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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

POR UMA INCLUSÃO NÃO EXCLUDENTE


Cabe à escola contribuir para que crianças com Síndrome de Down e outras deficiências não sejam discriminadas e possam aprender como as demais


Em 2009, pudemos vivenciar dois momentos importantes na luta contra o preconceito para com os deficientes, em nosso município: o primeiro, sem dúvi

da, foi a eleição de um vereador cadeirante em 2008– Doca da Cavalhada, e o segundo, a criação do Conselho Municipal para Pessoas com Deficiência.

Desde a Constituição de 1988, que determina em seu Artigo 208:
III – Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; além da LDBE (Lei de Diretrizes e Bases da Educação ) - n°. 9.394/96. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Art. 4º, III –

atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. Art. 58. Entende-se por educação especial, para

os efeitos desta lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais” - o município tem construído rampas de acesso para garantir a acessibilidade, e as escolas receberam verba do governo federal para adequar seus espaços físicos, a fim de receber de forma digna as pessoas

com necessidades educacionais especificas.

Para a escola, não basta acolher. A ordem é garantir que os estudantes com deficiência avancem nos conteúdos. Outro desafio é o combate aos preconceito, a discriminação e a intolerância. Educadores, diretores, pais, estudantes: nenhum deles nasce com preconceito. A intolerância é assimilada e fomentada pela sociedade, muitas vezes resistente quando se trata de

lidar com as diferenças. "A discriminação surge da necessidade que temos de qualificar as coisas e os indivíduos dentro do que é socialmente considerado normal", diz Dorian Mônica Arpini, do departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Mari

a, no interior do Rio Grande do Sul. As crianças só repetem as atitudes dos adultos em relação às pessoas com deficiência e ao papel que estas desempenham na sociedade. A escola, portanto, é um local em que é necessário combater o preconceito. "Alguns pais acham que a escola inclusiva anda para trás porque o ensino piora com a presença de alunos com deficiência", diz Palencia. "Como vivemos num mundo em que todos querem competir para ter sucesso, talvez andar para trás, no sentido de diminuir um pouco esse compasso frenético, seja positivo." Ele lembra que, normalmente, quando bate o sinal na hora da saída, todos correm alucinados em direção à porta da sala: "Se

há um colega em cadeira de rodas, porém, eles aprendem a esperar, a ajudá-lo e acompanhá-lo." A inclusão ensina a tolerância para todos os que estão diariamente na escola e para a comunidade. "A chegada das crianças com deficiência está provocando uma grande reflexão", observa Dorian. Por isso, os especialistas afirmam que a inclusão escolar é uma revolução silen

ciosa. Para que ela aconteça, no entanto, toda a equipe deve pensar em conjunto. A idéia precisa estar incluída na proposta pedagógica e levar todos a conhecer melhor o assunto. Quando não há informação, se torna angustiante para o professor receber esse aluno e lidar com ele. O trabalho em equipe leva todos os educadores e funcionários a desempenhar de maneira

mais eficiente seu papel nessa área.

E quais devem ser as atitudes do educador qu

e inclui?

*Procura conhecer a legislação que garante o direito à Educação das pessoas com deficiência.

*Exige auxílio, estrutura, equipamentos, formação e inf

ormações da rede de ensino.

*Deixa claro aos alunos que manifestações preconceituosas contra quem tem deficiência não serão toleradas.

*Não se sente despreparado e, por isso, não rejeita o aluno com deficiência.

*Pesquisa sobre as deficiências e busca estratégias escolares de sucesso.

*Acredita no potencial de aprendizagem do aluno

e na importância da convivência com ele para o crescimento da comunidade escola.

*Organiza as aulas de forma que, quando necessário, seja possível dedicar um tempo específico para atender às necessidades específicas de quem tem deficiência.

*Se há preconceito entre os pais, mostra a eles nas reuniõe

s o quanto a turma toda ganha com a presença de alguém com deficiência.

*Apóia os pais dos alunos com informações.

Guilherme Oliveira - 06 anos (meu filho amado)


O Governo Federal, através do Ministério da Educação, também está oferecendo um Curso de 300 horas para professores regentes, destinado a ensinar como trabalhar com pessoas deficientes, através da Plataforma Paulo Freire. As inscrições encerram dia 30 de janeiro. Cabe a um cada um, fazer sua parte, buscar.

Além de exercitar o profissionalismo, praticar também o humanismo, a inclusão, que não exclui, proporcionando uma condição de vida melhor à estas pessoas, que tem muito a nos ensinar, partindo do principio de que NÃO DEVEMOS DAR AOS OUTROS AQUILO QUE NÃO QUEREMOS PARA NÓS OU NOSSOS FILHOS. Dentre as crianças que lutam contra o preconceito e a educação excludente de algumas escolas, se inclui meu filho Guilherme, que este ano, felizmente, poderá voltar a estudar.



Fontes:

http://www.dislexia.org.br/leis/lei004.html

http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/sociedade-busca-mais-tolerancia-424483.shtml

https://ssd.mec.gov.br/ssd-server/servlet/InitAuthenticationByIdentifierAndPassword?t=pH59TJd7H0rzCiaxs-e_4o_BOdtf52C9cPFd9M7D-CF5MwWS




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