"Acreditando na magia que existe na educação! Buscando ser a mudança que quero ver no mundo"!
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

O QUE O JORNAL DO COMMERCIO NÃO DIVULGOU!


GRAVATÁ TEM UM DOS PIORES ÍNDICES DO IDEB



Durante uma reunião, ocorrida nas escolas no último dia 18 deste mês, todos, pudemos contemplar uma tabela impressa, apresentada por diretores e supervisores, com os resultados do IDEB do município.Os números são alarmantes, se considerarmos que outros municípios, de menor porte, obtiveram notas maiores. Não vamos discutir qual o critério utilizado por município A, nem município B. Vamos aos fatos. Gravatá, há dois anos, RETIROU da grade curricular, uma aula de Língua Portuguesa, disciplina onde se registra os menores índices, e substituiu por NOÇÕES DE TURISMO. Também diminuiu uma aula de Matemática por EDUCAÇÃO FÍSICA.
Embora seja uma disciplina obrigatória, esta deve ser ministrada por professorescom habilitação para esta prática, o que não acontece, por exemplo, no ensino fundamental I, cujos professores são LEIGOS. A matéria do JORNAL DO COMMERCIO, do último sábado, apresenta apenas uma das grandes discrepâncias e inversão de valores, que estão sendo propagadas pela cidade.

Acompanhem meu raciocínio, simples:
* Lecionar Noções de Turismo, para uma população de origem rual, em sua maioria, aponta para a falta de valorização para com nosso povo, com nossa identidade. Mostra o outro como superior, por ser este quem trás renda e benefícios para a cidade. Não trato dom desdém a importância de nossos visitantes, muito pelo contrário. Aqui, todos são acolhidos de forma inigualável. Mas, o que estamos discutindo, é a conduta da educação no município, no que concerne a transmissão de valores, de conhecimento, de resgate cultural, de auto-afirmação, de identidade. As politicas públicas e educacionais que não consideram fatores concernentes a identidade de seu povo, está fadada ao colapso, mais cedo, ou mais tarde, e quem arca com as consequencias é sempre o mais fraco, ou seja, O POVO.
É sabido que os criadores destas propostas têm seus filhos estudando nas escolas mais caras do ESTADO. Assistem a aulas de Língua Portuguesa (mínimo 6), Matemática(mínimo 5), além de Ciências Biológicas e Sociais, Língua Estrangeira, desde a 1 série, aula de computação, natação. Têm na merenda um cardápio variado, e, se não comem melhor é por falta de orientação, mas não de recurso.
Das 67 escolas que temos no município, boa parte se encontra na Zona Rural, mesmo que sejam escolas de base, pequenas. Mas, elas existem, e como o próprio nome sugere, são a BASE. Delas deve partir uma polica educacional séria, justa, que permita ao atual e futuro homem do campo, continuar vivendo lá, com DIGNIDADE. Isso é papel da escola!! Mas, como difundir esses valores, ensinando TURISMO aos nossos alunos? Como avançar no IDEB, com a redução de disciplinas que são o eixo da aprendizagem?
Ouve-se muito discurso e pouca (ou nenhuma) prática. Fala-se em estimular a produção de orgânicos, no entanto nossos alunos consomem PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS E REPLETOS DE AGROTÓXICOS. Um projeto que sugere a implantação de merenda orgânica no município está engavetado. Nossas escolas estão caindo aos pedaços, porque os turistas não se hospedam em escolas!!
Não há QUADRAS para prática de esportes, não refeitórios, para que se alimentem com dignidade, não brinquedos para recreação, não há material paradidático suficiente para dar suporte ao professor... E antes que você diga que essa é a realidade do país, informo-lhe que GRAVATÁ só copia boas idéias, como essa, trazida de São Paulo, segundo vociferou o ex-atual gestor, de lecionar Turismo para nossas crianças!!!

Precisamos deixar a hipocrisia e os interesses pessoais de lado. O tempo urge! Pequenas ações, acertadas, modificarão nossa vida para melhor, enquanto cidadãos, povo, gente.
Já perdemos a identidade e, consequentemente, nosso envaidecimento, quanto ao clima da cidade, que há pouco tempo, teria sido eleito como aquele que melhor nos representa. Elegemos um plágio, que por mais belo que seja seu significado, continua sendo um plágio, o símbolo do Rio de Janeiro! Ensinamos para agradar um visitante, não para nos firmarmos enquanto cidadãos, conscientes, críticos, autônomos.

Qual o propósito disso tudo?

R E A J A !!


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