
CONTATO COM O PROFº CARLÃO: 81-91529690
Reflexões sobre a educação, ação social e as Culturas Indígenas e Afro brasileira.
Dilma,
Não me contive, precisava expressar-me, não poderia ficar calada, como a maioria que se cala por medo ou vergonha de expressar seus sentimentos e desejos, por receio de não ser entendido.
Sou mulher, nordestina, baiana e indígena do Povo Tupinambá de Olivença – sul da Bahia, tenho 50 anos, sou mãe e avó, cheguei ao mundo quando iniciou-se o processo da ditadura neste território, e fui recebida pelas mãos de uma negra que experimentou o regime dos senhorinhos, pois havia nascido no século XIX, nasci em um município, hoje, emancipado, São José da Vitória – Bahia.
Fui criada pela minha avó paterna, indígena que nasceu em Olivença-Ilheús/BA, em 1896, desde aos 28 dias de nascida. Experimentei desde cedo o preconceito e a discriminação por sermos diferentes, fui rejeitada onde vivi e estudei quando criança, pois a escola era de não indígenas. Fui levada a freqüentar igreja, lugar onde conheci a hipocrisia pela primeira vez, nunca vi ambiente mais preconceituoso.
Findos da década de 90, meu povo consegue se reerguer, 2002, vem o reconhecimento oficial pelo governo federal, surge à luta pela demarcação do nosso território sagrado, provocando avalanches de distorções: jogo de interesses, calúnias e difamações através da imprensa escrita e falada deste país. Em 2003, meu pai, me pede para ajudar aos parentes a “tomar aquilo que um dia tomaram deles” palavras ditas por ele, atendo o pedido, em 2008, ele nos deixou.
Confesso-lhe, que muitas vezes sinto uma vontade danada de desaparecer, viver em um lugar que eu não ouça nem o galo cantar, por ver e ouvir tanta coisa sem sentido, pessoas narcotizadas, teleguiadas para serem massa de manobra apenas, fazer o que o PODER quer para se manter, também, sinto vontade com essa idade que eu tenho de ir passar um tempo com os Zapatistas no México, para aprender estratégias de lutas, não para usar armas e sim argumentos, mas também, não tenho nada contra a Senhora por ter participado do Movimento contra a Ditadura, eu acredito que se eu estivesse perto, estaria lado a lado com você, pois, sou contra a todo e qualquer tipo de Ditadura, seja Militar ou Civil, te admiro muito por isso e te conheço pouco, evidente, mas esse foi um dos motivos que passei a te admirar como mulher que és, ouvi em um dos Ministérios em Brasília que a Senhora é um “trator”, como eu gostei de ouvi isso, soou como música aos meus ouvidos, pois sei que nunca se renderá jamais te farão de massa de manobra, sei que és sensata e sabe muito bem o tamanho do problema que é este país, possuidor de uma mentalidade ainda colonialista, e por mais que o seu mandato durasse 20 anos, ainda ficaria muito por fazer.
Dilma permita-me chamá-la assim, quando adentrar aquele palácio chamado de Alvorada, faça-se por merecer, sabes muito bem o que significa essa palavra, portanto promova mudanças, um novo dia, o começo de uma nova era.
Precisamos de educação de qualidade para todos, não essa que está ai, maquiada, só para mostrar índices de alfabetizados, não essa que só favorece quem tem dinheiro, mas, sim uma escola que ajude a pensar, a questionar, liberte esse povo, Presidente! Vivemos encurralados, prontos para servir, somos o celeiro mundial, não somente, de produção de alimentos, bem como, produção de mão de obra barata.
Permita, que nós indígenas, possamos contar nossa história, para que o restante da população brasileira venha ser sabedora dos nossos conhecimentos e da nossa contribuição para a humanidade, não existe nenhum povo sem sabedoria, dar um basta nessa guerra que foi travada contra nos há 510 anos, vivemos em “campus de concentração de guerra”, tiraram a liberdade de um povo a força, cometendo atrocidades, e delimitam áreas que para nossa cultura é ínfima, por isso a desestruturação e degeneração do povo indígena, morremos por desnutrição, inanição, falta de socorro médico, pistolagem, etc. A educação e a saúde implantada nas aldeias indígenas promove o etnocídio, vem pronta do MEC, está longe de ser o modelo que precisamos. Os profissionais de saúde não respeitam nossa sabedoria milenar, nossas tradições. A religião está ainda hoje, cometendo os mesmos erros do período colonial, quando acessam nossas aldeias, A FUNAI, não cumpre o seu papel, ao contrário, tem implantado a discórdia nas comunidades, servindo de cabide de emprego, política de assistencialismo, corrompendo lideranças, distribuindo sementes fora de época de plantio, e muitas vezes com o prazo de validade vencido, distribuição de cestas básicas insuficiente para atender a demanda, e acaba por provocar divisões internas, o indígena não é mendigo, para que cestas básicas? Precisamos de oportunidades, de políticas sérias implantadas em nossas aldeias, precisamos estar presente de fato, na construção de um país mais justo, queremos viver com dignidade, ver os nossos direitos respeitados, queremos que nos ouçam, e queremos nossos territórios demarcados, homologados, desintrusados, e outros ampliados, é o sonho, sim, e daí quem não sonha em viver com dignidade sendo você mesmo? O que é sintetizado nas indústrias farmacêuticas e de cosméticos vem da nossa sabedoria, o que se come nas mesas do mundo inteiro, e ainda é saudável, sem modificação, quem experimentou primeiro fomos nós, quem cuidou do meio ambiente, que os invasores encontraram quando aqui chegaram e ainda cuidamos onde vivemos fomos nós, os Povos Da Floresta.
São tantas coisas, que precisam ser ditas, que tornariam essa carta quilométrica, mas quero me ater às questões atuais, ao seu pleito. Dilma, você está esquecendo-se do que se chama estratégia, também quem sou eu para me ousar tanto, mas, sou uma pessoa do povo, desse povo bem comum, mas, que nasci enxergando, e vejo sua campanha, sendo levada para o caminho obscuro que favorece aos nossos inimigos, os colonos. Ao invés do tom duro, de assuntos polêmicos, como por exemplo: gays, religiões, indígenas, MST, aborto, movimentos sociais ou organização social, segurança, etc., esses assuntos fogem da compreensão de muitos, pois não estão envolvidos com o todo, não se percebem dentro desse contexto, foram separados estrategicamente, para serem alvos fáceis da manipulação, da escravidão “branca”, e do enriquecimento de poucos. Por que não falar das proezas desse governo? Como:
Plataformas da Petrobrás, que estavam indo para Singapura, sucateadas, e hoje, ficam no Brasil, construídas aqui com tecnologia superior, são exemplos significativos, quantos pais de famílias estão empregados, e o que rende ao país?
Pagamento da Dívida Externa,
Crescimento econômico,
Visibilidade internacional
Construção e aberturas de novas universidades,
Pro-Uni,
Bolsa família sim, e por que não? Basta agora criar uma saída para que essas pessoas não precisem por muito tempo dessa assistência,
Escolas Técnicas, CEFETs, etc.
O direito a fala para todos,
O Programa Cultural do MinC, que vem abrindo oportunidades do brasileiro se reconhecer, e fortalecer sua identidade, possibilitando a unidade conviver com às diferenças,
Oportunidades de empregos, e conseqüentemente o aumento da renda familiar etc.
TENHA MUITO CUIDADO, ELES PODEM DERRUBAR UM TRABALHO QUE VEM SENDO CONSISTENTE AO LONGO DESSES OITO ANOS, FALE MENOS QUE ELES E MOSTRE A QUE VEIO!
O assunto segurança, esse não adianta vocês que se fizeram escolhidos para governar este sistema, ter idéias mirabolantes, não condizem com a realidade ainda existente. É mulher, tens sensibilidade, é sabedora que tudo isso se resume em falta de oportunidades para todos, e um processo excludente, que nos acompanha desde a invasão deste território, ou desde que o homem que se diz civilizado e cientificista se sobrepõe, em relação aos outros povos, outros níveis de conhecimentos, pois todos os povos possuem conhecimentos, que contribuem com toda a humanidade. Aqui para nós, o Povo Brasileiro, precisa de auto-estima, emponderamento, e conhecimentos que possibilite uma compreensão do todo, para se tornarem aguerridos!
Onde está à proposta de ensino de qualidade para todos, que coloque o Povo para pensar?
Onde está à saúde pública com acesso para todos, sem exceção de classes?
Onde está ás medidas de aberturas de novas frentes de trabalho?
Onde está o combate a droga, a fome e a pobreza? Ah, esse ai depende de toda essa estrutura funcionando – oportunidades para todos – daí às famílias se estruturam, a política terá mais seriedade e ás religiões cumprirão seu papel. Acredita-se!
Tens coragem, és forte, então lute para que a transformação aconteça e seus ideais sejam colocados em prática, de um país mais coerente e cidadão!
PERDEMOS MUITO NESTE GOVERNO, MAS RETROAGIR JAMAIS!
Yakuy Tupinambá (Indígena do Povo Tupinambá de Olivença)
| Conheça os pratos e restaurantes participantes do Festival Gastronômico de Gravatá | |
| Mais de 20 restaurantes estão participando do evento que movimenta a cidade durante todo o período. Confira abaixo os restaurantes e partos do Festival Gastronômico 2010. | |
Antonieta Ristorante Prato – Aragosta Nipotina Júlia: Lagostas puxadas na manteiga sobre um pequeno ninho de aspargos e creme de emmental, acompanhadas de risoto de manga. (Prato para 1 pessoa). Chef – Raul Sales do Nascimento Endereço – Av. Cícero Batista de Oliveira, 1969 – Prado – Gravatá – PE. Fone – 3533-1786. Arte Café e Confeitaria Prato – Sorvete Vôo Livre: Sorvete de creme com ganache ao leite, praliné crocante e gotas belgas. (Prato para 1 pessoa). Chef – Lidiane Santos Endereço – Rua Cleto Campelo, 210 – Centro – Gravatá – PE. Fone – 3533-3452. Bistrot La Fondue Prato - Carré de Cordeiro à Moda do Chef: Carré de cordeiro puxado ao molho madeira com risoto de abacaxi. (Prato para 1 pessoa). Chef – Barnabé Pereira Endereço – Avenida Cícero Batista de Oliveira, 1900 – Nova Gravatá – Gravatá – PE. Fone – 3533-0030. Café do Abel Prato – Peitinho Sertanejo: Cuscuz peitinho, acompanhado de charque à natas. (Prato para 1 pessoa). Chef – Edna Santos Endereço – Rua Duarte Coelho, 280 – Centro – Gravatá – PE Fone – 3533-7598. Cafeteria Gravatá Prato – Quiche de Charque: Massa leve com recheio regional acompanhada de salada. (Peso). Chef – Josélia Albuquerque Endereço – Rua Cleto Campelo, 180 – Centro – Gravatá – PE. Fone – 3533-0912 Cantina La Massa Prato – Filé Crocante: Filé com crosta de castanha e gergelim com espaguete bolonhesa. (Prato para 1 pessoa). Chef – Aldo José Endereço – Avenida Agamenon Magalhães, 306 – Prado – Gravatá – PE. Fone – 3533-1961. Cantinho da Paz Bar e Restaurante Prato – Charque do Quinho – Charque na chapa, decorada com queijo coalho, cebola, cenoura, salsa; arroz tropeirinho, purê de macaxeira e farofa de jerimum. ((Prato para 2 pessoas). Chef – Carlos Henrique Endereço – Rua Vicente Soares da Silva, 200 – XV de Novembro – Gravatá – PE Fone – 3533-2523. Chocolateria da Serra Prato – Brownie ao Creme Inglês: Brownie de chocolate com castanha de caju regado ao creme inglês e geléia de morango. (Prato para 1 pessoa). Chef – Carolina Maranhão Endereço – Rua Lamartine Farias de Castro, 225 – XV de Novembro – Gravatá – PE. Fone – 3533-2378. Churrascaria Boi na Brasa Prato – Medalhão de Cordeiro ao Vinho: Medalhão de Cordeiro ao vinho com arroz de maçã, macaxeira frita e geléia de menta. (Prato para 2 pessoas). Chef – Jaci Correia Endereço – Avenida Cícero Batista de Oliveira, 1851 – Novo Gravatá – Gravatá – PE. Fone – 3533-4492. Ednaldo Bar Prato – Medalhão ao Molho Madeira: Filé com batatas coradas, palmito, arroz e salsa. (Prato para 2 pessoas). Chef – José Flávio Endereço – Rua Visconde de Pirajá, 09 – Prado – Gravatá – PE. Fone – 3533-4379. Eudes da Cabidela Prato – Cabidela Vida Nova: Galinha à cabidela guarnecida de fava e farofa de jerimum. (Self Service) Chef – Eudes Cardoso Endereço – Avenida Agamenon Magalhães, 270 – Prado – Gravatá – PE. Fone – 3533-4561. Hiper Padaria Gravatá Prato – Bacalhau à Sertaneja: Bacalhau em lascas com macaxeira cremosa ao perfume de coco. (Prato para 4 pessoas). Chef – Maria do Carmo Endereço – Avenida Agamenon Magalhães, 430 – Prado – Gravatá – PE. Fone – 3533-1736. Hotel Portal de Gravatá Prato – Risoto de Cordeiro: Risoto de cordeiro servido com duas costeletas de cordeiro. (Prato para 1 pessoa). Chef – Edmilson Caetano do Nascimento Endereço – Avenida Cícero Batista de Oliveira, s/n, KM 82 – Gravatá – PE. Fone – 3533-0288. La Fondue Restaurante Prato – Filé ao Molho de Pitanga: Filé ao molho de pitanga acompanhado de risoto de queijo coalho e rúcula, batata ao forno e um leve toque de farofa de canela. (Prato para 1 pessoa). Chef – Severino Ferreira de Lima Endereço – Avenida Cícero Batista de Oliveira, 1993 – Gravatá – PE> Fone – 3533 – 3685. Mania Caseira Prato - Charque Mania Caseira: Charque desfiada empanada coberta com molho cordon bleu, acompanhada com arroz à grega e fritas. (Prato para 2 pessoas). Chef – André de Oliveira Endereço – Rua Manoel Bento da Silva, 75 – Santo Antônio – Gravatá – PE. Fone – 3533-1639. Make Tudo Self-Service Prato – Carne de Sol Recheada: Carne de sol recheada com queijo coalho, coberta com molho suíço, arroz de espinafre, batatas palha e palitos sauté. (Self-Service). Chef – José Antônio de Albuquerque Filho Endereço – Ra Lamartine Farias de Castro, 93 – Gravatá – PE. Fone – 3533-5566. Oficina da Charque Prato – Cordeiro Matuto: Filé de cordeiro na brasa acompanhado por farofa matuta, vinagrete, arroz e geléia de menta. (Prato para 1 pessoa). Chef – José Wellington Endereço – Avenida Cícero Batista de Oliveira, 2045 – Gravatá – PE. Fone – 3533-1652. Paulo Medeiros Buffet Prato – Frango do Reino: Frango grelhado ao molho gruyére com mação verde, queijo do reino e batata noisette. (Prato para 1 pessoa). Chef – Paulo Medeiros Endereço – Rua Duque de Caxias, 50 – Centro – Gravatá – PE. Fone – 9966 – 3038. Picanha da Serra Prato – Picanha Nobre: Picanha nobre na manteiga de ervas, arroz à grega, farofa de ovos e batatas aperitivo. (Prato para 3 pessoas). Chef – Rodrigo Esteves Endereço – Rua Quinze de Novembro, 1472 – Gravatá – PE. Fone – 3533-1452. Restaurante Bar da Salada Prato – Pescada Amarela: Pescada amarela ao molho de manga com arroz de frutos do mar e batatas sauté. (Prato para 2 pessoas). Chef – Joab Vieira Endereço – Avenida Cícero Batista de Oliveira, 1275 – Prado – Gravatá – PE. Fone – 3533-3774. Restaurante Recanto Regional Prato – Picanha de Cordeiro ao Molho de Ervas: Picanha de cordeiro com arroz de brócolis e purê de abóbora. (Prato para 2 pessoas). Chef – Manoel Sebastião Endereço – Rua Conselheiro Laurindo Gomes, 03 – Gravatá – PE. Fone – 3533-1385. Com informações do site da PREFEITURA MUNICIPAL DE GRAVATÁ | |

Pernambucano não fica solteiro, ele fica "solto na bagaceira". (que linda palavra)rsrsrs...
Pernambucano não vai embora, ele "pega o beco".
Pernambucano não diz 'concordo com você', ele diz: issssso, homi!!!
Pernambucano não conserta, ele "imenda".
Pernambucano quando se empolga, fica com a "mulesta dos cachorro.”
Pernambucano não bate, ele 'senta-le' a mão. (entra aí)
Pernambucano não bebe um drink, ele "toma uma". (Não só toma uma, como toma todas)
Pernambucano não é sortudo, ele é "cagado". (kkkkkk)
Pernambucano não corre, ele "dá uma carreira".
Pernambucano não malha os outros, ele "manga".
Pernambucano não conversa, ele "resenha".
Pernambucano não toma água com açúcar, ele toma "garapa".
Pernambucano não mente, ele "engana".
Pernambucano não percebe, ele "dá fé".
Pernambucano não sai apressado, ele sai "desembestado". (adoro essa palavra)
Pernambucano não aperta, ele "arroxa".
Pernambucano não dá volta, ele "arrudeia". (a melhor do dicionário)
Pernambucano não é chato, é "cabuloso".
Pernambucano não é cheio de frescura, é cheio de "pantim". (Pantim da gôta Homeee!!!!)
Pernambucano não pula,"dá pinote".
Pernambucano não briga, "arenga".
Pernambucana não fica grávida, fica "buchuda".
Pernambucano não fica bravo, fica com a "gota serena".
Pernambucano não fica apaixonado, ele "arrêia os pneus".
Pernambucano quando liga pra alguém não diz alô, atende e diz logo:- Tais ondi?
FALANDO SÉRIO:
INFORMAÇÃO É O CAMINHO PARA EXTINÇÃO DO PRECONCEITO
Quando o assunto é língua, existem na sociedade duas ordens de discurso que se contrapõem: (1) o discurso científico, embasado nas teorias da Lingüística moderna, que trabalha com as noções de variação e mudança; e (2) o discurso do senso comum, impregnado de concepções arcaicas sobre a linguagem e de preconceitos sociais fortemente arraigados, que opera com a noção de erro.
Para as ciências da linguagem, não existe erro na língua. Se a língua é entendida como um sistema de sons e significados que se organizam sintaticamente para permitir a interação humana, toda e qualquer manifestação lingüística cumpre essa função plenamente. A noção de “erro” se prende a fenômenos sociais e culturais, que não estão incluídos no campo de interesse da Lingüística propriamente dita, isto é, da ciência que estuda a língua “em si mesma”, em seus aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos. Para analisar as origens e as conseqüências da noção de “erro” na história das línguas será preciso recorrer a uma outra ciência, necessariamente interdisciplinar, a Sociolingüística, entendida aqui em sentido muito amplo, como o estudo das relações sociais intermediadas pela linguagem.
A noção de “erro” em língua nasce, no mundo ocidental, junto com as primeiras descrições sistemáticas de uma língua (a grega), empreendidas no mundo de cultura helenística, particularmente na cidade de Alexandria (Egito), que era o mais importante centro de cultura grega no século III a.C.
Como a língua grega tinha se tornado o idioma oficial do grande império formado pelas conquistas de Alexandre (356-323 a.C.), surgiu a necessidade de normatizar essa língua, ou seja, de criar um padrão uniforme e homogêneo que se erguesse acima das diferenças regionais e sociais para se transformar num instrumento de unificação política e cultural.
Data desse período o surgimento daquilo que hoje se chama, nos estudos lingüísticos, de Gramática Tradicional – um conjunto de noções acerca da língua e da linguagem que representou o início dos estudos lingüísticos no Ocidente. Sendo uma abordagem não-científica, nos termos modernos de ciência, a Gramática Tradicional combinava intuições filosóficas e preconceitos sociais.
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DICAS VALIOSAS:
Leia o texto completo no site do Profº Marcos Bagno: http://marcosbagno.com.br/site/
leia o livro do mesmo autor "Preconceito Linguístico".
[Tutor Virtual] Augusto Neves da Silva Monday, 18 October 2010, 19:03 | |
QUEM DETERMINA O FATO HISTÓRICO?
Texto de Jaime Pinsky por Sunamita Oliveira
O que é a verdade? Ela se aplica a todos os mortais? Não seria a verdade, seja ela de qualquer raiz ou espécie, uma convenção meramente destinada a corresponder os ideiais de um determinado grupo, seja por conveniência, acomodação ou imposição, com intuito manipulador? Creio que as perguntas movem o mundo, tal qual apropriadamente cita-se em um conhecido comercial da televisão brasileira.
A história do Brasil começou a ser escrita sob a ótica de uma verdade, a partir de 1500, e hoje sabemos não ser aquela a verdade absoluta dos fatos. Onde pretendo chegar com estas indagações e observações? Desde a apropriação da escrita pelo homem, temos relatos de fatos ocorridos em diversas partes do mundo, onde alguns seres humanos foram considerados inferiores a determinado grupo que detinha o poder, ora pela cor de sua pele, ora por suas crenças (ou falta delas).
Tudo que fosse contrário ao que era pregado por determinado grupo ou indivíduo, como no caso do período absolutista, onde o rei tinha a supremacia das decisões políticas e até religiosas, era submetido a castigos severos ou até mesmo a morte.
Através desta forma de dominação e controle das massas, se apregoou, por exemplo, com a entrada do cristianismo em países como o nosso, o conformismo, uma vez que, ser pobre (dentre outras mazelas), passa a ser um castigo divino concernente dos pecados humanos. Essa postura de um grande número de pessoas inquietou muitos pensadores, dentre os quais destaco Karl Marx, a quem atribuem a frase: “A religião é o ópio do povo”.
Polêmicas à parte, destaco também a questão levantada por Jaime Pinsky sobre a “democracia” racial brasileira. Com todo respeito que me é devido ao grande Gilberto Freyre, por ser precurssor de um grande debate e por ter “colocado o dedo em nossa ferida”, de certa forma, só agora no século XXI é que começamos a compreender, com mais clareza o contexto de Casa Grande e senzala, e algumas expressões do autor que colocava o açúcar e as frutas tropicais nas mãos das negras africanas, para adoçar a boca de seus algozes, perpetuando a figura do negro como vítima, sem permitir-lhe ser protagonista de sua própria história, tal qual nossos nativos.
Recentemente, um professor de História fez a seguinte observação: “...conheci os índios selvagens do Pará”. Não questionei no momento, apenas refleti sobre o quanto ainda precisamos tirar as armaduras que atrapalham e impedem nosso crescimento, tanto como indivíduos melhores, menos rudes e preconceituosos, quanto como profissionais que façam a diferença em sua atuação, contribuindo de forma significativa com nossa própria história.
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS
Pastor Presidente Ailton José Alves
Programa Radiofônico VOZ DA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM GRAVATÁ
Na Rádio Clima FM98,5 Mz. Das 22:00 ás 00:00 Horas.
De Domingo á Quinta-Feira
Direção Geral Pastor Presidente Ailton José Alves
Direção local Pastor Amaro Januário de Souza Filho
37º Aniversário do Conjunto Brilho Celeste em Uruçu-Mirim
PROGRAMAÇÃO
Sábado dia 16/10-Abertura
Grupo Eletrônico SHEKINAR (Cong. Boa Vista)
Conjunto Mensageiros de Cristo (Cong. Maria Auxiliadora)
Conjunto El-Elyon (Cong. Área Verde)
Cantores: Dayane e a Dupla Erveton e Elionay
Pregador:
Domingo dia 17/10- Manhã Missionária / á tarde desfile
Banda Musical Oasis (Lagoa do Carro)
Grupo Eletrônico SHEKINAR (Cong. Boa Vista)
Conjunto Lírios dos vales (Cong. Boa Vista)
Conjunto Ungidos de Deus (Cong. Norte)
Conjunto El-Elyon (Cong. Área Verde)
Cantores: Dayane e a Dupla Erveton e Elionay
Cantora: Sorania
Pregador:



Sunamita, como é bom ler o que escreve. Parabéns. Muito bom o seu texto, bem escrito que pena que vc não pode comparecer a aula, mas haverá outras oportunidades. Tal como vc também acredito que devemos nos despreender das amarras dos preconceitos, também sei que não é um processo fácil. Em relação ao texto, acredito que vc deveria argumentar mais em relação ao papel da verdade dentro da história, não que tenha sido pouco, é que vc escreve tão bem que queria ler mais. Em relação ao Gilberto Freyre concordo com vc quando afirma ver hoje na sua obra Casa Grande e Senzala um sentido despolitizador e de invisualizar o negro como agente construtor de sua própria história. Um abraço.