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sábado, 28 de março de 2009

DIA DO ÍNDIO. DO ÍNDIO?

O que continuamos ensinando aos nossos alunos sobre o índio brasileiro?



Com a proximidade do dia 19 de abril, quando em todas as escolas brasileiras faz-se menção acerca da existência de alguns povos, chamados, graças a Colombo, de índios, surgem diversas interrogações de como este tema está sendo tratado em nossas salas de aula.

Na turma do 5º ano (antiga 4ª série) da Escola Municipal John Kennedy (é esse mesmo o nome da escola), muitos questionamentos foram feitos pelos alunos quando começamos a tratar deste assunto, em virtude de estarmos trabalhando em forma de projeto.

Além de ressuscitarmos aquele velho conteúdo acerca da presença dos nativos neste país, muito antes da chegada dos portugueses e outros colonizadores, levamos para a sala questões atuais sobre os indígenas, reportadas pelos jornais do país, como por exemplo, o caso da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, além de informações relevantes sobre questões indígenas obtidas através da internet – BLOG: http://www.merciogomes.blogspot.com/ entre outros.
Após a leitura da reportagem e das demais informações obtidas, abrimos o leque de discussões, anotando as dúvidas e os questionamentos feitos pelos alunos.

Como não poderia deixar de ser (infelizmente, diga-se, de passagem), as crianças repetiram diversas colocações que escutaram durante seu pequeno percurso acadêmico. A imagem que é retratada, por exemplo, na utópica música de Xuxa “... pego meu arco e flecha, minha canoa e vou pescar, vamos fazer fogueira, comer do fruto que a terra dá...” (se eu continuar cantando infarto!).

A imagem de que o índio é um “ser” que habita as matas (quase como o Curupira), que vive nu, que come gafanhotos e cobras, que não sabe ler e escrever e que vive no paraíso, ainda adoça o imaginário infantil.
Estamos em pleno século XXI, e boa parte dos profissionais da educação, não sei se por ignorância ou covardia, continuam ensinando a seus discípulos (este termo está sendo usado propositadamente), a história do descobrimento na ótica dos portugueses, quando não, sob a conveniência da globalização, do multiculturalismo, em sua tradução pejorativa.

Nosso trabalho ainda está em sua fase embrionária. O projeto está previsto para seguir até o mês de junho, fechando o ciclo acerca dos “Saberes e Sabores do Brasil”, coletado na sua essência mais pura, mais verdadeira.

O ser humano atingiu quase o ápice da sensiblidade quanto ao trato com animais, tanto que mereceu uma citação honrosa aos desprotegidos seres da natureza:" Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo de um animal, e nesse dia, todo crime cometido contra um animal, será um crime contra a humanidade". Nada mais justo, não concordam? Mas, e quanto aos nossos pares humanos, os índios? Será que ainda perdura a imagem de 1500, quando estes eram mencionados, sob ataques de bugreiros, que ao deferirem golpes de facão sobre indefesas criaturas, diziam "... estrebucham parecendo gente..."??? Se uma imagem vale mais que mil palavras, analisem com sobriedade esta foto que correu o mundo, dos sobreviventes que tentam se manter vivos no meio da floresta amazônica, são os índios (graças a Deus!) isolados.



Este blog irá divulgar todas as etapas do projeto, inclusive com fotos, devidamente autorizadas pelos pais dos alunos. Queremos compartilhar nossas impressões, aprendizado, descobertas e crescimento, e convocar os educadores que estão dispostos a corrigir estas atrocidades acadêmicas. Forneceremos endereços, títulos de livros, sugestões de atividades, com desenhos, tirinhas, reportagens, enfim, todo material utilizado nesta fascinante viagem ao mundo do conhecimento.
Aqui em Gravatá, três guerreiras estão inovando, ousando, no trabalho de apresentação da história do Brasil e, em particular, do estado de Pernambuco, com especial sensibilidade aos assuntos relacionados aos índios. As educadoras são: Ana Marta, Madalena e, esta que vos escreve, todas da Escola (!!!) John Kennedy(!!).
Se outros professores também realizam uma prática diferenciada ao tratar da colonização e dos nossos irmãos índios, compartilhem suas idéias! Estamos abertos para novas experiências.
E, embora não seja brasileiro, temos que concordar que Albert Einstein tinha razão: “Uma mente que se abre a novas idéias, jamais voltará a seu tamanho original”.

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