"Acreditando na magia que existe na educação! Buscando ser a mudança que quero ver no mundo"!
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

SÓ É ÍNDIO QUEM OPTA POR SER!


Liana Utinguassú - Porto Alegre

Recentemente, visitei a Aldeia Sucupira, do Povo Xukuru do Ororubá, e ao retornar, postei em minha página do orkut, algumas imagens que registrei do Toré. Uma amiga fez o seguinte comentário, abaixo da foto: "Nem parecem índios de verdade"!

O comentário dessa amiga poderia ser um precedente ou excessão, mas, lamentavelmente, é mais comum do que se imagina. De acordo com o Cacique Marcos Xukuru, em entrevista ao Informativo do Deputado Isaltino Nascimento (PT - PE), "é fundamental se discutir a educação indígena nas escolas do Estado (e municípios) assim como a educação Afro-brasileira. Muita gente nem sabe que existem índios em Pernambuco".

Os livros didáticos ainda são os grandes responsáveis pela propagação dessa imagem esteriotipada do índio brasileiro, que é apresentada as crianças nas séries iniciais, muitas vezes uma imagem folclórica. Boa parte das informações são/estão desencontradas e ultrapassadas. Mas, não há tempo para chorar o "leite derramado".

Alguns profissionais da educação (nos quais me enquadro), embora não sejam "tecnicamente" índios, são mais do que simpatizantes da causa, são conscientes de que "a sabedoria milenar dos povos indígenas revela um carisma original, manifestado em outras formas de aprendizagem, da criação de brinquedos, flechas, danças, vestes, pinturas, mitos, línguas, sons, habitação, o índio, ícone da vivência holística, uma rara folhagem, manifestação das raízes mais profundas da tradição brasileira de educar, mosaico da identidade e formação da cultura nacional, da indigenidade, americana e latino-americana" (HUTTNER, E.)

A partir desta compreensão, nos empenhamos na implantação de políticas educacionais que abranjam esta temática, não apenas como tema transversal, mas como disciplina da grade curricular, a fim de que toda essa riqueza possa ser (re)conhecida, de direito, como determina a Lei Federal 11.645/08, e de fato!

Em outras matérias deste blog, já discutimos o tema miscigenação, e apresentamos aqui as constatações acerca do processo de colonização que se iniciou aqui pelo nordeste brasileiro. Nossos índios foram os primeiros a receber e perceber os impactos da chegada dos europeus.
Mas, o tempo urge, como bem diz minha amiga Liana Utinguassú. Se os livros didáticos não facilitam a grandiosidade do ser índio, buscaremos outros meios de fazer com que as informações certas cheguem até nossos estudantes.

Neste trabalho, a internet tem sido uma ferramenta muito útil. Como disse em outro texto, tive oportunidade de "conhecer" (virtualmente) muitos parentes índios, e tive uma recepção maravilhosa por parte deles. A proposta que apresentei foi aceita de por eles, de contar suas histórias e de seu povo, como protagonistas, colocando as questões da atualidade. Hoje não existem mais portugueses, holadenses e espanhóis "colonizando" o Brasil, todavia, os problemas de nossos irmãos não cessaram, muito pelo contrário. Os algozes apenas mudaram de nacionalidade e status. Os bugreiros hoje vestem paletó e gravata, andam de carro importado e são pagos, boa parte deles, com dinheiro público!

Já apresentamos a história de pelo menos 03 parentes, bem como, suas artes e o trabalho que realizam na divulgação de sua cultura.

Continuaremos essa abordagem sobre o "Ser índio", mas por ora, quero lhes apresentar MEUS PARENTES, IRMÃOS E AMIGOS.


Yamalui Bambán Meninaku - Mato Grosso (Xingu)
Marcelo Guarani Werá Djekupé - Espíto Santo - etnia Guarani


Meu querido irmão e amigo Tupã Nembo' aguaraviju (Paraná - etnia Avá Guarani - meu professor de guarani)


Leonardo Werá - Santa Catarina


Fidelis Baniwa - Amazonas


Nação Xukuru do Ororubá - Pesqueira - PE



Some-se a estes, os nomes dos amigos Txydjo Euraktan Siqueira, da etnia fulni-ô, e atualmente reside no Rio de Janeiro, divulgando seu trabalho como artista plástico, Poran (Tanielson), cuja história apresentei aqui, Bu'u Kennedy, Hutinho Parawanim, Denilson Baiwa, Mawapey Kaxinawa.
Nosso trabalho está apenas começando. Como já disse: "A história dos índios contadas pelos próprios índios. Até que enfim"!!


Até a próxima!


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