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domingo, 7 de fevereiro de 2010

MUITA EMOÇÃO NO ENCONTRO COM O POVO XUKURU DO ORORUBÁ


TURMA DO IV PERÍODO DE PEDAGOGIA, DA UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ EM GRAVATÁ, SE RENDE AOS ENCANTOS DO POVO XUKURU NAS ALDEIAS CIMBRES E SUCUPIRA



Neste sábado (06), as alunas do curso de Pedagogia (IV Período), assistidas pela Professora da disciplina de Educação Indígena, Maria do Carmo (Carmem), além do Professor Eziel, visitaram a Vila de Cimbres e a Aldeia Sucupira a fim de conhecer um pouco mais sobre a cultura do povo Xukuru do Ororubá. As alunas foram recepcionadas pelo Professor indígena Adjailson, na escola que fica em Vila de Cimbres. A turma ouviu as explicações do professor sobre a História do povo Xukuru, as retomadas, as perdas, o processo de criminalização, o Cacique Chicão, a educação, estrutura da educação, politica... enfim, puderam discutir, tirar dúvidas, exteriorizar questões levantadas pela sociedade não índia, a respeito dos costumes, demarcações, homologação das terras, e tudo o que diz respeito aos direitos dos povos indígenas, em Pernambuco e no Brasil. O professor frisou a importância da organização do povo, que é referência no estado.
A autonomia, tranquilidade e segurança do professor com as questões que foram colocadas pelas alunas e alguns visitantes que nos acompanharam, deixaram o grupo todo encantado, além da já conhecida receptividade do povo Xukuru.
O Professor Adjailson, apresentou também um rico e diversificado material impresso que é trabalhado nas escolas indígenas, dentre eles, livros elaborados por professores Xukuru, com registro de um vocabulário com algumas palavras que faziam parte da língua nativa falada pelos antepassados do povo Xukuru, do tronco Tupi- Guarani.
Os Xukuru, embora não falem com fluência a língua nativa, preservam as palavras que conseguiram resgatar entre os mais velhos, disseminando este ensinamento entre os mais jovens, desde a mais tenra idade.
Após a palestra do professor, foi exibido um documentário, filmado ainda em vida do Cacique Chicão, assassinado em 20 de maio de 1998, a mando de fazendeiros da região, insatisfeitos com as demarcações do território indígena.
Ao final, a turma saboreou um delicioso almoço, preparado por duas índias xukuru com mãos de fadas, e seguiram para a Aldeia Sucupira, a fim de assistir a apresentação do Toré.
Tradicionalmente realizado as 15 horas, o Toré é a celebração religiosa do povo Xukuru que reúne toda semana, dezenas, as vezes até centenas deles no meio da mata.
Chegamos bem cedo a aldeia, onde encontramos "Seu" Nezinho, liderança da Aldeia Sucupira, que sempre nos recebe com muito carinho, fazendo a gente se sentir parte da família. Aos poucos, as pessoas foram chegando, e meia depois, além de vários xukuru que dançavam o Toré, um grupo de alunas, empolgadas, também participaram da celebração.
Quando chegou a hora de partirmos, a emoção tomou conta de todos. Em meio aos agradecimentos, um trouxe lágrimas aos nossos olhos, que foi a fala de Ana Elvira, filha da aluna Ana Cláudia, que emocionada, agradeceu a "Seu" Nezinho pela recepção, dizendo que aquele era um sonho que estava realizando! Foi lindo!! Ana Elvira tem 14 anos.
Saímos com o coração repleto de generosidade, acrescidos de exemplos de perseverança, resistência, fé e luta, ansiosos pela dia da nossa volta!


Ao povo Xukuru:



Iporã Eté (Agradecimento profundo - em guarani)

Professor Adjailson (camisa verde). Ao fundo, Profª. Carmem com o Profº Eziel












Os sentimentos e opiniões das alunas:

- Maravilhoso, tem que vê para crê. (Joseli)
- Foi maravilhosa a viagem - espetacular. (Wedja)
- Foi super legal esta viagem. (Fátima)
- Foi uma experiência ímpar! Adorei! (Luciene)
- Foi tudo e mais do que eu esperava .(Adriana Gusmão)
- Rompeu preconceitos. (Tatiane)
- Não esperava encontrar tudo aquilo foi ótimo. (Renata)
- Uma experiência que todo professor precisa vivenciar para repassar aos seus alunos, sem mitos e inverdades. (Fátima Sousa)
- Sensacional saber que todos nós somos iguais, independente da etnia, raça ou cor. VAleu a experiência. Só vendo para crer. (Leila Lima, Jesarela e Thyara)
- Conviver com as diferenças e compartilhar das semelhanças, preservando a individualidade de cada povo. (Ana Elvira Arantes, filha de Ana Cláudia Arantes, Tatiane Monteiro)
- Amei . Foi bom demais. Você precisa conhecer.( Joseane e Edvane)
- Aprendemos a compreender nossa história, olhando e respeitando a diversidade cultural dos povos indígenas de Pernambuco. (Prof. Eziel)
- Viver é a brir a cabeça para a grande diversidade cultural no mundo. (Ana Elvira - 14 anos)


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