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domingo, 29 de janeiro de 2012

GUARANI E MAKÁ: CONTRASTES ENTRE DOIS POVOS INDÍGENAS DO PARAGUAI

  
ENQUANTO O POVO GUARANI SE ENCONTRA RECOLHIDO EM UM QUARTEL DO EXÉRCITO, O POVO MAKÁ LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA VENDENDO ARTESANATO


No dia que chegamos a Asunción, vimos um grupo de indígenas da etnia Guarani, reunidos na Praça Uruguaia, situação que se arrasta há vários meses, uma vez que suas terras foram todas ocupadas, e o governo paraguaio não cumpriu com a promessa de demarcar suas terras originais.
No dia seguinte, recebemos a noticia de que este grupo, com mais de 200 indígenas, havia sido retirado da praça pelo exercito,  e foram levados para o quartel, onde se encontram até o dia de hoje. Sem terra, sem ter para onde ir, sem ter como prover seu sustento e de todo povo Guarani, este grupo recebeu apoio de outros indígenas que, em marcha, realizaram um protesto no centro de Asunción, cujo desfecho ainda não tivemos noticia.
O Paraguai tem aproximadamente 15 povos indígenas diferentes, enfrentando diversos problemas em virtude da falta de politicas públicas que respeitem sua cultura, direitos e princípios. Dentre estes povos, encontrei por diversas vezes, o povo Maká, do Chaco paraguaio.
São aproximadamente 1.600 individuos, que se utilizam da venda de artesanato em vários pontos da cidade, como na Rua da Palma, muita visitada por turistas, além de Cidad del Leste, entre outras, para tirar seu sustento. O povo é visivelmente organizado. Alguns falam castelhano e tem uma grande variedade de produtos, desde colares, pulseiras, instrumentos musicais a bolsas confeccionadas por eles.
Encontramos alguns indígenas Maká, inclusive no aeroporto, onde pude conversar um pouco com um simpático artesão Maká, de quem comprei uma bolsa e obtive algumas  informações sobre seu povo.
Tratando-se de povos indígenas, percebemos que o tratamento em todo o mundo não é diferente do que ocorre no Brasil. Desrespeito, agressões e ausência de direitos. Até quando isso irá ocorrer, não sabemos. O que sei é que, minha parte, farei o que for possível para dar voz aos gritos dos nativos, que ecoam em todos os cantos do planeta.


Profª Madalena comprando artesanato Maká, na Rua da Palma, em Asunción







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