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domingo, 10 de abril de 2016

INTERVENÇÃO NOMEADA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO FECHA NOVE ESCOLAS RURAIS EM GRAVATÁ


Transporte contratado pela intervenção estadual em Gravatá para conduzir alunos de Várzea Grande e adjacências até o distrito de Avencas. De acordo com as mães, o carro que só comporta 12 pessoas, tem levado até 23 crianças, sem segurança, sem cinto e sem conforto algum.Um atentado a dignidade e aos direitos das crianças pequenas!

Sob o nome de "reordenamento", a intervenção nomeada pelo Governo de Pernambuco fecha nove escolas do campo em Gravatá, alegando ser nome da qualidade na educação, colocando a existência das salas seriadas existentes no campo como vilãs e  responsáveis pelos baixos índices do IDEB, contudo, todo o processo começou e terminou de forma arbitrária, passando por cima de todas as leis, a exemplo da Lei Nº 12.960/2014 que determina que, para uma escola do campo ser fechada deve ser precedida de estudo de impacto, justificativa e diagnóstico e que considere o posicionamento das comunidades envolvidas.
O cenário que temos hoje é uma afronta a dignidade humana e extrapola qualquer entendimento que se tenha de direitos e de educação: crianças pequenas, entre 05 e 07 anos de idade sendo submetidas a situações de extremo desgaste físico, tendo que percorrer mais de 12 km de distância, em estradas  que de tão ruins são usadas como pista de teste pela Jeep, em carros desconfortáveis (Toyotão), com até 23 crianças onde só cabem 12, sem cinto de segurança, levando poeira no rosto, tendo que serem acordados pelas mães as cinco da manhã, pra pegar o transporte às seis horas, sem café da manhã na maioria das vezes, para só chegar na escola as 7h 30m e chegar em casa às 12h 40m, enquanto que antes desse "reordenamento", precisam de apenas 05 minutos para chegar na escola da comunidade, reformada recentemente, através da verba do PDDE Campo (Programa Dinheiro Direito da Escola), com computadores e mini-biblioteca, forro de PVC, piso de cerâmica, espaço para recreação e, especialmente, com a participação ativa da família em sua vida escolar, dentro da Pedagogia da Terra, incluso no Programa Escola Ativa.
As mães já de organizam para denunciar esta situação degradante aos grupos de Direitos Humanos!



 ESCOLA MONSENHOR EUGENIO VILANOVA, LOCALIZADA NO SÍTIO COTUNGUBA, FECHADA PELA INTERVENÇÃO ESTADUAL, OBRIGANDO CRIANÇAS PEQUENAS A PERCORRER MAIS DE 12 KM ATÉ O DISTRITO DE AVENCAS.





 



ESCOLA MARIA AUXILIADORA FARIAS CARNEIRO, LOCALIZADA NO SÍTIO VÁRZEA GRANDE, TAMBÉM FECHADA PELA INTERVENÇÃO ESTADUAL DO GOVERNO DE PERNAMBUCO.
 





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