"Acreditando na magia que existe na educação! Buscando ser a mudança que quero ver no mundo"!
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

CONHECER PARA RESPEITAR !!


SÃO JOÃO/CAÔ: FESTA RELIGIOSA DOS
XUKURU DO ORORUBÁ

(PESQUEIRA-PE)



Enviado por Edson Silva*


Mulheres, crianças, jovens e homens xukurus, muitas pessoas curiosas se concentram por volta da três horas da tarde do dia 23 de junho na Vila de Cimbres, povoado no município de Pesqueira, interior de Pernambuco: vai começar “a busca da lenha”. No ritual realizado anualmente, os Xukuru caminham até cerca de dois quilômetros na caatinga e retornam com pedaços de paus e galhos secos que serão organizados na grande fogueira a ser acesa no início da noite, defronte a Igreja de Nossa Senhora das Montanhas (para os Xukuru “Nossa Mãe Tamain”).
A festa começara pela manhã com fogos de artifício e a banda de pífanos. Índios xukurus vindos das aldeias, foram chegando e se dirigindo ao Centro Social São Miguel. Vieram de caminhão, a pé ou a cavalo. Muitos trouxeram o “fardamento”: o saiote de fibras de caroá ou palha de côco que eles chamam “Tacó”. Além da barretina na cabeça, das braçadeiras, goleiras e tornozeleiras para dançarem o Toré. Uma dança coletiva que é iniciada ainda pela manhã no salão do Centro Social.
O sino da Igreja anuncia a hora da “busca da lenha” da qual participam índios e não-índios. A procissão para recolher madeira parte da frente da Igreja seguindo a bandeira de São João que é segurada pelo Cacique e lideranças indígenas, tendo ao lado ainda a banda de pífanos. Para os Xukuru esse ritual possui um sentido religioso profundo. Faz parte de um compromisso que deve ser renovado a cada ano. Retornando ao centro da Vila de Cimbres, depois de dar uma volta no templo católico romano, as madeiras são depositadas defronte dele, para fazer a grande fogueira.
No início da noite as fogueiras menores em frente às casas da Vila e também a grande fogueira comunitária defronte a Igreja estão acesas. Por volta das 19 horas começa a missa. Os Xukuru que se concentravam no Centro Social São Miguel seguem em fila indiana, juntamente com a banda de pífanos para dentro da Igreja, onde ocupam os bancos, as laterais e todos os cantos do templo. Finda a missa os Xukuru também em fila indiana seguindo o tocador do “Mibi” (a gaita) dão três voltas em torno da Igreja. Param defronte ao pátio do templo católico romano e dançam o Toré, dando várias voltas ziguezagueando em forma do “S” . Dão muitas vivas a “Seu João”, a “Mãe Tamain” (Nossa Senhora das Montanhas para os católicos romanos) e ao Pai Tupã.
Voltam para o salão do Centro Social onde continuam dançando o Toré até perto de meia-noite, quando vão para um local nas proximidades da Vila onde está uma pedra plana chamada Laje do Conselho. Naquele local em silêncio ficam esperando os conselhos dos Encantados, dos antepassados falecidos. Ocorrem incorporações de espíritos dos Encantados, que se manifestam pelos incorporados falando aos presentes atentos. Dançam Toré em cima da Laje. Aquele que escorregar na laje morrerá durante o ano, assim dizem e acreditam.
Depois desse ritual retornam ao Centro São Miguel onde dançam até as quatro da manhã. Já próximo ao amanhecer vão outra vez para frente da Igreja, dançam e dão voltas em torno do templo, encerrando suas obrigações. Dizem que no passado os índios mais idosos caminhavam descalços nas brasas da fogueira. A despedida é saudada com fogos. É dia quando os Xukuru começam a retornar para suas aldeias. Estarão de volta a Vila de Cimbres no dia dois de julho para a Festa de “Nossa Mãe Tamain”.
Os Xukuru são contabilizados em quase 10.000 indivíduos moradores em 24 aldeias, incluindo a de Cimbres, por toda a Serra do Ororubá. Além disso, aproximadamente 200 famílias habitam no Bairro “Xukurus” e em outros bairros da cidade de Pesqueira. Onde hoje está a Vila de Cimbres foi um antigo aldeamento fundado em 1639 pelos missionários Oratorianos. A colonização daquela região foi iniciada com grandes fazendas de gado de senhores de engenho do litoral.
Em 1879 atendendo os insistentes pedidos da Câmara Municipal, o Governo Imperial decretou a extinção do Aldeamento de Cimbres e as terras foram destinadas ao patrimônio do município e posteriormente repassadas para terceiros. Ao longo dos séculos as terras dos xukurus foram invadidas por fazendeiros, muitas famílias indígenas foram perseguidas, expulsas e até mortas. Outras passaram a trabalhar em suas próprias terras tomadas pelos fazendeiros. Algumas resistiram em pequenas glebas de terras, os “sítios” em locais de difíceis acessos. Os Xukuru eram chamados de caboclos, tendo assim suas identidades negadas e consequentemente o direito as suas terras. Apesar disso anualmente eles compareciam a Cimbres para realizarem seus rituais religiosos.
Vários documentos oficiais e cronistas fizeram registros sobre os Xukuru na Serra do Ororubá ao longo dos séculos. Em 1910 foi fundado o Serviço e Proteção aos Índios/SPI. Assim como outros povos indígenas no Nordeste ao tomarem conhecimento da existência de um órgão federal fundado para prestar assistência aos índios, os Xukuru iniciaram uma mobilização para obterem o reconhecimento pelo Estado brasileiro. Nas memórias orais Xukuru, encontramos relatos dessa mobilização contemporânea pelo reconhecimento oficial. Três índios foram a pé ao Rio de Janeiro procurar Marechal Rondon o fundador do SPI.
Com a ida ao Rio de Janeiro além do reconhecimento oficial, os Xukuru conquistaram o direito à instalação de um Posto do SPI em suas terras. Um passo político importante diante das perseguições dos fazendeiros invasores do território indígena. Mas o Posto do SPI na Serra do Ororubá ao contrário do que desejam os Xukuru não garantiu suas terras de volta. O órgão federal no máximo fazia assistencialismo com a distribuição de alimentos, roupas, remédios, etc. e mediava os conflitos entre os fazendeiros e os índios explorados pelos invasores de suas terras.
A partir de fins dos anos 1980 após a participação na campanha da Constituinte, com a atuação marcante do Cacique “Xicão”, os Xukuru retomam a mobilização por seus direitos. Motivados pelas conquistas expressas na Constituição de 1988 e contando com o apoio de outros povos indígenas no Nordeste e de setores da sociedade civil, como o Conselho Indigenista Missionário/ CIMI, órgão da Igreja Católica/CNBB, os Xukuru iniciaram a retomada de seu território tradicional, reocupando áreas de várias fazendas até então nas mãos de posseiros. Ainda na mesma década os Xukuru escolheram se autodenominarem Xukuru do Ororubá, para não serem confundidos com os Xukuru-Kariri na sua maioria habitantes em Palmeira dos Índios/AL.
Além de ser uma liderança carismática para o seu povo, a atuação do Cacique “Xicão” foi bastante significativa para o povo Xukuru. Sob sua liderança os Xukuru pressionaram os órgãos públicos pelo reconhecimento de seus direitos e a demarcação de suas terras. Sob sua liderança as áreas do território indígena foram retomadas das mãos dos fazendeiros, permitindo que os indígenas pudessem plantar e colher superando a miséria, a fome de anos e voltarem a ter dignidade. A atuação do Cacique “Xicão” provocou a ira dos fazendeiros, da oligarquia de Pesqueira formada por tradicionais invasores das terras Xukuru, financiadores de um pistoleiro que assassinou o Cacique em 20/05/1998. Nos anos seguintes outras lideranças Xukuru como “Xico Quelé” morto numa emboscada em 2001, foram também assassinadas.
As práticas religiosas Xukuru foram perseguidas e proibidas pela polícia a mando dos fazendeiros. A dança do Toré, por ser um ritual coletivo em que os índios se juntavam e podiam discutir a situação de opressão em que viviam também foi impedida pelos fazendeiros. Os Xukuru faziam seus rituais às escondidas nas matas, pois eram acusados de macumbeiros, como relatam os mais velhos. Com a reconquista das suas terras, oficialmente demarcadas pelo Governo Federal em 2001, os Xukuru puderam exercer livremente seus seculares rituais religiosos.
No culto a São João os cristãos católicos lembram à tradição bíblica do santo profeta que buscou a justiça e a verdade. A lembrança do seu nascimento é uma animada festividade popular anualmente celebrada com as fogueiras, com o fogo que ilumina e purifica. Os Xukuru chama-o “Seu São João” ou ainda “Senhor São João”. O santo é também chamado “Caô”, uma influência da presença africana com os escravizados negros na Serra do Ororubá.
Em setembro os Xukuru celebram também a Festa de São Miguel, santo que nomeia o salão que abriga os índios quando eles vêm participar de reuniões e de festividades na Vila de Cimbres. São Miguel é o arcanjo que anunciou o nascimento Jesus, o primo de São João. São Miguel é sempre representado com uma espada simbolizando a Justiça. O mensageiro da justiça divina.
Nessas festas religiosas os Xukuru se apropriaram dos santos católicos romanos e atribuíram a eles novos significados. A história, as vidas desses dois são relidas, rememoradas a partir dos horizontes e interesses da história Xukuru, da situação em que vivem os índios. São João e São Miguel foram incorporados aos cultos Xukuru como símbolos da justiça, diante das injustiças e perseguições contra os índios. Como símbolos de força, coragem e incentivo para os Xukuru se mobilizarem pelos seus direitos.
Na festa de São João os Xukuru comparecem anualmente a Vila de Cimbres com seus adornos que são vestidos especialmente nesses momentos festivos. A Festa de São João além de ser uma expressão da cultura, por meio dos rituais religiosos, é antes de tudo uma forma de afirmação da identidade indígena Xukuru do Ororubá.


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*Doutor em História Social da Cultura na UNICAMP. Mestre em História pela UFPE. Leciona História no Col. de Aplicação/CENTRO DE EDUCAÇÃO-UFPE e no Curso de Especialização em Ensino de História e Ensino das Artes e das Religiões na UFRPE. Pesquisador da história indígena em Pernambuco, particularmente sobre os Xukuru do Ororubá, com vários artigos publicados sobre o assunto.

E-mail: edson.edsilva@gmail.com

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Educação Escolar Indígena - DECRETO Nº 6.861, DE 27 DE MAIO DE 2009 - Uma conquista no governo Lula


Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos



DECRETO Nº 6.861, DE 27 DE MAIO DE 2009.


Dispõe sobre a Educação Escolar Indígena, define sua organização em territórios etnoeducacionais, e dá outras providências.



O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, e tendo em vista o disposto no art. 231, ambos da Constituição, e nos arts. 78 e 79 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, na Lei no 10.172, de 9 de janeiro de 2001, e no Decreto no 5.051 de 19 de abril de 2004,

DECRETA:

Art. 1o A educação escolar indígena será organizada com a participação dos povos indígenas, observada a sua territorialidade e respeitando suas necessidades e especificidades.

Art. 2o São objetivos da educação escolar indígena:

I - valorização das culturas dos povos indígenas e a afirmação e manutenção de sua diversidade étnica;

II - fortalecimento das práticas socioculturais e da língua materna de cada comunidade indígena;

III - formulação e manutenção de programas de formação de pessoal especializado, destinados à educação escolar nas comunidades indígenas;

IV - desenvolvimento de currículos e programas específicos, neles incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades;

V - elaboração e publicação sistemática de material didático específico e diferenciado; e

VI - afirmação das identidades étnicas e consideração dos projetos societários definidos de forma autônoma por cada povo indígena.

Art. 3o Será reconhecida às escolas indígenas a condição de escolas com normas próprias e diretrizes curriculares específicas, voltadas ao ensino intercultural e bilíngue ou multilíngue, gozando de prerrogativas especiais para organização das atividades escolares, respeitado o fluxo das atividades econômicas, sociais, culturais e religiosas e as especificidades de cada comunidade, independentemente do ano civil.

Art. 4o Constituirão elementos básicos para a organização, a estrutura e o funcionamento da escola indígena:

I - sua localização em terras habitadas por comunidades indígenas;

II - exclusividade de atendimento a comunidades indígenas;

III - ensino ministrado nas línguas maternas das comunidades atendidas; e

IV - organização escolar própria.

Parágrafo único. A escola indígena será criada por iniciativa ou reivindicação da comunidade interessada, ou com sua anuência, respeitadas suas formas de representação.

Art. 5o A União prestará apoio técnico e financeiro às seguintes ações voltadas à ampliação da oferta da educação escolar às comunidades indígenas, entre outras que atendam aos objetivos previstos neste Decreto:

I - construção de escolas;

II - formação inicial e continuada de professores indígenas e de outros profissionais da educação;

III - produção de material didático;

IV - ensino médio integrado à formação profissional; e

V - alimentação escolar indígena.

§ 1o O apoio financeiro do Ministério da Educação será orientado a partir das ações previstas e pactuadas no plano de ação de cada território etnoeducacional, previstos nos arts. 6o, 7o e 8o, e veiculadas pelo Plano de Ações Articuladas - PAR de que trata o Decreto no 6.094, de 24 de abril de 2007.

§ 2o As ações apoiadas pelo Ministério da Educação deverão estar em conformidade com as diretrizes curriculares nacionais da educação escolar indígena, estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação.

Art. 6o Para fins do apoio de que trata o art. 5o, a organização territorial da educação escolar indígena será promovida a partir da definição de territórios etnoeducacionais pelo Ministério da Educação, ouvidos:

I - as comunidades indígenas envolvidas;

II - os entes federativos envolvidos;

III - a Fundação Nacional do Índio - FUNAI;

IV - a Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena;

V - os Conselhos Estaduais de Educação Escolar Indígena; e

VI - a Comissão Nacional de Política Indigenista - CNPI.

Parágrafo único. Cada território etnoeducacional compreenderá, independentemente da divisão político-administrativa do País, as terras indígenas, mesmo que descontínuas, ocupadas por povos indígenas que mantêm relações intersocietárias caracterizadas por raízes sociais e históricas, relações políticas e econômicas, filiações lingüísticas, valores e práticas culturais compartilhados.

Art. 7o Cada território etnoeducacional contará com plano de ação para a educação escolar indígena, nos termos do art. 8o, elaborado por comissão integrada por:

I - um representante do Ministério da Educação;

II - um representante da FUNAI;

III - um representante de cada povo indígena abrangido pelo território etnoeducacional ou de sua entidade; e

IV - um representante de cada entidade indigenista com notória atuação na educação escolar indígena, no âmbito do território etnoeducacional.

§ 1o Serão obrigatoriamente convidados para integrar a comissão os Secretários de Educação dos Estados, do Distrito Federal e Municípios, sobre os quais incidam o território etnoeducacional.

§ 2o A comissão poderá convidar ou admitir outros membros, tais como representantes do Ministério Público, das instituições de educação superior, da rede de formação profissional e tecnológica, além de representantes de outros órgãos ou entidades que desenvolvam ações voltadas para a educação escolar indígena.

§ 3o A comissão deverá submeter o plano de ação por ela elaborado à consulta das comunidades indígenas envolvidas.

§ 4o Será assegurado às instâncias de participação dos povos indígenas acesso às informações sobre a execução e resultados das ações previstas nos planos.

§ 5o A comissão elaborará suas normas internas de funcionamento e reunir-se-á, no mínimo semestralmente, em sessões ordinárias, e, sempre que necessário, em sessões extraordinárias.

§ 6o A comissão acompanhará a execução do plano e promoverá sua revisão periódica.

Art. 8o O plano de ação deverá conter:

I - diagnóstico do território etnoeducacional com descrição sobre os povos, população, abrangência territorial, aspectos culturais e lingüísticos e demais informações de caráter relevante;

II - diagnóstico das demandas educacionais dos povos indígenas;

III - planejamento de ações para o atendimento das demandas educacionais; e

IV - descrição das atribuições e responsabilidades de cada partícipe no que diz respeito à educação escolar indígena, especialmente quanto à construção de escolas indígenas, à formação e contratação de professores indígenas e de outros profissionais da educação, à produção de material didático, ao ensino médio integrado à educação profissional e à alimentação escolar indígena.

Parágrafo único. O Ministério da Educação colocará à disposição dos entes federados envolvidos equipe técnica que prestará assistência na elaboração dos planos de ação e designará consultor para acompanhar sua execução.

Art. 9o A formação de professores indígenas será desenvolvida no âmbito das instituições formadoras de professores e será orientada pelas diretrizes curriculares nacionais da educação escolar indígena.

§ 1o Os cursos de formação de professores indígenas darão ênfase à:

I - constituição de competências referenciadas em conhecimentos, valores, habilidades e atitudes apropriadas para a educação indígena;

II - elaboração, ao desenvolvimento e à avaliação de currículos e programas próprios;

III - produção de material didático; e

IV - utilização de metodologias adequadas de ensino e pesquisa.

§ 2o A formação dos professores indígenas poderá ser feita concomitantemente à sua escolarização, bem como à sua atuação como professores.

Art. 10. A produção de material didático e para-didático para as escolas indígenas deverá apresentar conteúdos relacionados aos conhecimentos dos povos indígenas envolvidos, levando em consideração a sua tradição oral, e será publicado em versões bilíngües, multilíngües ou em línguas indígenas, incluindo as variações dialetais da língua portuguesa, conforme a necessidade das comunidades atendidas.

Parágrafo único. As propostas de elaboração e produção de material didático para as escolas indígenas apoiadas com recursos do Ministério da Educação serão submetidas à análise e aprovação de comissão instituída para apoio à produção de material didático indígena.

Art. 11. As propostas pedagógicas para o ensino médio integrado à formação profissional dos alunos indígenas deverão articular as atividades escolares com os projetos de sustentabilidade formulados pelas comunidades indígenas e considerar as especificidades regionais e locais.

Art. 12. A alimentação escolar destinada às escolas indígenas deve respeitar os hábitos alimentares das comunidades, considerados como tais as práticas tradicionais que fazem parte da cultura e da preferência alimentar local.

Art. 13. As despesas da União com educação escolar indígena correrão à conta das dotações orçamentárias anualmente consignadas ao Ministério da Educação, devendo o Poder Executivo compatibilizar a quantidade de projetos a serem aprovados com as dotações orçamentárias existentes, observados os limites estipulados pelo Poder Executivo, na forma da legislação orçamentária e financeira.

Art. 14. O Ministério da Educação coordenará a implantação, o acompanhamento e a avaliação da educação escolar indígena, respeitada a autonomia e mantidas as responsabilidades e competências dos entes federativos.

Art. 15. O § 2o do art. 11 do Decreto no 5.773, de 9 de maio de 2006, passa a vigorar com a seguinte redação:

“§ 2o A instituição que oferecer curso antes da devida autorização, quando exigida, terá sobrestados os processos de autorização e credenciamento em curso, pelo prazo previsto no § 1o do art. 68.” (NR)

Art. 16. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 27 de maio de 2009; 188o da Independência e 121o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro
Fernando Haddad

Este texto não substitui o publicado no DOU de 28.5.2009


--
Mariana Septímio

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Enviado pelo Professor EDSON HELY SILVA - UFPE
FOTO: Xukuru do Ororubá, durante protesto realizado em frente ao Palácio das Princesas em 05.06.2009

RECADO DO CHEIDA



De: Deputado Cheida (cheida@cheida.com.br)
Enviada: quinta-feira, 4 de junho de 2009 16:38:48
Para: sunamitamagalialbuquerque@hotmail.com


Sunamita,

Ter um texto meu em seu blog só me engrandece.
Pode colocá-los à vontade.
Obrigado!
Um forte abraço,

Cheida
--
Gabinete : (41) 3350-4088
Escritório em Londrina: (43) 3341-0515
http://www.cheida.com.br/


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Nota do editor:

É um sempre um alento receber mensagens de apoio e reconhecimento ao trabalho que desenvolvemos!
Obrigada, nobre deputado!!

"QUEIRAM OU NÃO QUEIRAM OS JUÍZES..." É EEELLLLEEEE!!!!!

Lula tem 92% de aprovação no Nordeste




Brasília - Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria/Ibope divulgada ontem mostra que a aprovação do governo e a popularidade do presidente Lula subiram entre março e junho deste ano. Segundo o levantamento da CNI/Ibope, 68% dos entrevistados consideram o governo "ótimo" ou "bom" contra 64% em março. A aprovação à maneira como o presidente governa subiu de 78% para 80%. O índice dos que desaprovam a gestão de Lula caiu de 19% para 16%. A pesquisa tem abrangência nacional e ouviu 2.002 entrevistados em 143 municípios entre 29 de maio e 1º de junho.

A avaliação do governo Lula, segundo a pesquisa, continua sendo a mais positiva entre os entrevistados de menor escolaridade e na região Nordeste. Considerando a avaliação da maneira como Lula administra o país, a aprovação chega a 92% no Nordeste, acima da média nacional, que é de 80%. Entre os entrevistados que cursaram até a quarta série, 77% disseram que o governo é "ótimo" ou "bom", caindo para 66% na opinião dos que cursaram entre a quinta e a oitava série, 64% entre os que têm ensino médio completo e 60% entre os que têm nível superior. No Nordeste, 78% consideram o governo Lula "ótimo" ou "bom", contra 70% no Norte, 63% no Sudeste e 60% no Sul. No total nacional, o porcentual dos que avaliam o governo como "ruim ou péssimo" caiu de 10% para 8% nos últimos três meses.

- Nós, brasileiros, nordestinos e pernambucanos que torcem para que o Brasil dê certo, e arregaçamos as mangas para dar nossa parcela de contribuição neste empreendimento, ficamos felizes com reportagens como esta, que significam que o país, ao contrário do diziam os especuladores, iria quebrar com a crise. Os números falam por si. Sabemos dos problemas, das falhas, mas também sabemos do quanto este país avançou. O Nordeste particularmente foi projetado no cenário econômico, com geração de empregos (exemplo, da fábrica da Sadia em Vitória de Santo Antão), a educação ganhou investimentos respeitáveis, como a criação de faculdades e universidades e, o acesso de aluno baixa-renda com o PROUNI e FIES. Tivemos aumento na produção agrícola, diminuimos consideravelmente o índice de mortalidade infantil, e só não erradicamos de uma vez por todas com a pobreza e a miséria, por conta de certos "tucanos" com desvio de personalidade que se transformaram em morcegos hematófagos e sanguessugas!!!

TEMOS MUITO MAIS PARA AGRADECER !! HÁ MAIS ASPECTOS POSITIVOS DO QUE NEGATIVOS! SÃO FATOS! MELHOR PÔR AS MÃOS NO ARADO DO QUE FICAR GRUNINDO COMO FAZEM ALGUNS!!!

É EEELLLLEEEEEE !!!!!!
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Fonte:
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/06/10/politica1_0.asp

terça-feira, 9 de junho de 2009

PROGRAMA EDUCACIONAL DE RESISTÊNCIA ÀS DROGAS E À VIOLÊNCIA




ACREDITE: HÁ POESIA NA POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO - PARTE 2


Homenagem a mulher.
No exemplo de Maria
Mora a essência da mulher
Jezabel com agonia
Agiu como uma qualquer.
Maria ao pé da cruz
Chorou e foi consolada
Seu exemplo emana luz
E a mulher é exaltada.
Maria e Jezabel
São pela Bíblia citadas
Uma representa o mel
A outra foi reprovada.
Como mãe, esposa e serva
Como filha, irmã e avó
A mulher em si conserva
A essência do amor.
No dia 08 de março
Rendo uma homenagem
Tranqüilo sem embaraço
Registro minha mensagem.
Expressando gratidão
As mães, irmãs, esposas, amigas e professoras
As filhas, tias, noras, sogras e toda uma multidão
Que do amor são promotoras.
A mulher hoje é citada
Como o perfume da rosa
Sendo por mim exaltada
Por sua missão majestosa.
Ela é amável e sensível
Com o dom da maternidade
Mesmo face ao impossível
Transmite sobriedade.
Ao homem faço um apelo
Vamos à mulher honrar
Demonstrando amor e zelo
E respeito ao falar.
Honra a tua mãe, oh! filho
Esposo honre a esposa
Ao patrão dou um aviso
Servidora não é coisa.
É preciso consciência
De toda humanidade
Para usar de decência
Quer no campo ou na cidade.
O exemplo de Maria
É digno, santo e real
Jezabel com agonia
Trouxe um fim infernal.


Ten Cel Ricardo Santos.
Inspiração, inscrição e digitação
em 021700mar09.

PISO SALARIAL EM GRAVATÁ- NEGOCIAÇÃO COM O SINDICATO DOS PROFESSORES DE PERNAMBUCO (SINPRO-PE)

O TOM FEMININO E PONDERADO DAS NEGOCIAÇÕES



As negociações para implantação do piso nacional dos professores da rede municipal tem se arrastado há mais de 5 meses, e tem sido motivo de várias reuniões entre a a Comissão de Base do SINPRO-PE e o executivo municipal. Os desencontros quanto ao repasse, deve-se a disparidade do que é repassado pelo governo federal em forma de FUNDEB, de apenas 19,2%, enquanto o aumento nos vencimentos da categoria deve chegar a 44%, equivalente aos 2/3 obrigatórios para o pagamento, referente ao ano de 2009.
Ontem, dia 08/06, foi realizada mais uma reunião no gabinete da prefeitura, com a participação de pelo menos 15 professores, além da Comissão de Base. Devido a constatação de que o município não dispõe de recurso para pagar este valor em sua totalidade, sem que o governo federal envie complemento, foram sugeridas duas propostas que serão apresentas e discutidas com a categoria, neste dia 09, em assembléia.
Um ponto a ser registrado aqui, com mérito, é o desprendimento da Prof. Rosiane nas negociações. De temperamento doce e coerente, sua intervenção tem garantido o bom andamento das negociações. Embora não seja da área de matemática, tem se debruçado incansavelmente sobre números complexos para determinar valores de h/a, de acordo com a Lei do piso salarial e PCCRN.
"A quem honra, honra!" Parabéns companheira!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

ATENÇÃO EDUCADORES/AS: COMEÇA HOJE A ESCOLHA DO LIVRO DIDÁTICO EM GRAVATÁ



Uma das grandes ferramentas de trabalho do/a educador/a é o LIVRO DIDÁTICO. A escolha deste, precisa ser realizada com critérios bem definidos, a fim de contribuir com a aprendizagem e a prática na sala de aula.


Em virtude das exigências do MEC, as editoras investiram em pesquisas, atualizaram a apresentação dos textos, das imagens, diversificaram nos gêneros textuais e, procuraram contextualizar o conteúdo de forma interdisciplinar, dando mais subsídios para as discurssões e troca de saberes em sala.


Uma editora que surpreendeu com o material que está sendo divulgado no município é a SM Ltda. A proposta é inovadora, arrojada e atende de forma ampla toda grade a ser trabalhada durante o ano letivo. Os textos desafiam o aluno a pensar e favorem seu conhecimento de mundo.O material é atrativo, com temas atualizados e de compreensão fácil.


Esperamos que a escolha do livro didático, que norteará o ensino no ano de 2010 seja permeado de criticidade e bom senso, para que deixemos a amarga posição de últimos lugares no IDEB e SAEP.
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domingo, 7 de junho de 2009

ENERGIA BEM MELHOR PARA A SOCIEDADE GRAVATAENSE


PARCERIA ENTRE O EMPRESÁRIO BRUNO MARTINIANO, O VEREADOR PEDRO MARTINIANO E EMPRESA DE ENERGIA EÓLICA TRARÁ 9 DAS 15 TORRES DESTINADAS A PERNAMBUCO, COM ENERGIA ECOLOGICAMENTE CORRETA


Do Blog do Castanha - 06 de abril de 2009


A usina, composta de grandes torres em hélices, será implantada nas terras da Fazenda Santa Joana, pertencente a família Martiniano Lins. O local deverá se transformar em mais um ponto de atração turística em Gravatá.
Todo o equipamento a ser utilizado – torres com mais de 30 metros de altura e grandes hélices acopladas já estão a caminho de Gravatá. O equipamento é importado. Estradas estão sendo preparadas na Zona Rural de Gravatá para receber os caminhões carretas que transportam os equipamentos.
De acordo com Bruno Martiniano, a energia eólica é a energia obtida pelo movimento do ar (vento). É uma abundante fonte de energia, renovável, limpa e disponível em todos os lugares.
Os moinhos de vento foram inventados na Pérsia no séc. V. Eles foram usados para bombear água para irrigação. Os mecanismos básicos de um moinho de vento não mudaram desde então: o vento atinge uma hélice que ao movimentar-se gira um eixo que impulsiona uma bomba (gerador de eletricidade).
Seu irmão, o vereador Pedro Martiniano, explicou que a Fazenda Santa Joana, com seus vales e montanhas, teve seu potencial de vento avaliado, sendo o local ideal para o aproveitamento do recurso eólico como fonte de energia. Toda energia gerada será vendida para Chesf e Celpe visando aumentar a oferta de eletricidade a um custo mais accessível. O projeto, que vem se desenvolvendo há oito anos, conta com importantes parcerias e financiamento do Governo Federal.



Energia eólica traz benefícios ao consumidor, mostra estudo


Rio de Janeiro - O diretor da empresa PSR Consultoria, Jorge Trinkenreich, defendeu a utilização no Brasil de energia eólica, obtida pelo movimento dos ventos. Estudos feito pela empresa para a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) mostraram que embora o investimento nessa fonte de energia seja maior que o de uma usina termelétrica tradicional, os benefícios para o consumidor reduzem, de forma substancial, a diferença de investimento.
Esses benefícios são proporcionados pelos menores custos de operação provenientes dos combustíveis fósseis e do uso mais eficiente dos reservatórios do sistema. A PSR atua em vários países no mercado de energia desde 1987.
O custo de investimento de uma usina eólica dividido pela energia gerada resulta em um preço de venda em torno de R$ 205,00 por megawatt hora (MWh), enquanto o de uma usina térmica convencional, movida a óleo combustível por exemplo, apresenta custo de R$ 145,00 por MWh. A diferença de R$ 60,00 entre essas duas fontes de energia pode se reduzir para cerca de R$ 17,00, considerando-se que a usina eólica vai gerar mais energia, além de substituir a geração térmica, cujo combustível tem preço elevado.
“O sistema vai pagar menos por combustível durante a geração. Isso significa que o consumidor, no fundo, vai ter um benefício porque eu coloquei uma eólica no sistema que vai gerar energia a um custo de operação nulo e vai deixar de gerar o óleo combustível ou o gás natural”, explicou Jorge Trinkenreich em entrevista à Agência Brasil. O executivo destacou que os valores citados se referem à diferença entre a opção eólica e a opção térmica convencional e não ao preço efetivo de venda de energia.

MÃOS A OBRA PROERDIANOS E PROERDIANAS !



O compromisso firmado no último dia 30 de maio, na quadra da Escola Professor Antônio Farias, duarante palestra ministrada pelo brilhante Educador Social Ten. Cel. Ricardo Santos, através do Programa Polícia Amiga do Governo Estadual, dá seus primeiros. Segue relatório da visita realizada nesta semana à escola, pela equipe do PROERD.





RELATÓRIO DA VISITA À CIDADE DE GRAVATÁ -PE



Recife,PE, em 03 de junho de 2009


1) VISITA À CIDADE DE GRAVATÁ


No dia 02 de junho de 2009, deslocaram-se à cidade de Gravatá-PE o 1º Sgt PM Jairo Rodrigues de Freitas e o Sd PM Leonardo do Nascimento Pessoa. Ao chegarmos à cidade, entramos em contato com a 5º Companhia Independente da Polícia Militar e solicitamos apoio do efetivo da Patrulha Escolar.
Os soldados QPMG 980339-4/Genildo Cavalcanti Nunes e 105557-7/George de Almeida Cavalcanti nos atenderam e, com eles, fomos à Escola Estadual Professor Antônio Farias, localizada à Rua Quintino Bocaiúva, s/n, bairro de São José, fone: 3533-6698.
A gestora da escola, professora Hialene Esley Cavalcanti, nos recebeu muito bem e iniciamos a
apresentação dos projetos. Ela ficou encantada com os projetos que apresentamos e garantiu que vai aplicá-los nos segundo semestre deste ano.
Vale ressaltar que a escola já possui diversos projetos interessantes, como Oficinas de Pintura, Projeto Reflorestágua (trabalho ecológico no Rio Ipojuca), Mostra Cultural, Horta Comunitária e Esportes. Além disso, os alunos do Projovem participam de cursos profissionalizantes nas áreas de turismo e práticas agrícolas.
Outro detalhe importante é que a professora Hialene garantiu que o Proerd terá todo apoio da prefeitura municipal e dos fornecedores da escola (mercadinhos, livrarias etc.).
Os principais problemas da escola estão relacionados ao tráfico de drogas, pois alguns traficantes tentam vender drogas ilícitas aos alunos por apenas R$ 1,00 (um real). Certamente o objetivo é levá-los ao vício e, conseqüentemente, a serem “clientes” freqüentes.
A gestora ficou interessadíssima nos cursos para alunos (currículos de 4ª e 6ª séries), curso de pais, além dos temas das palestras que mostramos, como bullyng na escola, males e benefícios da internet, sexualidade na adolescência, entre outros.
Ficou acertado que a coordenação do Proerd irá participar de uma reunião com gestores e professores, nos dias 16 e 17 de julho, a fim de acertar todos os detalhes para a implantação dos projetos.



2) VISÃO GERAL


De uma maneira geral, as visitas foram bastante proveitosas. A impressão que ficou é de que os gestores estão clamando pela presença do Proerd e dos seus projetos inovadores. Em Gravatá, percebemos um grande interesse na implantação do programa.
Certamente no segundo semestre teremos muitas atividades a realizar na cidade. E o retorno será, certamente, recompensador.




JAIRO RODRIGUES DE FREITAS
1º Sgt PM – Educador Social do Proerd




LEONARDO DO NASCIMENTO PESSOA
Sd PM – Educador Social do Proerd

sábado, 6 de junho de 2009

EM DEFESA DA HONRA E POR JUSTIÇA


XUKURUS PROTESTARAM ONTEM NO CENTRO DO RECIFE







Um grupo com mais de 200 índios da tribo Xukuru fez um protesto em três locais representativos da cidade na tarde de ontem. Eles foram à Câmara de Vereadores do Recife, ao Palácio do Governo e, por fim, ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). Fizeram todo o trajeto à pé para sensibilizar o poder Executivo e Judiciário sobre o que eles chamam de processo de criminalização do povo da aldeia Xukuru. A manifestação foi motivada pela condenação de Marcos Luidson Araújo, o cacique Marquinhos, a 10 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, além do pagamento de 33 dias de multa. A sentença, de um juiz da 16ª Vara Federal em Caruaru, é relativa a um dos processos abertos após o cacique ter sido alvo de um atentado, em 7 de fevereiro de 2003, em Cimbres, Pesqueira.


O ponto de partida foi a Câmara de Vereadores do Recife. Com faixas na mão e dançando o toré, os Xukurus fizeram uma manifestação pacífica. Depois, seguiram para o Palácio das Princesas, onde seriam recebidos pelo governador, mas como Eduardo Campos estava em uma outra reunião,os Xukurus conversaram com o Chefe da Casa Civil, o secretário Ricardo Leitão. Ele ouviu as reivindicações de lideranças da tribo e representantes de organizações não-governamentais, universidades e parlamentares que também participavam do protesto. Leitão disse que Eduardo Campos havia pedido ao presidente do TRF5 para recebê-los. "Ficamos cientes do que está acontecendo, inclusive o governador tem relação de amizade pessoal com Marcos Xukuru, mas não cabe ao Poder Executivo atuar nesse momento, pois houve uma decisão do Poder Judiciário", explicou o chefe da Casa Civil.

Chegando ao TRF5, uma parte dos manifestantes conversaram com o presidente do tribunal, o desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, e pediram cautela no julgamento do cacique Marquinhos. O advogado do Conselho Indígena Missionário (Cimi), Sandro Lobo, fez um balanço da visita. "Uma comissão foi recebida pelo presidente do TRF5 e a reunião foi muito boa. Foi dito a ele que o processo tinha que ser pensado levando em consideração o histórico de violência na região", contou. Lobo disse ainda que o Luiz Alberto Gurgel de Faria foi receptivo e afirmou que repassaria as informações para o desembargador que vai julgar o recurso que pede a anulação da condenação de Marcos Xucuru. "Foi muito produtivo. Esperamos que daqui para frente tudo ocorra da melhor maneira possível", finalizou o advogado.

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http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/06/06/urbana5_0.asp
Acesso em: 06 de junho de 2009, 22:06 h

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO JORNALISTA E AMIGO CLÁUDIO CASTANHA




Venho através desta expressar minha solidariedade ao respeitadíssimo jornalista Cláudio Castanha, cujo trabalho conheço há mais de 10 anos, em virtude das colocações infundadas, ilegítimas e difamatórias realizadas por alguns vereadores desta cidade, que se dizem representantes do povo, e utilizaram-se de um canal de prestação de contas (o site da Câmara), que é mantido com dinheiro público, para tentar denegrir a imagem de um profissional exemplar, gravataense de alma e coração, legítimo defensor da verdade e da justiça.


Quero registrar aqui que, o jornalista Cláudio Castanha tem divulgado diversos textos que escrevo, sem NENHUM ônus. Não há cobrança alguma para que seja divulgado em seu credenciadíssimo blog as atividades realizadas no âmbito educacional, cujo compromisso de minha parte já é conhecido nesta cidade. O jornalista Cláudio Castanha já se deslocou até a zona rural desta cidade, em seu veículo particular, a fim de realizar uma matéria para o jornal VIVA GRAVATÁ sobre a HORTA ORGÂNICA DA ESCOLA ANTONIO BORGES, em Cotunguba, projeto este, que deixou de ser apoiado após o pleito de 2004.

Claúdio Castanha tem sido o verdadeiro porta-voz da sociedade gravataense, apresentando as insatisfações do povo e nos ajudando a denunciar ações escusas que acontecem nesta cidade.

Quanto as reuniões da CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GRAVATÁ, também tenho acompanhado, e em outro momento, tratarei de apresentar um relatório sobre a forma como alguns assuntos são tratados naquela casa.

Aconselho a todos os cidadãos gravataenses a acompanharem as reuniões da Câmara. Lembrem-se que, a reeleição da mesa foi colocada em votação com brevidade, contudo, o parecer do TRIBUNAL DE CONTAS para as contas da PREFEITURA que foram REJEITADAS sequer foram mencionadas pelos seríssimos vereadores. ALGUMA RAZÃO EM ESPECIAL??



CASTANHA, TENHA CERTEZA DE QUE TODOS OS CIDADÃOS, QUE DE FATO LUTAM POR UMA GRAVATÁ MAIS JUSTA E IGUALITÁRIA, SEM ESTES DESMANDOS E AÇÕES POLITIQUEIRAS, APOIAM E CONTINUAM AO SEU LADO!

CARTA DAS CRIANÇAS AO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª. REGIÃO EM APOIO AO POVO XUKURU

Excelentísimo(a) Sr(a). Desembargador(a),


Tomamos conhecimento de que o cacique Marcos Luidson de Araújo e outros trinta indígenas Xukuru foram condenados em virtude dos incidentes do dia 7 de fevereiro de 2003, ocorridos na Vila de Cimbres, dentro da terra Xukuru, no município de Pesqueira, o que nos deixou bastante preocupados.

O povo Xukuru e suas lideranças, como o cacique Marcos e seu pai, o cacique Chicão Xukuru, são reconhecidos nacional e internacionalmente pela luta incansável pela recuperação de seu território tradicional e pelo respeito à organização social dos povos indígenas. Ambos sempre atuaram em defesa dos direitos humanos e do reconhecimento de um Estado pluriétnico e multicultural, motivo pelo qual o cacique Chicão foi assassinado em 1998.

A análise do processo que resultou nas 31 condenações evidencia haver irregularidades, uma vez que importantes fatos relativos a provas não teriam sido analisados em si mesmos e nem dentro do contexto específico em que se inserem, ou seja, o projeto de fortalecimento do povo Xukuru.

No processo, não ficou evidenciado, e devidamente sopesado, que foi o assassinato de dois jovens indígenas e a tentativa de assassinato do cacique Marcos, na manhã daquele dia, que geraram a reação da comunidade Xukuru como um todo.

Quase todas as testemunhas de acusação são consideradas inimigas do projeto de fortalecimento do povo Xukuru. Além disso, provas importantes que poderiam conduzir a outro tipo de decisão não teriam sido devidamente analisadas.

Confiando no Poder Judiciário Brasileiro, esperamos que seja feita *JUSTIÇA*!


PS.(Carta escrita coletivamente pelos alunos da 4ª série C, transcrita na íntegra )
Excelência,
A carta acima com certeza já deve ter sido enviada por outras pessoas que acreditam no senhor como representante da justiça, mas nós queremos que o senhor saiba que nosso futuro depende das decisões que o senhor tomar, porque já nascemos no meio de muitas injustiças, e o senhor pode ajudar a mudar essa realidade tão triste.
Na escola, aprendemos que os índios desde que os portugueses chegaram, são vítimas de todo tipo de perseguição. O senhor estudou isso também, não foi Excelência? Os portugueses de 1500 não existem mais. Só temos nós, os brasileiros. E os índios também são brasileiros, não é Excelência? Eles já sofreram demais. Por favor, nos ajude a continuar acreditando que o Brasil pode confiar na justiça, como nos ensinou a professora, que é para proteger a todos que dela necessitam. Muito obrigado por sua atenção, Excelência. Que o senhor também fique com "a pureza da resposta das crianças"!


Atenciosamente,
*Abraão Lemos Ferreira
*Adeilson Juvencio Lindoso da Silva
*Andresa Maria Tenório
*Beatriz Dayanne Heráclio da Silva
*Clara Daniely da Silva Lima
*Daniel Severino da Silva
*Danilo Rodrigues de Melo
*Ewellin Cristiny da Silva Oliveira
*Felipe Mateus Costa Silva
*Gabrielli Maria Gomes
*Graziella Rodrigues dos Santos
*Jonatha Alves de Barros
*Jonathan Sales da Silva
*José Douglas de Lira
*José Fabrício Vicente
*José Vinícius do Ramo Rodrigues
*Jhony Soares Ferreira da Silva
*João Vítor Bezerra de Lima
*Kleiciane Nayara Maria dos Santos
*Leila Jece Pereira de Medeiros
*Maria Brena de Oliveira Dutra
*Maria Eduarda Bezerra
*Maria Victória da Silva
*Pedro Adeildo da Silva
*Pedro Henrique da Silva
*Philip Medeiros dos Santos
*Roney Felipe Alves da Silva
(Alunos da 4ª série "C" da Escola Municipal John Kennedy - Gravatá- PE)
Educadora: Sunamita Silva de Oliveira Albuquerque - mat. 3419

sexta-feira, 5 de junho de 2009

"EU FICO COM A PUREZA DA RESPOSTA DAS CRIANÇAS":



LIBERDADE E RESPEITO AO POVO XUKURU !!




OS ALUNOS DA 4ª SÉRIE "C" DA ESCOLA JOHN KENNEDY NÃO PUDERAM ESTAR PRESENTES NA MANIFESTAÇÃO ORGANIZADA PELOS AMIGOS DO POVO XUKURU, NESTE DIA 05 DE JUNHO CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DE SEUS LÍDERES MAS, NÃO DEIXARAM DE MANIFESTAR SEU APOIO. APRESENTO AS FRASES, DESENHOS E TEXTOS ELABORADOS PELAS CRIANÇAS, COM FAIXA ETÁRIA DE 08 A 11 ANOS EM APOIO AO CACIQUE MARCOS E TODO POVO XUKURU.







MESMO COM A POUCA IDADE, AS CRIANÇAS JÁ EXPRESSAM SEU REPÚDIO A ESSA PERSEGUIÇÃO COMANDADA POR INDIVÍDUOS QUE NÃO FORAM AVISADOS QUE, A ERA COLONIAL ACABOU!

DIA MUNDIAL DA ECOLOGIA E DO MEIO AMBIENTE




Os alunos da 2ª série "C" da Escola John Kennedy da professora Rosely, visitaram neste dia 05 de junho uma área de reposição da mata ciliar do rio Ipojuca. Além de aprender sobre a importância da mata ciliar, os alunos puderam verificar os problemas que contribuem para o agravamento da poluição deste, como o esgoto de toda cidade que é despejado sem tratamento em suas águas, agora turvas e fétidas.


Este trabalho é uma aposta na educação ambiental, que reflete na mudança de hábitos ecologicamente incorretos, pelos corretos. Quem sabe, se mais pessoas se juntarem a essa corrente, não consigamos desenvolver na escola a EDUCAÇÃO AMBIENTAL e propagar ações de conservação e preservação do meio ambiente? A natureza desde já agradece!!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

OS VERDADEIROS HERÓIS DO JOEG (JOGOS ESCOLARES DE GRAVATÁ)


Antes tarde...

A relação dos vencedores foi divulgada pelo site da prefeitura, e com certeza, comentada nas escolas, nas famílias e entre amigos. Justo. No entanto, para quem conhece a estrutura das escolas que tiveram seus times campeões, não há surpresa ou espanto algum. Como apontamos antes, sobrou as espinhas do peixe para os alunos da maioria das escolas públicas, que não tiveram o direito de competir em "pé de igualdade".

Além da falta de quadra para treinar, nossos alunos não tem sequer o acompanhamento de um profissional da área de Educação Física, disciplina obrigatória por lei, mas desde que executada por pessoa habilitada, o que não ocorre com as crianças do fundamental I neste município. São 40 minutos de enrolação e, que Deus os proteja, sem maiores sequelas físicas.

As cortinas do espetáculo se fecharam. O anonimato é o grande companheiro e o descaso e falta real de compromisso nosso fel. Todavia, registramos o heroísmo e bravura dos alunos da Escola John Kennedy, que realizaram uma das partidas mais bonitas deste campeonato, na raça. Não prevaleceu a técnica, mas a força que lhes é peculiar para sobreviver a um dia de cada vez.


PARABÉNS PEQUENOS GRANDES GUERREIROS!

RESULTADO DAS ENQUETES: COMENTÁRIOS

Devido aos últimos acontecimentos e eventos desta semana, deixamos de comentar os resultados das enquetes, o que estamos fazendo nesse momento.
A primeira questão que procuramos discutir foi a legitimidade de um gestor para alterar a grade curricular das escolas municipais, tendo em vista sua falta de apropriação com questões pedagógicas, fato registrado nesta cidade (prá variar), que gerou mal-estar entre a maioria dos professores, por esta ter sido alterada sem discussão com a categoria, o que provocou desgaste, além dos prejuízos no processo de ensino-aprendizagem. O último gestor substituiu uma aula de LÍNGUA PORTUGUESA por TURISMO e, uma aula de MATEMÁTICA por EDUCAÇÃO FÍSICA - note-se: para ser ministrada por professores não habilitados no ensino fundamental I.
Deiscciplinas que se tornaram obrigatórias por Lei, como o ensino da Cultura Indígena e Afro-brasileira (Lei 11.465/08), são abordadas como temas transversais. Educação Ambiental que trata de mudança de hábitos, cujo processo segue um longo caminho até atingir seu objetivo pleno, é abordado junto com Ciências, o que compromete o resultado final.
Desde o início do ano letivo, ousamos apresentar uma proposta diferenciada, que será compartilhada agora com vocês. Os resultados poderão ser avaliados em breve!



Disciplinas da Grade Curricular – 4ª série “C” - Escola John Kennedy - Temas Transversais/ subdivisões
Aulas semanais



Língua Portuguesa - 06 aulas semanais
Temas Transversais/ subdivisões: A influência do Tupi, dialetos africanos, contribuições do português de Portugal

Justificativa: A importância de aprendermos acerca da língua que falamos, é imprescindível, bem como na forte herança de nossa língua materna - o tupi – além das influências dos diversos dialetos africanos.


Matemática -04 aulas semanais


Justificativa: A matemática deve ser aprendida para a vida. Os conceitos devem ser apresentados de forma que os alunos compreendam a sua aplicabilidade.


História - Geral e do Brasil - 01 aula semanal

Justificativa: “Um povo sem passado é um povo sem história”. Aprender acerca da construção de nossa identidade enquanto brasileiros é vital para possibilitar reflexões e aprendizagens.


Cultura Indígena e Cultura Afro-brasileira (Lei 11.465/08) -01 aula semanal

Justificativa: Este país foi construído pelas mãos, suor e sangue dos índios e negros. Conhecer a história pelo ponto de vista de quem a construiu enriquece nosso conhecimento não só didático, mas humano.


Geografia - 02 aulas semanais
tema transversal: Turismo

Justificativa: Conhecer aspectos concernentes a vegetação, relevo, clima, hidrografia, formação e mudanças no planeta são essenciais para aprender também a respeitar o meio ambiente.


Ciências - 01 aula semanal

Justificativa: Conhecer questões ambientais, formação dos seres vivos – animais e vegetais, além da formação e funcionamento de seu próprio corpo.


Educação Ambiental - 01 aula semanal

Justificativa: A Educação Ambiental tem impacto direto sobre nossas ações. Trata de mudanças de hábitos, algo que se constrói a médio e longo prazo. Por isso, a importância de ser trabalhada como disciplina curricular e não como tema transversal de Ciências.
A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais.

Artes - 02 aulas semanais

Justificativa: Estimulação da coordenação motora e psicomotora. Desenvolvimento da criatividade.


Religião - 01 aula semanal


Justificativa: Combater a discriminação e intolerância religiosa. Conhecer a diversidade cultural dos povos.



Inglês - 01 aula semanal
Tema transversal: Estrangeirismos, globalização

Em toda parte, seja nos meios de comunicação, no comércio, as crianças tem contato com línguas estrangeiras, especialmente o inglês. Ressalta-se a necessidade de discutir a perda da identidade cultural, pelo excesso de estrangeirismos no país.


Educação Física (LDB 10.793)

* Segundo horário e/ou jornada ampliada
A Educação Física escolar deve considerar a diversidade como um princípio que se aplica à construção dos processos de ensino e aprendizagem e orienta a escolha de objetivos e conteúdos, visando a ampliar as relações entre os conhecimentos da cultura corporal de movimento e os sujeitos da aprendizagem. Busca-se legitimar as diversas possibilidades de aprendizagem que se estabelecem com a consideração das dimensões afetivas, cognitivas, motoras e socioculturais dos alunos, desde que, por profissinais habilitados.

TC RICARDO JACINTO DOS SANTOS: POLÍCIA DO FUTURO?



É provável que entre pelo menos 01 de cada 10 pessoas, haja relatos de experiências negativas vivenciadas pelas próprias pessoas ou, por algum conhecido, praticada por policiais militares. Infelizmente, durante muito tempo, a polícia era incubida apenas de reprimir qualquer desvio ou conduta irregular de qualquer membro da sociedade, criando-se assim o lema "Atira-se primeiro e pergunta-se depois".

Felizmente, estes (pré)conceitos vem sofrendo uma reformulação significativa no trato com a sociedade e a Polícia Militar começa a investir em Programas Educacionais, através de diversas parcerias, com intuito de combater o crime.

Há exemplo destas ações, criou-se o PROERD, cujo conceito foi apresentado aqui, bem como a ministração da palestra pelo Ten. Cel. Ricardo Santos, que prendeu a atenção de uma platéia mista, de aproximadamente 300 pessoas por quase 8 horas. O diferencial de todas as outras palestras que já assistimos sobre o tema prevenção as drogas, foi exatamente a desenvoltura do instrutor, a habilidade, seriedade e ternura com que abordou um assunto polêmico e delicado.

É evidente que conhecemos as situãções em que o tratamento da PM precisa ser ostensivo, através da força, mas, há de se convir que, um povo educado tende a necessitar menos desta ação bruta. A frase de Monteiro Lobato, repetida pelo TC Ricardo Santos é a indicação para o rumo que todos precisamos tomar: "Um país se constrói com homens e livros".


PLANO INTEGRADO DE TRABALHO Nº 005/09.


1. SITUAÇÃO.
Realizar-se-à durante o corrente ano, em todo o Estado de Pernambuco, em especial no espaço escolar, O Plano Integrado de Trabalho, visando estabelecer a cultura da paz, através do NPDVAM (Núcleo de Prevenção às Drogas, Violências, Acidentes e do Meio Ambiente), unindo esforços dos representantes dos Poderes Públicos Constituídos e a sociedade civil organizada, mediante orientação do Coordenador Executivo do Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência- PROERD, atividade dentro do Plano de Segurança Pública do Governo do Estado-PACTO pela VIDA, nas linhas de ação de Prevenção Social do Crime e da Violência e Gestão Democrática.
2. OBJETIVO.
Estabelecer procedimentos e atribuir responsabilidades.

3. DESENVOLVIMENTO
a.Visão
1) localizar, informar e integrar toda a comunidade para o estabelecimento até 2014, em cada local de convívio social (residência, comércio, escola, igreja, quartel, empresa, etc.) a consciência do Desenvolvimento Humano, que consiste no uso constante nas relações, de uma postura dentro dos princípios da cidadania e étnica.

Fórmula do Núcleo de Prevenção às Drogas, Violência, Acidentes do Meio-ambiente.

n = Executar a missão infinitas vezes;
l = localizar. I = informar. I= integrar.

b. Eixos de atuação.
1) Drogas: lícitas e Ilícitas;
2)Violências: verbal, moral, psicológica e física;
3) Acidentes: doméstico, de trânsito, trabalho, etc;
4) Meio ambiente: (lixo, poluição, reciclagem, etc.).

c. Orientações da OMS.
Estão mais sujeitos ao consumo de drogas as seguintes pessoas.
1) Não tem informações adequadas sobre as drogas;
2) Está insatisfeito com a qualidade de vida;
3) É pouco integrado com a família e a comunidade; e
4) Tem fácil acesso às drogas.

d Princípios Teóricos.
1) PV 22: 6 Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.
2) “Um país se faz com homens e livros”. Monteiro Lobato.
3) Violência gera violência, sabedoria popular.
4) “A paz é igual a uma grande roda humana, enquanto todos estiverem de mãos dadas as armas estarão no chão”. Tiago Bitalho.
5) “Não se pode manter a paz pela força, mas sim pela concórdia”. Albert Einstain.
6) "Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos."
(Martin Luther King).

e. Metodologia de Trabalho.
A filosofia de trabalho é de mediação de conflitos.
1) Localizar;
2) Diagnosticar;
3) Mobilizar;
2) Educar;
3) Conscientizar;
4) Integrar;
5) Avaliar;
6) Aperfeiçoar;
7) Executar; e
f. Fundamentação
1) Art 1º .Parágrafo Único da CF. Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
2) Art 3º. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil.
I- construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II- garantir o desenvolvimento nacional;
III- erradicar a pobreza e marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV- promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor idade e quaisquer outras formas de discriminação.
3) Art 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, aos seguintes:
4) Art 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares
§8º. Os municípios poderão construir guardas municipais destinadas à proteção dos seus bens, serviços e instalações conforme dispuser a Lei.
g.Forças Amigas.
1) Poder Legislativo (FESMU);
2) Poder Executivo (FESMU);
3) Poder Judiciário (FESTA);
4) Instituições Religiosas;
5) Instituições Econômicas;
6) Instituições Sociais (associações, Clubes, etc);
7) ONGs (INAESMU);
8) Mídia;
9) Cidadão.
h.Indicativos para Avaliação.
1) Quantidade de Instituições integradas na rede;
2) Quantidade de ações desenvolvidas nos quatros eixos de atuação;
3) Qualidade das relações interpessoais nos Núcleos de Desenvolvimento Humano;
4) Redução no número de ocorrências violentas nas comunidades, tomando com referência as escolas;
5) Redução das ações de vandalismo nos espaços públicos (escolas, paradas de ônibus, orelhões, etc);
6) Melhoria na qualidade das instalações físicas e potencial humano das Unidades de Ensino.
7) Atenção, resposta e apoio dos Poderes Constituídos aos encaminhamentos;
i. Classificação das escolas em relação aos conflitos existentes.
Consta do Anexo “Ä”.
j.Relação de projetos
Consta no Anexo “B”.




Ricardo Jacinto dos Santos.
Ten Cel Coordenador Executivo do Proerd.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

ATO PÚBLICO - CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO POVO XUKURU‏

ATO PÚBLICO


CAMPANHA CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO POVO XUKURU


Como se não bastasse agora querem prender o Cacique Marcos e mais 35 Xukuru !



A história é a seguinte:


Em fevereiro de 2003, o cacique Marcos foi vítima de um atentado por parte de José Lourival Frazão (Louro Frazão), indígena Xukuru. Nesse atentado foram assassinados dois jovens Josenilson José dos Santos (Nilsinho) e José Adenilson Barbosa da Silva (Nilson), o cacique Marcos Xukuru, conseguiu escapar. Naquele dia, a comunidade, indignada com o crime, se voltou incontrolada, contra um grupo de famílias Xukuru ligadas ao assassino - todos aliados dos antigos invasores da terra indígena.

O Ministério Público Federal em Pernambuco, sem mais uma vez realizar uma análise crítica da investigação policial, denunciou 35 (trinta e cinco) pessoas pela prática de diversos crimes.


Após longa batalha judicial o cacique Marcos e quase todos os denunciados foram condenados pela 16ª. Vara da Justiça Federal em Caruaru/PE a penas que variam de 13 anos a 10 anos de reclusão, além de vultosas indenizações em dinheiro.

A investigação e o processo judicial sobre esse conflito foram questionados por antropólogos e pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos. Os advogados de defesa dos Xukuru questionam o cerceamento de direito de defesa e o tamanho das penas, considerado exagerado. No caso da condenação do cacique Marcos Xukuru, a sentença foi publicada antes de se juntar ao processo os depoimentos de importantes testemunhas de defesa: o deputado federal Fernando Ferro e a Sub-procuradora Geral da República Raquel Dodge

Agora querem prender a vitima! Está claro, portanto, que essa é mais uma expressão do processo de criminalização que o povo enfrenta há mais de uma década, por causa da reconquista da terra.

Em protesto os Xukuru e seus aliados convidam a todos para participar de um grande ato público!

Local da concentração: Câmara de Vereadores do Recife (PR Pça 13 de Maio)

Destino: TRF 5ª Região (Cais do Apolo)

Data: 05 de junho (sexta-feira) Hora: 14 horas

terça-feira, 2 de junho de 2009

SEMANA DO MEIO AMBIENTE: A QUEM HONRA, HONRA !

Recebi um e'mail nesta semana de um político paranaense ( que em nada se parece com os e'mails que recebi da Secretaria de Meio Ambiente daqui de Gravatá e, que já postei neste blog), que tem desempenhado um papel extremamente importante e sério, no que concerne a ações efetivas de Educação Ambiental, conservação e preservação do meio ambiente.


Leia-se:

Sunamita‏
De: Deputado Cheida (cheida@cheida.com.br)
Enviada: terça-feira, 26 de maio de 2009 12:45:51
Para: sunamitamagalialbuquerque@hotmail.com

Sunamita,

Obrigado por suas palavras tão gentís, embora talvez você já nem se lembre do e-mail
que me enviou, tal o tempo que já faz! Me perdôe pela demora em responder-lhe.
Não acontecerá novamente.
Um forte abraço,

Cheida
--
Gabinete : (41) 3350-4088
Escritório em Londrina: (43) 3341-0515
http://www.cheida.com/.


APRESENTAÇÃO:



Nº 171 - Paraná, 31 de maio de 2009


UMA CÁFILA DE SOLUÇÕES


Na economia de mercado a lógica é que uns percam para que outros possam ganhar. O jogo onde todas as partes ganham parece conversa fiada: para que um ganhe, o outro também tem que ganhar. Que coisa absurda! O irresistível ganha-ganha, não parece lógico. Não parece coisa séria.

Por isso, fica tão difícil solucionar, por exemplo, impasses ambientais.

Um agricultor deve fazer sua reserva legal abrindo mão de 20% ou de 35% ou de 80% da propriedade, dependendo da região do país, para que a sociedade ganhe em qualidade de vida.

Em uma sociedade capitalista, pede-se ao proprietário que abra mão de parte da santa e honorável propriedade privada.

Na lógica de mercado isso é possível. Porém, nela, você abre mão de uma coisa em troca de outra coisa. Qual é a outra coisa que se oferece a este agricultor? Nenhuma coisa.

Então, por que ele deve ceder um pouco daquilo que muito lhe custou? Por que é humano? É solidário? Por que viabiliza as futuras gerações?

Oras, se a sociedade é de mercado, cumpram-se as regras do mercado!

O agricultor está prestando um serviço que a natureza faria por todos. Então, deve receber um pagamento pelos serviços ambientais prestados. Quanto custa à sociedade, se preservados, a terra, o ar, a água e a biodiversidade local? Quantifique-se e pague-se a quem preserva. Troca justa. Dentro das regras. Ele ganha, a sociedade ganha. Todos ganham.

O Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é a grande alternativa àqueles que querem, por exemplo, mudar o Código Florestal Brasileiro, reduzindo as áreas preservadas dentro da propriedade rural. A lógica do PSA pode ser estendida à dona de casa,que separa o lixo, em detrimento daquela que não o faz; ao industrial, que trata seus efluentes, em detrimento daquele que os despeja no rio sem a devida atenção...

Se a Lei de Crimes Ambientais pune quem faz o errado, já está na hora de bonificar quem faz o certo.

O ganha-ganha pode estar diante dos olhos e não se enxerga. Veja o que o pernambucano Júlio César de Mello e Souza, escreveu há mais de 50 anos:

“Beremiz Samir e seu companheiro de viagem, apertados no lombo de um único camelo, à caminho de Bagdá, encontram três irmãos em acalorada disputa. O pai deixara-lhes de herança 35 camelos. Ao mais velho, cabia a metade dos camelos. Ao do meio, a terça parte. Ao mais novo, a nona parte. Mas, como fazer a partilha se a metade, a terça parte e a nona parte de 35 não são números exatos?

- Encarrego-me de fazer, com justiça, essa divisão – fala, apeando, Beremiz Samir – se me permitirem que eu junte aos seus 35 o camelo de meu companheiro de viagem.

Mesmo sob o protesto do amigo, que nada entendeu, falou com tal segurança, que todos concordaram. E, prosseguiu:

- Agora, são 36 camelos. E, voltando-se para o mais velho:

- Deverias receber, meu amigo, a metade de 35, isto é, 17,5. Receberás a metade de 36, portanto, 18. Nada tens a reclamar, saíste lucrando.

Dirigindo-se ao segundo herdeiro:

- E tu, deverias receber um terço de 35, isto é, 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é, 12. Também não poderás protestar Seu lucro é real.
E, por fim, ao mais moço:

- Tu, meu jovem, segundo o desejo de teu pai, deverias receber a nona parte de 35, isto é, 3 e tanto. Vais receber a nona parte de 36, isto é, 4. Teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer.

E, concluiu com a maior serenidade:

- Pela vantajosa troca, em que os três saíram lucrando, couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado (18+12+4) de 34 camelos. Dos 36 camelos, sobraram, portanto, dois. Um, como sabem, pertence ao meu amigo de viagem. Outro toca por direito a mim, por ter resolvido a contento, o complicado problema da herança.

- Sois inteligente, ó Estrangeiro! – Exclamou o mais velho. - Aceitamos a vossa partilha na certeza de que foi feita com justiça e equidade!

Entregando as rédeas ao amigo, ambos continuaram a viagem para Bagdá. Agora, cada um em seu camelo”.

O ganha-ganha existe. Pode estar nos negócios, nas relações pessoais, nas irremediáveis polêmicas ambientais... É mais lógico. É ético. Se procurar, encontraremos uma cáfila, ou melhor, um monte de soluções.

A propósito, o pernambucano e professor Júlio Cesar de Mello e Souza atendia pelo pseudônimo de Malba Tahan. Este problema está em O Homem que Calculava, um de seus livros, traduzido em inúmeros idiomas.

Se Beremiz Samir procurasse convencer os herdeiros usando conceitos sociológicos, argumentos filosóficos ou religiosos, não o conseguiria. A questão era de matemática. Por isso, ele usou regras matemáticas.

Se a sociedade é de mercado, cumpram-se as regras de mercado. Ou mude-se o tipo de organização social!

- Tá nervoso, padim?

- Não. Só estou um pouco matemático.

Um forte abraço e até sexta que vem.


* Cáfila é o coletivo de camelo.

________________________
**Luiz Eduardo Cheida é médico, deputado estadual e presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Paraná. Premiado pela ONU por seus projetos ambientais, foi prefeito de Londrina, secretário de Estado do Meio Ambiente, membro titular do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.



Projeto de Lei Nº 462/08


Súmula: Institui no âmbito do sistema público estadual de ensino fundamental e médio do Paraná a Merenda Escolar Orgânica


Art. 1.º Institui no âmbito do sistema público estadual de ensino fundamental e médio a Merenda Escolar Orgânica.

Parágrafo Único. Entende-se por Merenda Escolar Orgânica a merenda escolar certificada, conforme legislação federal pertinente. Assim, entre outras especificações da legislação, os alimentos fornecidos na merenda escolar não poderão conter agrotóxicos em toda a cadeia produtiva de todos os seus itens e componentes.

Art. 2.° A implantação desta lei será feita de modo gradativo, de acordo com as condições e cronogramas elaborados pela Secretaria de Estado da Educação – SEED, até que 100% (cem por cento) dos sistema de ensino público do Estado do Paraná garantam a seus alunos o direito à Merenda Escolar Orgânica.

Art. 3° O Poder Executivo preverá na legislação orçamentária as condições e as escalas de aplicação da presente lei.

Art. 4° O Poder Executivo regulamentará esta lei em até 180 (cento e oitenta) dias a contar da data de sua publicação.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Curitiba, Sala das Sessões, 21 de outubro de 2008.



LUIZ EDUARDO CHEIDA
Deputado Estadual – PMDB


ELTON WELTER
Deputado Estadual – PT

LUCIANA RAFAGNIN
Deputada Estadual - PT



Justificativa: Na infância e na adolescência o corpo humano se forma. Todos os nossos órgãos, como os rins, fígado, pulmões, tiram de nossa alimentação e de nossos hábitos de vida os nutrientes e as condições para toda a vida. Quanto melhor forem as condições neste período de vida, melhor será nossa saúde na vida adulta e principalmente na velhice.
Inúmeros estudos clínicos e científicos demonstram que uma nutrição de baixa qualidade ou que contenha inúmeras substâncias tóxicas, repletas de aditivos químicos e hormônios sintéticos propiciam ou estimulam o aparecimento de doenças degenerativas. O consumo de carnes com hormônios e antibióticos em excesso já é considerado um fator de risco para o aparecimento de neoplasias (cânceres).

Atualmente, apesar dos esforços meritórios das Secretarias de Estado da Educação e do Meio Ambiente, a merenda escolar continua sendo ofertada com agrotóxicos, antibióticos, hormônios, etc. A Secretaria de Estado da Saúde já despende enormes quantias para o tratamento de doenças degenerativas, que com certeza poderiam ser evitadas, ou ao menos minimizadas, caso a população não consumisse alimentos contaminados.

O único argumento que poderia ser contrário à merenda orgânica seria a comparação do preço do alimento orgânico em relação ao convencional. Entretanto, com a elevação do consumo deste tipo de produto, e o conseqüente aumento da demenda, seus preços irão baixar e certamente deverão se aproximar dos produtos convencionais.

No entanto, em que pese a superficial argumentação atinente ao preço, questiona-se: quanto vale investir na promoção da saúde de nossos filhos? Quanto custa para o Estado do Paraná os inúmeros casos de intoxicação por agrotóxicos? Quanto custa ao Estado do Paraná as inúmeras doenças decorrentes do uso dos agrotóxicos?

De acordo com o Manual de Vigilância da Saúde de Populações Expostas a Agrotoxicos da Organização Pan-Americana da Saúde [1], a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ocorram no mundo cerca de três milhões de intoxicações agudas por agrotóxicos, com 220 mil mortes por ano. Dessas, cerca de 70% ocorrem em países do chamado Terceiro Mundo. Além da intoxicação de trabalhadores que têm contato direto ou indireto com esses produtos, a contaminação de alimentos tem levado a grande número de intoxicações e mortes.

Conforme o Centro de Epidemiologia (CEPI) da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR), os agrotóxicos aparecem em segundo lugar como causa de intoxicação humana. Nos anos de 1993 e 1994 foram registrados 1.141 e 1.059 casos, respectivamente. A circunstância profissional aparece em primeiro lugar, correspondendo a 53,4% dos casos em 1993, e a 63,2% em 1994. Em seguida aparece o suicídio com 25,6% e 21,2% dos casos, respectivamente. A circunstância acidental aparece em terceiro lugar, com 19,2% e 11,8% dos casos, respectivamente.

Os principais sintomas da intoxicação por agrotóxicos são dores de cabeça, tonturas, náuseas, vômitos, dificuldades respiratórias, paralisias, dermatites de contato, formação de catarata e atrofia do nervo óptico, lesões cerebrais irreversíveis, pancitopenia (redução das células sanguíneas), neurites periféricas (inflamação dos nervos), diplopias (visão dupla), tremores, aumento da pressão arterial, pendências ao suicídio, tumores malignos, morte fetal, hemorragias, coma e a morte.

Não bastasse o forte argumento de economia que o Estado terá evitando problemas causados à saúde pública, também se economizará devido ao fato de os produtos serem adquiridos diretamente dos produtores orgânicos locais.

Segundo o Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura – SEAB, existem no Paraná 5.300 produtores de orgânicos no Estado. A safra de 2006/2007 foi de 107.230 toneladas, sendo que na safra de 1996/1997 foram produzidas 4.000 toneladas, ou seja, houve o aumento de 103.230 toneladas em dez anos! Seguindo-se esta projeção, o Estado do Paraná poderá ter um aumento, nos próximos dez anos, de 2.680,75% a mais de produtos orgânicos no ano de 2016, chegando a produzir 2.980.994 toneladas de produtos orgânicos!!!

O presente Projeto de Lei beneficiará em sua plenitude 2.110 escolas estaduais, mais de meio milhão de pessoas. Mas isso ocorrerá de forma gradual, para que não haja impacto financeiro no Orçamento do Estado.

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu artigo 24, aduz que é competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal legislar sobre produção e consumo; conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor; educação e cultura. Assim, não há que se falar em incompetência legislativa para a proposição do presente Projeto de Lei.

Ademais, o artigo 225 da Constituição da República preconiza que "todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações"; e o texto da Constituição do Estado do Paraná, em seu artigo 207, complementa o texto constitucional, incluindo a "garantia à proteção dos ecossistemas e o uso racional dos recursos ambientais".
Está nas mãos da Assembléia Legislativa do estado do Paraná dizer sim à saúde de nossas crianças, dizer não às intoxicações e às inúmeras mortes decorrentes dos agrotóxicos e proteger o meio ambiente para uma vida futura com qualidade para todos. Conto com o apoio dos nobres pares para dizer sim à vida!

Andamento: 20/05/2009 Comissão de Constituição e Justiça, para apreciar emenda

segunda-feira, 1 de junho de 2009

HÁ POESIA NA POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO



Enviado pelo Ten. Cel. Ricardo Santos, da PM de Pernambuco, educador social e coordenador do PROERD-PE, ministrante da palestra realizada no dia 30 de maio, dentro do Programa Polícia Amiga - "Gravatá sem drogas".



Uma saudação fraternal


Agradeço o grande apoio
Carinho, respeito e atenção
Em Gravatá se fez em coro
Em nome da prevenção.
O proerd reuniu
Uma equipe sem igual
Um exemplo para o Brasil
Com um dom celestial.
Sunamita com o olhar
Transmitia energia
Do iníco ao terminar
O curso foi só alegria.
Como sonho ser poeta
convidei a inspiração
E de uma forma concreta
registro a emoção.
Um auditório lotado
Que da chuva não correu
Por tudo que foi registrado
O curso a expectativa excedeu.
Já enviei minha equipe
Para tudo apadrinhar
Com a força de um jipp
A escola vai adotar.
Um projeto solitário
Um mote estudantil
Um plano equalitário
com uma visão varonil.
Acho que vou ter sucesso
E no blog eu vou sair
Vou em buca do progresso
Para Gravatá progredir.
Para não me alongar
O verso vou concluir
Mais antes vou registrar
Sunamita vai sorrir.
Com um riso livre e lindo
Uma grande visão
Com zelo vai conferindo
O que encanta a educação.
Pois, quem educar com amor
Vai ao outro conquistar
Com um gesto de esplendor
Vai o mundo todo mudar.
Um abraço carinho
Um cheiro do tamanho do mundo
No encontro houve alinho
E respeito sobretudo.

Ten Cel Ricardo Santos.
Inspiração e inscrição em 011854jun09.*
*Dia, hora, mês e ano.




Uma dia inesquecível

Um momento especial
Vou dizer inesquecível
Conhecer gente legal
E também muito acessível.
A alma da educação
Encanta e faz renovar
Faz de um nome uma canção
De Sunamita Silva de Oliveira Albuquerque, uma educadora exemplar.
No seu riso livre e leve
Prazeroso e encantador
O pensamento diz: me leve
Pois, também sou um sonhador.
Acredito no amor
No respeito e doação
No gesto empreendedor
Um irmão da educação.
Acredito que é possível
Uma construção saudável
Com um plano previssível
Feito de um gesto louvável.
De um blog vou precisar
Para o povo atingir
Com a educação encantar
Fazendo pensar e rir.
É possível acreditar
Em uma polícia melhor
Nesta vou encorporar
Um dito que sei de cor.
É possível ser feliz
Basta só você querer
E o meu coração me diz
Que a polícia vai rever.
Os conceitos do passado
E novos via adotar
Com o povo lado a lado
Por certo vai caminhar.
Como um educador
Vou construíndo versinhos
Vou falando de amor
Respeito, companheirismo, solidariedade e carinho.

Ricardo Santos.
Inspiração e inscrição em 012105jun09

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