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sexta-feira, 18 de março de 2011

Sobre os índios de Gravatá...

Escreve o Prof. Dr. Edson Hely Silva:

"Há um equívoco que se repete, a  visão tradicional pessimista ("essa gente sofrida") que não consegue perceber os povos indígenas como sujeitos da/na História.
Tratar os índígenas como "Tapuia" é reproduzir uma concepção de abordagens históricas superadíssimas (!) que traziam preconceitos dos colonizadores com os povos indígenas não Tupis do litoral, habitantes do interior do Nordeste (ver POMPA, Cristina. Religião com tradução:missionários, Tupi e Tapuia no Brasil Colonial São Paulo, Edusc, 2005). Outra questão é denominar povos habitantes nessa região de Kariri, que viviam mais especificamente no Sertão. Além disso, a denominação de "bugre" só foi e é usada para índios nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
Por outro lado, continuar considerando os povos índígenas como "selvagens" "canibais", "violentos" e etc., é uma atitude eurocêntrica, etnocêntrica e evolucionista (ver CUNHA, Manuela Carneiro da. História dos índios no Brasil. 1ª ed. São Paulo, Cia. das Letras, 1995)(...)


Prof. Dr. Edson Silva
(CAP-CE/UFPE-Recife)

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Nota da editora:
 As informações dadas pelo Prof. Alberto datam do ano de 1965, quando ainda não havia tantos mecanismos para pesquisa quanto hoje. Na década de 50, Darcy Ribeiro julgou que não havia mais índios em Pernambuco em decorrência da miscigenação, contudo, décadas mais tarde, historiadores, antropólogos e pesquisadores provaram que havia vários povos mantendo o mesmo modo de vida de  seus antepassados, afirmando sua identidade étnica.
Estamos no início desta pesquisa. Chegaremos aos fatos através de provas documentais e relatos orais de quem guarda na memória a história de nossa cidade. 
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