"Acreditando na magia que existe na educação! Buscando ser a mudança que quero ver no mundo"!
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Uma crônica no natal

A insustentável leveza da insatisfação humana

Certo dia, ao realizar um trabalho na escola em que trabalho, ouvi de uma pessoa o seguinte comentário: “É muito bom ver essas coisas acontecerem, serem realizadas”. Uma outra, que estava ao lado fez referencia a meu profissionalismo, e logo escutei a primeira pessoa completar: “Ah, mas ela profissionalmente...” - e  não terminou a frase, deixando para os bons entendedores a conclusão.
Não é difícil afirmar qual seria a conclusão da frase. Uma das coisas que mais tenho escutado nestes 10 anos que atuo na educação pública, é de que sou impulsiva, falo demais, etc, etc.
Quanto a ser impulsiva, obviamente, engordo a lista dos seres humanos com defeitos. Ainda não atingi o nirvana. Quanto a observação de que “falo demais”, ou, mais do que algumas pessoas gostariam, trago a seguinte reflexão: aprendi que o maior problema da humanidade, ou, o que mais causa mal a humanidade é a omissão e a covardia por parte de muitas pessoas, que se vêem diante de situações equivocadas e estúpidas, e para não “se expor”, preferem o silêncio, não se dando conta de que isso pode causar um problema bem maior. A Presidenta Dilma disse certa vez: “Prefiro o barulho da democracia, ao silêncio das ditaduras”. No meu caso: “Prefiro as más interpretações a meu respeito, estando ciente da verdade, do que os afagos repletos de hipocrisia e falsidade”.
Nesses 36 anos de vida, como mãe de três filhos, sendo um deles duplamente especial, por ser Down,  esposa e profissional da área da educação, adquiri a consciência de que tenho o dever de estar informada e sempre em formação, bem como tenho a obrigação de formar opinião. Contudo, há pessoas que acreditam e defendem a ideia de que, você para ser considerado bom, tem que torcer pelo mesmo time que ele, gostar da mesma comida, da mesma cor e concordar com todas as suas ideias. Seria este o perfil de um educador? Se já não o é para um ser humano, que deve ser munido de personalidade e opinião própria, quanto mais com quem trabalha contribuindo com a modelagem de comportamento e construção de ideias.
Nas últimas eleições tivemos esse comportamento latente. Só era seu amigo aquele que defendesse a mesma ideologia política que você. Quem opinasse e revelasse um voto diferente era tomado como inimigo mortal, a ferro e fogo.
Infelizmente, na educação, hoje acontece da mesma forma. São elevados a décima potência aqueles que não questionam, mas simplesmente balançam a cabeça, em afirmação, como se abanassem a cauda em apoio ao estalar de dedo do seu dono. Quem se ousa ser diferente e discorda de uma suposta maioria, é estigmatizado como encrenqueiro, criador de caso.
Não sou dona da verdade. Estou sempre em busca dela. Tal qual afirmou o filósofo grego Sócrates: “Só sei que nada sei”. Mas, há o que acredito e defendo: autonomia, caráter, personalidade, postura. Tenho ideias, para poder mudá-las, pois só pode mudar de ideia quem tem alguma. Não procuro parecer o que não sou. Não faço tipo, apenas para agradar A ou B.
Acredito na educação pública e a defendo de forma fervorosa, pois sou fruto de escola pública, tendo já concluído um curso superior, estando cursando um segundo curso de graduação e especialização lato sensu e stricto sensu (especialização e mestrado).
Concluo com a célebre frase reportada a Martin Luther King: “O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS, MAS O SILÊNCIO DOS BONS”!!
FELIZ NATAL A  TODOS!
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