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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

PERNAMBUCANO TALENTOSO FALANDO PARA O MUNDO!!



Entrevistas

Hoje teremos o orgulho de postar a nossa primeira entrevista “na Casa do Percussionista! Com todo orgulho e respeito o “batuqueiro” da vez será o pernambucano Misael Barros*.
Ele saiu de Pernambuco e morou em São Paulo. Há algumas semanas, como ele mesmo disse: ”veio de mala, cuia e bateria para Brasília”. Além de ser um grande batera, “Misa” tem, também, atuado na área de produção e direção musical.
Hoje, ele acompanha a cantora Camilla Inês, que tem se destacado no cenário brasileiro de Jazz.
Além de Misael contar-nos sobre sua experiência com a bateria e o universo da produção e direção musical, vai falar-nos sobre sua atuação no disco “Jazzmine”.
Se você quiser curtir um pouco do making off da gravação do cd de Camilla Inês, acesse www.camillaines.com.br e confira o trabalho do batera Misael.
Então, é isso pessoal! Espero que gostem e apreciem o trabalho deste excelente musico!

1. Misael, conte-nos, um pouco, como foi o início dos seus estudos em Recife. Você já começou com a bateria?
Bem, eu comecei tocando em uma banda marcial que só tinha três fileiras de músicos (bem pequena mesmo… rs, rs) e num dos intervalos dos ensaios, o professor da banda, brincando, pediu para que alguns dos integrantes se juntassem para simular uma bateria. A mistura me chamou muito a atenção e só depois daí é que fui perceber mais esse instrumento. Depois disso, me inscrevi no Conservatório Pernambucano de Música, onde iniciei meus estudos de maneira formal.

2. Você acha importante o percussionista e o baterista também estudarem harmonia?
Acho importantíssimo! E tenho me cobrado bastante para retornar meus estudos quanto a essa questão! Pois o músico entendendo a estrutura harmônica e teórica da composição, fica mais fácil para ele saber o que a composição esta pedindo ritmicamente como: qual peça ou timbre adequado, que trecho tocar ou não tocar. Muitos músicos esquecem de que a pausa também faz parte da música e às vezes ela é mais importante do que qualquer nota.

3. Quais são as suas principais influências e o que você tem escutado ultimamente?
Essa é uma resposta difícil. Pois, tanto a “música” quanto os diversos músicos (não só bateristas) influenciam em meu som. E isso vai desde a música popular a clássica. Mas, os que eu me lembro agora, são: (BANDAS) – Queen, Genessis, Yess, Supertramp etc. (SIDEMAN) Colaiuta, Omar Hankin, Sérgio Herval, Steve Gadd etc. (JAZZ) Jeff Hamilton, Peter Erskine, Nate Smith, Cris “daddy “Dave, Matt Wilson etc. (NACIONAIS) Pascoal Meireles, Celso de Almeida, Edu Ribeiro, Rafael Barata, Kiko Freitas, Milton Banana, Toninho Pinheiro, Edson Machado etc. Quanto ao que tenho escutado no momento, também complica, pois escuto do samba a música clássica, ouvindo muito Dori Caimy, YoYo Ma, Bobby Macferry e investindo mais na pesquisa de um estilo especifico, dependendo do projeto em que eu estiver envolvido naquele momento.

4. Misael, em tese, não é muito comum haver percussionistas ou bateristas que atuam na área de produção e co-produção ou direção e co-direção musical, tanto dentro dos estúdios de gravação, quanto nos palcos. Conte-nos como surgiu esse interesse para além das baquetas!
Na verdade, acho que não é muito divulgado, pois se formos analisar perceberemos que muitos bateristas e percussionistas produzem seus próprios trabalhos e co-produzem de muitos outros artistas como: Nana Vasconcelos, Papete, Airton Moreira, Marcos Suzano, Edu Ribeiro, Téo Lima, Mr. Jam, Dave Weckel, Simon Philips, Phil Collins, Buddy Rich entre outros. Atuando tanto em estúdios, como “band liders”. E, em mim, este interesse surgiu naturalmente, de sentir e enxergar a música além da bateria.

5. Quais foram às mudanças que a produção e direção musical trouxeram para sua forma de tocar em conjunto, de se relacionar e de ouvir a musica? Qual conselho você daria aos percussionistas e bateristas que queiram envolver-se com produção e direção musica?
Como eu disse, no final da resposta anterior, a questão é saber “enxergar” a música além do seu instrumento musical. Saber observar como o músico pode contribuir para a composição, seja ela instrumental ou com letra; saber o que a melodia ou a letra querem dizer; tudo isso é fundamental! E assim, saber qual execução será a melhor para contribuir, juntamente, com os músicos e os arranjos, a fim de que a “música” cresça e toque na alma de quem a ouve. Mas é bom deixar claro que, tanto o músico quanto o diretor musical ou arranjador podem contribuir, de maneira boa o ruim, para qualquer música ou produção musical.

6. Um dos seus mais recentes trabalhos de estúdio é com a cantora Camilla Inês, com o álbum “Jazzmine”. É um disco muito bonito! Tem a pegada jazzística moderna com influências de Acid Jazz, Soul e outros. O disco vem sendo bem visto pelo publico e critica, inclusive tive a oportunidade de ler na Revista “Modern Drummer”, edição 96, publicada em novembro de 2010. Bem, Misael, fale-nos um pouco da sua relação com este trabalho, quais foram os desafios e as exigências que este disco te propôs e quais são as suas expectativas diante dele?
Posso afirmar que não foram poucos os desafios. Tanto na formatação e concepção do trabalho, quanto na escolha do time base para executar o conceito. Além da escolha do estúdio, do técnico e da pesquisa de timbres. Sempre “batendo bola” e trocando idéias com Ed Staudinger (arranjador e tecladista deste projeto) juntamente com Camilla Inês, que estava nos mostrando suas idéias e interpretações; sempre nos incentivando e depositando total confiança em nosso trabalho. Nosso, principal, compromisso era fazer um trabalho de qualidade, com respeito e cuidado em todos os aspectos da produção, pois sempre dizia a todos os envolvidos neste projeto: “uma pessoa pode até não gostar ou curtir o cd “Jazzmine” (com todo direito!), mas com certeza ela não vai poder dizer que o trabalho não foi feito com qualidade, amor e respeito à música”. Quanto às expectativas, canalizo para as mais reais possíveis, pois existe uma grande diferença entre “sucesso e fama”, e sinto que estamos a cada dia alcançando o sucesso, quando escuto um comentário do tipo: “Alô Camilla, somente para lhe dizer que gostei muito de você e seu CD “Jazz mine. Nesta semana, ele está em  primeiro lugar no som do meu carro! Muitos bons músicos, arranjos muito criativos e você cantando muito bem. Parabéns e abraço, Roberto Menescal”. Também, quando um ícone da rádio moderna brasileira, como Julinho Mazzei, que tem uma rádio independente em Miami, toca para o mundo todas as músicas do cd “Jazzmine”. Assim como: Paulo Mai e Marcio Tabach, ambos apresentadores do programa “jazzmasters”, que faz aparte do Território Eldorado, tocam e tecem os maiores elogios sobre este cd bem como os blogs e sites especializados em música. O cd “Jazzmine” foi feito com o compromisso com a arte, além de ser um trabalho totalmente independente, sem barganhas e sem jabás, se é que me tendem! Enfim, tudo isso, para mim, é sucesso de verdade. É isso que desejo e espero deste trabalho, como desejo também para todos os músicos que amam e se dedicam de verdade à música.

A todos, o meu abraço e bons sons para todos nós. Obrigado!

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*Misael Barros é um dos mais completos bateristas do cenário musical, com uma compreensão rítmica versátil e criativa e de grande capacidade harmônica. Estudou no Conservatório Pernambucano de Música. Iniciou sua carreira na orquestra do Maestro Duda, conhecido internacionalmente por suas músicas e arranjos de frevos e peças sinfônicas. Tornou-se um dos mais requisitados bateristas no circuito do Jazz, Blues, Gospel, orquestras, gravações com participação em mais de 80 Cds, tanto como músico, quanto como co-produtor. Já teve o prazer de dividir o palco com diversas bandas e artistas renomados como: Quinteto Violado, Cauby Peixoto, Paulo Ricardo, Andreas Kisser (Sepultura), Tico Santa Cruz (Detonautas), Nasi (IRA), Cláudio Zoli, Sérgio Loroza, Kenny Brown, Jefferson Gonçalves, Peter Madcat, Big Joe Manfra, Rique Pantoja, Camilla Inês, Carlinhos Veloz, João Alexandre e tantos outros.


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NOTA DA EDITORA:

Tive o prazer de trabalhar com o Misa em 1996, durante minha participação no Fest Gospel. De lá prá cá, o facebook e o orkut tem me deixado informada sua carreira, além de conservar com muito carinho a amizade que nasceu a tantos anos. Embora distante, continuo super-fã (não poderia ser diferente) e torcendo sempre para ele alce voos cada vez maiores!
Misa, como já disse antes: VOCÊ É O MELHOR BATERISTA QUE CONHEÇO DO MUNDO!!!
PARABÉNS GAROTO!
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