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domingo, 3 de abril de 2011

MÊS DE ABRIL: AGORA AS ESCOLAS IRÃO FALAR DO ÍNDIO!!


LEI 11.645/08 AINDA NÃO SAIU DO PAPEL, E AS ESCOLAS, EM SUA MAIORIA, SÓ TRATAM DA TEMÁTICA INDÍGENA, PRÓXIMO AO DIA 19 DE ABRIL
 
Por mais que eu abomine a ideia, é fato que a realidade da maioria das escolas brasileiras é exatamente esta, tanto no âmbito privado quanto público. O descaso, provavelmente provocado pelo desconhecimento (até porque, o saber inquieta as pessoas) é responsável pela discriminação e preconceito por parte de muitos educadores, que menosprezam desta forma, suas próprias origens.
Não é privilégio apenas de Pernambuco o desconhecimento acerca dos povos indígenas existentes no estado e no país. Não é mais aceitável negar a importância dos saberes de um povo que viveu milhares de anos, em harmonia com a natureza. É vergonhoso e desprezível negar o holocausto indígena ocorrido no Brasil, na América Latina e nos Estados Unidos.
Disse uma vez e faço questão de repetir: " Aceito o fato de algumas pessoas não acreditarem que o homem foi à lua, mas é inadmissível negar o massacre ocorrido com os povos indígenas brasileiros"!
Mas, não temos que lamentar. É arregaçar as mangas e, mãos-a-obra! Não temos tempo a perder. Como diz a amiga e parente Liana Utinguassu: "O tempo urge". Vamos começar conhecendo alguns povos...


ANTES QUE DESAPAREÇAM!(parte1)

AKUNTSU

Imagem: http://www.tvcultura.com.br/auwe/


Onde estão: Rondônia
Quantos são: 5 (Funasa, 2010)
Família linguística : Tupari
Os Akuntsu constituem-se hoje num dos menores grupos étnicos do Brasil. Marcada por usurpação de terras e por massacres, sua história pouco se diferencia das de outros povos indígenas de Rondônia.
Em meados dos anos 1980, os Akuntsu viveram provavelmente o seu último grande conflito com os brancos. Provas encontradas pelas frentes da Funai revelaram que nas matas da região havia acontecido um massacre, pois foram encontrados restos de utensílios e vestígios de uma aldeia com aproximadamente trinta indivíduos. Dez anos mais tarde, quando o órgão indigenista oficial contatou pela primeira vez os Akuntsu, o relato de um dos membros do grupo, composto então por apenas sete pessoas, esclareceu aos sertanistas da Funai o que havia realmente acontecido. Kunibu reconheceu os restos de cerâmica e alguns utensílios como pertencentes à sua antiga aldeia, e revelou com clareza de detalhes, inclusive mostrando no próprio corpo as marcas, o que a seu ver tratou-se de uma tentativa de exterminá-los. Kunibu relata o ataque que ele e seu povo sofreram por parte de homens brancos que há muito queriam expulsá-los de suas terras, e lembra com pesar dos nomes dos mortos, que parecem ser mais de quinze.
Segundo informação do representante da Funai no local, Moacir Góes, em março de 2005 o grupo era constituído por Kunibu (também conhecido como Babá), homem de aproximadamente 65 anos; Ururu, mulher de cerca de 75 anos; Popak, do sexo masculino e próximo dos 35 anos; além de três índias com idades entre 18 e 30 anos.
Em janeiro de 2000, durante uma tempestade noturna, uma grande árvore caiu sobre a casa de Kunibu, matando sua filha mais nova e ferindo-o.
Em outubro de 2009, faleceu a mulher mais velha do grupo, Ururu, que tinha em torno de 85 anos.
A população akuntsu reduziu-se ainda mais, contando, em 2009, com apenas 5 pessoas.
Como os grupos do Complexo Cultural do Marico, os Akuntsu fabricam esse saco cargueiro feito de fibras de tucum com grande esmero e aplicação. Por essa razão, o marico poderia ser um ponto de referência para se supor contatos históricos com outros povos entre os vales das cabeceiras dos afluentes da margem esquerda do Pimenta Bueno e das cabeceiras dos afluentes da margem direita do Guaporé, com quais compartilham muitos aspectos culturais semelhantes.
Fabricam peças de cerâmica e adornos corporais, como braçadeiras, jarreteiras e tornozeleiras de algodão, algumas com pequenos apliques de pedaços de pele com plumas de aves (tucano) e algumas vezes dentes de mamíferos.
Atualmente não possuem arte plumária, a não ser pela confecção de narigueiras, onde comumente são usadas penas de arara, e os apliques de plumas em adornos dos membros.
Os arcos são feitos de uma espécie de palmácea, e as flexas são em sua maioria de ponta hemorrágica ou com três pontas, decoradas com fios tingidos de vermelho, possuindo uma bela estética .
Os Akuntsu usam conchas de rio de diversos tamanhos e vários tipos de sementes que aplicam no fabrico de colares, também são usados pedaços de plástico. Estes últimos já faziam parte da cultura dos Akuntsu assim como dos kanoê antes mesmo do contato oficial com a Funai, e são cortados em forma de trapézio ou círculos, configurando colares e bandoleiras que muito lhes agradam no uso cotidiano, e aos quais têm imenso apego, pois o plástico em tempos anteriores ao contato era referência de um saque bem sucedido sobre alguns barris de produtos químicos, baldes e outros objetos deste material, comumente esquecidos nos pastos das fazendas ou abandonados em acampamentos de forasteiros, e cujas cores lhes agradavam imensamente, tendo por preferência o azul, o vermelho, o amarelo e o branco
Tanto homens como mulheres usam uma pequena tanga com franjas de líber ao modo de vários povos já documentados pela comissão Rondon, como os antigos Kepkiriwát. Versões distintas dessas tangas aparecem bem mais à leste do território Akuntsu, entre os Rikbaktsa da bacia do Juruena, noroeste de Mato Grosso.
Os Akuntsu também confeccionam em taquara flautas de pã, e com elas compõem belas melodias.


Fonte: 

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/akuntsu
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