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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

GRAVATÁ-PE X CAMPOS DO JORDÃO-SP: A UTOPIA DE UM DISCURSO!



Desde que o ex-prefeito de Gravatá visitou Campos do Jordão, os moradores da cidade foram surpreendidos pelas diversas tentativas de plagiar o título daquela cidade, como turística. De fato, perdemos a identidade e o sossego.

Uma das primeiras tentativas de cópia, foi do Natal Luz. Não postarei imagem, porque a intenção não é sobrepujar nossa cidade, tão somente, dar-lhe destaque de fato no que lhe é concernente, neste caso, somos uma potência rural e, conservamos ainda, apesar de tudo, o aconchegante aspecto de cidade do interior, onde as pessoas tratam umas as outras pelo nome, sabem o nome dos donos dos estabelecimentos, compramos ainda com caderneta, conhecemos os moradores de nossas ruas pelos nomes, pedimos açúcar emprestado na casa da vizinha quando nos falta no meio de uma receita.... enfim, conservamos hábitos peculiares, perdidos há muito pelos grandes centros.

Não é preciso ser nenhum gênio para perceber a diferença gritante entre Gravatá, uma cidade de 80 mil habitantes, situada no agreste pernambucano, com maioria da população rural, de Campos do Jordão, que apresenta os seguintes dados:


Estado que Pertence: São Paulo
Data de Fundação:
29 de abril de 1874..
Gentílico:
jordanense
População:
49.512 ( 2006)
Área (em km²):
289,512
Densidade Demográfica (habitantes por km²):
171
Altitude (em metros):
1628


DADOS ECONÔMICOS E SOCIAIS

Produto Interno Bruto (PIB)*: R$ 277.021.418,00 (2003)
Renda Per Capita*:
R$ 5.881,56 (2003)
Principais Atividades Econômicas:
turismo de montanha e comércio.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,820 (PNUD - 2000)

PONTOS TURÍSTICOS E CULTURAIS

- Festival Internacional de Inverno (julho)
- Igreja Matriz de Campos do Jordão
- Horto Florestal
- Estrada de Ferro
- Palácio do Governo
- Museu Felícia Lerner
- Teleférico


GEOGRAFIA

Relevo: planalto (montanhoso) - Serra da Mantiqueira
Clima
: subtropical
Rios Principais: Ribeirão Capivari e Piagui
Temperatura média anual: 15ºC
Índice Pluviométrico: 1485 mm

Economia de Campos do Jordão

A economia de Campos do Jordão baseia-se no turismo, na indústria de confecção de malhas e de chocolate, no artesanato e na exploração de água mineral.

Turismo
O Turismo constitui a maior fonte de renda do Município. Sua privilegiada localização, a uma distância relativamente pequena de três grandes capitais - São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, garante-lhe uma freqüência apreciável de visitantes.
O turismo é também o maior responsável pelo desenvolvimento de Campos do Jordão em seus mais variados setores. Por isso, uma das principais metas de governo municipal tem sido incentivar a criação de novos espaços e promover eventos que fortaleçam, ainda mais, a base da economia local.

Comércio
O comércio jordanense se desenvolveu à margem e ao longo dos trilhos da Estação Ferroviária de Campos do Jordão. A Vila Abernéssia deteve a hegemonia do comércio jordanense, arrebatada à Vila Jaguaribe, passando a localizar-se na antiga Vila Nova, não somente o pólo comercial, como também o centro cívico e o administrativo de Campos de Jordão.
Atualmente o principal centro comercial de Campos do Jordão é a Vila Capivari, que recebe anualmente em suas sofisticadas lojas a visita de milhões de turistas.
A Vila Abernéssia continua sendo o local onde estão concentrados bancos, supermercados, lojas, escritórios, o mercado municipal, empresas de serviço público, hospitais, escolas, centros médicos e odontológicos.

Indústria
Basicamente, a indústria jordanense lastreia-se, no turismo, atividade diversificado, complexa e polivalente.
É a indústria de paz, sem chaminés. Os seus com a inauguração da Estação Ferroviária de Campos do Jordão, a partir de 1914. Anteriormente, o turismo era praticado, timidamente, dado que as vias de comunicação até então eram precárias.
Na década dos anos 20, surge a indústria da construção civil, que adquire grande expressão econômica.
A indústria hoteleira é uma das melhores do país, decorrente do fluxo turístico e da demanda espantosa de veranistas e visitantes à Campos do Jordão, uns em busca de recreação, outros de repouso.
Com o desenvolvimento turístico de Campos do Jordão, iniciou-se o crescimento célebre de inúmeras e pequenas indústrias artesanais de "souvenirs" e lembranças para venda aos turistas, além da fabricação de excelentes doces e geléias em compotas, em escala industrial.
Com grande êxito e aceitação no mercado, a partir dos anos 70, iniciou-se a fabricação de chocolates, da mais alta qualidade.
Outra indústria que adquiriu forças a partir dos anos 60, foi a de malharia, que encontrou grande mercado internos nos grandes centros, os quais absorvem atualmente grande parte da produção industrial.
O forte desenvolvimento da indústria jordanense de malhas, de alta qualidade, fez criar a I FEIMAR - Feira de Malharia e Artesanato, a partir de 1973. A malharia de Campos do Jordão é famosa em todo o país, pela sua alta qualidade, já ganhando até o mercado internacional.

Agricultura
O município registra 60% de solo tipo Campos do Jordão e 40% do tipo Massapé-Salmorão.
O primeiro é de baixa fertilidade, permitindo agricultura onerosa, exceto nas partes baixas, o segundo, é de boa fertilidade. Daí resulta uma atividade agrícola, não muito satisfatória.
Na paisagem rural, verifica-se que a principal atividade é a fruticultura e silvicultura, esta última ocupando 60% da área do município.
Os principais produtos de Campos do Jordão constituem-se de flores e folhagens, pêssegos, ameixas, nectarinas, castanhas, framboesas, amoras e hortaliças.

Pecuária
Verifica-se que parte do município abriga pastagens naturais e outras artificiais, embora existam também campos pobres e alguma floresta nativa, remanescente da Mata Atlântica.
O sistema é extensivo com gado solto, exigindo pouca assistência. Os rebanhos mais importantes são formados por bovinos, eqüinos, muares e suínos.

Truticultura
As duzentas mil trutas lançadas nos rios de Campos do Jordão em 1966, se reproduziram bem e são hoje uma atração para pescadores de todas as regiões. A truta arco-íris conseguiu se adaptar bem aos rios jordanenses, tornando-se mais resistente e adaptada ao clima e às águas com menor teor de oxigênio (em comparação aos rios da América do Norte, de onde se origina). Em um ano, ela atinge 30cm de comprimento e 250g, e já pode ser pescada.
A truta nada com rapidez, sendo difícil a sua captura. Ela nunca volta a morder a isca no local do primeiro lanço. Quando fisgada, briga muito.
Pioneiro na criação de trutas arco-íris no Brasil, Kyoshi Koike lançou o primeiro dos duzentos empreendimentos do gênero hoje existentes no pais: o pesqueiro Truta Azul. Nos três lagos formados para a pesca recreativa, a fartura do peixe garante o sucesso da pesca.
A Truticultura da Cachoeirinha fica a 12 km de Capivari. Em um belo sítio arborizado, um riacho corre por entre os tanques de criação. A pesca pode ser feita nos tanques, ou no próprio ribeirão, o que dá um toque todo especial ao difícil esporte de fisgar uma truta.
O Pesca na Montanha possui uma represa de 20.000 metros quadrados situada em meio a uma natureza exuberante. Ele utiliza o sistema "catch-and-release" e fornece todo o material necessário para a pesca e para o acondicionamento dos peixes.

(Fonte de Pesquisa: Prefeitura de Campos do Jordão)

Disponível em: www.camposdojordao.sp.gov.br


No final deste mês, a Prefeitura Municipal de Gravatá irá realizar uma capacitação sobre a disciplina implantada na grade curricular do ensino básico "Noções de Turismo". Foi anunciado que os professores irão visitar os pontos turísticos de Gravatá, para poder ensinar aos alunos sobre as belezas de nossa cidade.

Quase não me contenho de ansiedade para visitar D. Nadir e as plantações de morango e flores, a cachoeira da Palmeira, local bem próximo de onde nasci e que serve para irrigar as plantações de inhame dos agricultores do sítio Palmeira, o distrito de São Severino e a produção de orgânicos, o distrito de Mandacaru e as plantações de repolho, chuchu e pimentão, dentre outras, a Serra do Contente, cuja entrada custa R$ 8,00 por pessoa, e ir até o Alto do Cruzeiro, que avisto da minha casa todos os dias. Ah, tem também os túneis por onde passavam os trens, programa este que requer bastante preparo físico. Não estou certa se incluirão no roteiro o Hotel Portal de Gravatá e o Villa Hípica, uma vez que são propriedades particulares. Mas, poderemos aproveitar e dar uma forcinha para Jessé, Bal, Zuzinha, Mariano,Seu Manoel Lourenço, Seu Zé Paulo, Gilmário,Vá de seu Zezé.... agricultores de Uruçú-Mirim.

Ao final desta capacitação, estou certa que saberei responder ao meu aluno da zona rural, de que forma a disciplina NOÇÕES DE TURISMO tem contribuido para a melhoria de vida dele, afinal, educação serve pra que??


CONHECEMOS AS INEGÁVEIS BELEZAS DE NOSSA CIDADE, BEM COMO DOS DISTRITOS E DE TODA ÁREA RURAL QUE NOS ABASTECE DIARIAMENTE, COM LEITE DE VACA, QUEIJO E PRODUTOS HORTIFRUTIGRANJEIROS. O QUE QUESTIONAMOS TÃO SOMENTE É QUAL O VERDADEIRO BENEFÍCIO QUE ESTÁ TENDO O MORADOR DA CIDADE, SE OS INVESTIMENTOS E HOLOFOTES ESTÃO DIRECIONADOS PARA O VISITANTE? DIARIAMENTE SE CONSTRÓI HÓTEIS, PRIVÊS, E A CIDADE SÓ É PROCURADA PARA OFERECER MÃO-DE-OBRA BRAÇAL. E, não é que estes não sejam trabalhos dignos. São, com toda certeza. Mas, queremos ver nossos filhos ambicionar carreiras intelectuais também, além de buscarem e receberem formação direcionada à vida no campo, obtendo boa renda e qualidade de vida inquestionáveis!

TODOS AQUI SÃO SEMPRE MUITO BEM-VINDOS, MAS NÃO PODEMOS VIVER DE APARÊNCIA. É UTÓPICO UM DISCURSO QUE DEFENDE A ARQUITETURA DE MANDACARU, UM PEQUENO DISTRITO, DISTANTE UNS 12 KM DA CIDADE, ENQUANTO NOSSAS PRAÇAS, POR EXEMPLO, SÃO TOTALMENTE ALTERADAS, SEM QUE SE LEVE EM CONSIDERAÇÃO NOSSA HISTÓRIA!

Em Campos do Jordão, a disciplina EDUCAÇÃO AMBIENTAL foi instituída na grade curricular. Por que não seguimos o exemplo?

No Paraná, todos os alunos recebem MERENDA ORGÂNICA nas escolas municipais e estaduais. Por que não seguimos o exemplo?

Os filhos dos políticos gravataenses estudam em nossas escolas? E os filhos dos secretários municipais?

Você, leitor/a tem a resposta!!


PRECISAMOS DE MAIS INVESTIMENTOS PARA OS MUNÍCIPES, PRINCIPALMENTE, PARA OS QUE ESTÃO ABAIXO DA LINHA DA POBREZA, SEM EMPREGO, SEM FORMAÇÃO. NOSSOS ALUNOS PRECISAM APRENDER A LÍNGUA PORTUGUESA (já que é a única que temos) BEM. PRECISAM APRENDER A PRESERVAR O MEIO AMBIENTE DO QUAL FAZEM PARTE. PRECISAM APRENDER OS PRINCÍPIOS DE CIDADANIA, ASSIM COMO, PRECISAM TER ESSES MESMOS DIREITOS RESPEITADOS.

HOJE, POR EXEMPLO (dia 02 de setembro de 2009), os alunos receberam bolacha cream-craker na merenda, cardápio que se repete desde segunda-feira. SÓ BOLACHA.

O que será que os jordanenses lancharam hoje??

Vou pesquisar e lhes conto!!

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