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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ontem, GRIPE SUÍNA. Hoje, GRIPE A. E amanhã, ...


Por Ricardo Campelo*


ASPECTOS GERAIS




Devemos entender porque essa gripe não é pacífica como a maioria das gripes que conhecemos hoje. Essa doença é provocada por uma outra linhagem de vírus, o H1N1. Ela deixou de ser chamada gripe suína por ter havido uma mutação no material genético do vírus ( RNA ) e passar a invadir células humanas. Como todo vírus de RNA, esse é altamente mutante e de elevado poder de contaminação. O nosso sistema imune por conta própria não consegue se impor a tempo de evitar a morte da pessoa.


TRANSMISSÃO

O vírus causador da doença em suínos por ser adquirido pelo homem através de contato direto com esses animais ou indireto através do ambiente. Além disso H1N1 pode ser transmitido entre os seres humanos. A transmissão pode se dá em ambientes fechados e com aglomeração, se houver a presença desse vírus. O contato com o ar contaminado ( vias aéreas ) e com objetos contaminados ( via bucal ) provocam a infecção e deve obrigar as pessoas a tomarem medidas cautelares diante dessa situação.

SINTOMAS

Os sintomas são muitos parecidos com os da gripe comum ( causada pelo vírus Influenza ): febre alta, dores musculares, coriza, tosse, fraqueza e raramente afeta os pulmões. Em alguns pacientes o quadro clínico pode ser agravado com a presença de náuseas, vômitos e diarréia, de uma repercussão significativa para o mesmo. Também podem ocorrer dores de cabeça, irritação nos olhos e dor muscular e articular.


DIAGNÓSTICO
Só se consegue a certeza da presença isolando-se o vírus influenza tipo A, analisando amostras respiratórias dos pacientes, nos primeiros 4 a 5 dias ou até 10 dias em crianças.


PREVENÇÃO

Hábitos de higiene como lavar as mãos com mais atenção, principalmente onde estão as unhas, usar máscaras ( o melhor é em pessoas infectadas ) em locais privados de circulação natural do ar, são alguns exemplos de cuidados muito bem vindos. O consumo da carne suína, desde que bem preparada ( altas temperaturas ) não oferece riscos iminentes.

Algumas drogas antivirais estão sendo usadas na prevenção da doença, tentando impedir a replicação do vírus dentro do corpo humano. O resultado é a diminuição da agressividade da infecção. Para maior eficácia, é necessário começar sua utilização nos dois primeiros dias de sintomas. Por outro lado, o uso indiscriminado desses remédios pode induzir a mais mutações e a efeitos colaterais com riscos desnecessários.


O meio mais eficaz para a prevenção dessa doença é a vacina – composto que tem a função preventiva, não curativa. Ela já existe para os porcos e está em processo de produção para os humanos. Mas a vacinação não garante a plenitude de cura, uma vez que os vírus são mutantes, é possível prevenir-se dos vírus que já existem, mas não dos que estão por surgir através de mutações – mudanças no patrimônio genético dos vírus.


TRATAMENTO

É bem verdade que não houve e não há remédios para doenças de natureza viral. Todo medicamento conhecido através de propagandas atua de maneira sintomática, quer dizer, em relação a gripe, sobre a febre, as dores, a coriza, etc. Apenas os anticorpos tem esse poder de ação em nosso organismo. Os anticorpos são proteínas especiais que atuam numa linha interna de defesa do nosso corpo. O princípio que rege a produção dessas substâncias é de natureza genética, nutricional e metabólica.


CONSIDERAÇÃO

Os dragões não “cospem” fogo mais, os gladiadores estão presos nos filmes, os impérios foram derrubados. Hoje a humanidade deve temer os inimigos microscópicos, que são eles: vírus, bactérias e fungos. As bombas biológicas, as infecções hospitalares, as epidemias, por exemplo, são os maiores rivais da nossa espécie. Somos muito vulneráveis a eles e já ficou muito evidente que nesse tipo de guerra não é interessante nem vantajosa para a nossa espécie.

Os vírus são seres que parasitam exclusivamente o interior de um tipo de célula hospedeira, utilizando toda a maquinaria celular para a sua sobrevivência. Quando entram se reproduzem e matam a célula. Podemos dizer que eles são “OS PIRATAS DAS CÉLULAS”, pois invadem, saqueiam, destroem e evadem a célula deixando-a destruída.


Os vírus chegaram aqui antes de nós e se quisermos viver ainda mais teremos que conviver com eles. Os vírus ( que em latim significa veneno ) são equivalentes a armas inteligentes uma vez que atingem células específicas, células-alvo.


Alteração no equilíbrio do globo, através da exploração predatória da natureza, a busca por um desenvolvimento “insustentável” junto com os certos hábitos, certos valores e certas práticas de vida tem sido uma combinação extremamente perigosa para a vida em nosso planeta.


Proponho aqui uma reflexão sobre esse tema dentro de um contexto mais amplo e não apenas de forma específica, pontual, isolada. Não podemos compreender as epidemias, as pandemias como fator solitário dentro da sociedade. O homem é mais um componente de complexo sistema natural, afetando e sendo afetado simultaneamente. Ele não tem o direito de alterar o equilíbrio global, buscando interesses capitalistas-consumistas em detrimento de uma harmonia vitalícia. Agradeço a atenção de todos.


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*Ricardo Campelo de Albuquerque possui graduação com especialização em Ciências Biológicas. É professor da rede pública estadual, e da rede particular há 11 anos.

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