o início dos estudos lingüísticos no Ocidente. Sendo uma abordagem não-científica, nos termos modernos de ciência, a Gramática Tradicional combinava intuições filosóficas e preconceitos sociais.


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DICAS VALIOSAS:

Leia o texto completo no site do Profº Marcos Bagno: http://marcosbagno.com.br/site/

leia o livro do mesmo autor "Preconceito Linguístico".


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