
Vamos ajudar pessoal. Além de podermos ajudar a salvar a vida de Izabella, poderemos salvar muitas outras vidas também.




Lembre-se: A gente nunca sabe quando vai precisar!!
Reflexões sobre a educação, ação social e as Culturas Indígenas e Afro brasileira.













Com apenas 30 anos, Uelson José de Araújo, conhecido como Gordo, faleceu em acidente na PE-217, no dia 9 de junho de 2010.
Uelton voltava do trabalho de sua esposa Isabele, quando foi atingido por um veículo, que trafegava na contramão da rodovia. O condutor do automóvel fugiu sem prestar socorro às vítimas, deixando Uelson morto e sua esposa, que estava na garupa de sua moto, gravemente ferida.
Desde o assassinato do cacique Xikão, em maio de 1998, Gordo assumiu as atividades de articulação, coordenação e mobilização do povo de sua região, vindo a ser presidente da Associação Indígena Xukuru do Ororubá.
O corpo da vítima foi transportado ainda ontem para a Aldeia Santana, município de Pesqueira (PE), local onde ocorreu o acidente. Sua esposa continua internada no Hospital Regional de Caruaru.
A Coordenação das Organizações Indígenas - COIAB chama a atenção das autoridades responsáveis pela manutenção da PE-217, estrada que corta a terra indígena Xukuru, por ser muito estreita, acidentada, não possuir acostamento e pelas péssimas condições do asfalto, colocando em risco a vida das comunidades que vivem naquel local.
| Parque Municipal – Prefeitura consegue junto ao Governo verba para a obra | |
| Desde o primeiro semestre de 2009, a prefeitura de Gravatá, na pessoa do prefeito Ozano Brito, vem batalhando para a conquista do parque. | |
| A prefeitura passou todo o semestre de 2009 regularizando a documentação do terreno. A partir de então, o governador Eduardo campos, encaminhou Projeto de Lei para a Assembléia Legislativa, doando o terreno para Gravatá. Em seguida foi assinado o contrato de sessão de uso. Mas para que tudo isso fosse possível, foi necessário que a prefeitura de Gravatá, contratasse uma empresa para que a mesma realizasse um projeto para arquitetônico para ser apresentado. A Prefeitura investiu cerca de 120 mil reais. Recentemente Eduardo Campos esteve em Gravatá e foi recebido pelo prefeito Ozano Brito que mais uma vez fez vários pleitos em busca de benefícios para o município, entre eles, o Parque Municipal. O governador visitou o terreno destinado ao parque que fica localizado ao lado do Hospital Dr. Paulo da Veiga Pessoa, viabilizando a obra. A verba destinada ao Parque Municipal de Gravatá, será de 4,5 milhões de reais. Veja abaixo a Lei Nº 13.924 de 02 de dezembro de 2009. Diário Oficial Estado de Pernambuco Ano LXXXVI – Recife, quinta-feira 3 de dezembro de 2009 – Nº225 LEI Nº13.924, DE 02 DE DEZEMBRO DE 2009. Autoriza o Estado de Pernambuco a ceder o direito de uso do imóvel que indica, situado no Município de Gravatá, e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Fica o Estado de Pernambuco autorizado a ceder ao Município de Gravatá, neste Estado, pelo prazo de 50 (cinqüenta) anos, o direito de uso do imóvel de sua propriedade, e benfeitorias porventura existentes, denominado Área 2, bairro de Nossa Senhora das Graças, registrado no Cartório geral de Imóveis de Gravatá, no livro 2-A34, fis. 19, matrícula sob o número 20781, no Município de Gravatá neste Estado, com área total de 37.956,44m², individualizado conforme Memorial Descritivo constante do Anexo Único da presente Lei. Art. 2º A cessão do direito de uso do imóvel de que trata esta Lei operar-se-à a título gratuito, sendo destinado o imóvel à implantação e funcionamento de complexo de lazer e turismo no Município de Gravatá, neste Estado. Parágrafo Único – O imóvel de que trata a presente Lei destinar-se-à, exclusivamente, ao fim previsto no caput deste artigo, obrigando-se o Município a dar destinação devida ao bem cedido, e bem assim mantê-lo em bom estado de conservação e uso, sob pena de rescisão contratual, respondendo o cessionário por perdas e danos. Art. 3º Findo o prazo de vigência da cessão de uso, a renovação para novo período dar-se-à através de lei. Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação Art. 5º Revogam-se as disposições em contrário. PALÁCIO DO CAMPO DAS PRINCESAS, em 02 de dezembro de 2009. Do site da prefeitura: www.prefeituradegravata.com.br | |
Nesta terça-feira, 8, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acompanhando, por maioria, o voto do juiz federal Guilherme Mendonça, concedeu habeas corpus para Rosivaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau, do povo Tupinambá. A medida também beneficia o irmão do cacique, Givaldo Ferreira da Silva, e os demais envolvidos no processo.
A turma cassou os dois decretos de prisão preventiva, por orientação do desembargador Tourinho Neto, por excesso de prazo. De acordo com o argumento, a Polícia Federal teria 81 dias para concluir as investigações, mas já se passaram 90 dias. Os inquéritos ainda existem, mas os indígenas responderão aos processos em liberdade. A decisão abarca dois habeas corpus, um impetrado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e outro pelo Ministério Público Federal (MPF). Antes da concessão destes habeas corpus, outros dois, impetrados pelo MPF, já haviam sido indeferidos.
Babau tem estado à frente das mobilizações e lutas de seu povo em busca de seu território tradicional, o que para muitos é considerado como formação de bando ou quadrilha.
Prisão
Babau foi preso na madrugada do dia 10 de março, enquanto dormia em sua casa com a mulher e o filho. A ação truculenta da Polícia Federal aconteceu de forma ilegal, com evidente violação de residência, prisão por policiais federais não identificados e demora na apresentação da liderança à delegacia. A prisão aconteceu às 2h30, mas Babau só chegou à delegacia pela manhã apresentando hematomas no rosto e dores nos rins.
O irmão de Babau, Givaldo Ferreira da Silva, também estava preso preventivamente por decisão do juiz federal Pedro Holliday. Ele foi detido em frente à garagem onde entregava seu carro para consertos, em Buerarema. Os dois chegaram a ser transferidos no dia 16 de abril para a penitenciária federal de segurança máxima em Mossoró, Rio Grande do Norte. |

Ciclo de palestras sobre cultura e movimento indígenas
Palestrantes
Álvaro Tukano
Líder indígena da etnia Tukano
Idealizador do Projeto Séculos Indígenas no Brasil
Ailton Krenak
Líder indígena da etnia Krenak
Idealizador do Projeto Séculos Indígenas no Brasil
Diretor do Núcleo de Cultura Indígena
Américo Córdula
Secretário da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Minc
André R.F. Ramos
Indigenista e historiador
Técnico da Coordenação Geral de Educação da FUNAI
Cristovam Buarque
Senador da República
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)
Édison Hüttner
Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Cultura Indígena (PUCRS)
Professor Doutor da PUCRS
Frank Coe
Cineasta
Coordenador geral do Projeto Séculos Indígenas no Brasil
Fernanda Jófej Kaingang
Advogada indígena
Mestre em direito público pela UnB
Diretora Executiva do INBRAPI
Zaqueu Kaingang
Líder indígena da etnia Kaingang
Bacharel em pedagogia pela UFRGS
Local
Auditório do IESB
SGAS quadra 613/614
Lote 97/98 - L2 Sul
Brasília/DF
Amplo estacionamento.
17 e 18 de Junho de 2010
Turno da manhã: 8h30-12h30
Turno da tarde: 14h-18h
Para os participantes dos Módulos I e II
SGAS 907 Conjunto A
A Polícia Federal prendeu na tarde de hoje, feriado de Corpus Christi, a índia Glicéria Tupinambá e seu filho de apenas (02) dois meses. Glicéria é liderança de seu povo e membro da Comissão Nacional de Política Indigenista – CNPI. Vinculada ao Ministério da Justiça, a CNPI tem entre seus integrantes representantes de 12 ministérios, 20 lideranças indígenas e dois representantes de entidades indigenistas. Na tarde de ontem, 2 de junho, Glicéria participou da reunião da CNPI com o Presidente Lula, oportunidade em que denunciou as perseguições de que as lideranças Tupinambá têm sido vítimas por parte da Polícia Federal no Sul da Bahia.
No dia seguinte, quando tentava retornar para sua aldeia, Glicéria – tendo ao colo o seu bebê de dois meses – foi detida ao descer do avião, ainda na pista de pouso do aeroporto de Ilhéus (BA), e diante dos demais passageiros, por três agentes da Polícia Federal, numa intenção clara de constrangê-la. O episódio foi testemunhado por Luis Titiah, liderança Pataxó Hã-hã-hãe, também membro da CNPI, que a acompanhava.
Após ser interrogada durante toda a tarde na sede Polícia Federal em Ilhéus, sempre com o bebê ao colo, Glicéria recebeu voz de prisão da delega Denise ao deixar as dependências do órgão. Segundo informações ainda não confirmadas, a prisão foi decretada pelo juiz Antonio Hygino, da Comarca de Buerarema (BA), sob a alegação de Glicéria ter participado no seqüestro de um veículo da META (empresa que presta serviço de energia na região). Esse juiz em entrevista concedida ao repórter Fábio Roberto para um jornal da região, se referiu aos Tupinambá como “pessoas que se dizem índios”. Mãe e filho serão transferidos para um presídio na cidade de Jequié, distante cerca de 200km de sua aldeia.
Desde que a FUNAI iniciou o processo de demarcação da Terra indígena Tupinambá as fazendas invasoras da terra indígena passaram a contratar pistoleiros, fazendeiros dos municípios de Ilhéus e Buerarema iniciaram campanhas difamatórias nas rádios e jornais locais, incitando a população regional contra os índios, o que resultou numa série de conflitos envolvendo pistoleiros, fazendeiros e indígenas. Como conseqüência da disputa pela posse da terra os Tupinambá respondem a uma série de inquéritos e processos criminais patrocinados pela Polícia Federal, numa estratégia clara de criminalização de sua luta legítima em defesa de seu território tradicional. Em decorrência dessa ofensiva de criminalização já estão presos os indígenas Rosivaldo (conhecido como cacique Babau) e Givaldo, irmãos de Glicéria que passa a ser terceira presa política Tupinambá.
A animosidade nutrida pela Polícia Federal em relação aos Tupinambá já se tornou crônica. No dia 23 de outubro de 2008, numa ação extremamente agressiva, a PF atacou a comunidade indígena da Serra do Padeiro, deixando 14 Tupinambá feridos à bala de borracha, destruiu casas e veículos da comunidade, a escola indígena e seus equipamentos, e ainda deteriorou a merenda escolar. Dois Tupinambá foram presos na ocasião. Em junho de 2009, após outra ação de agentes da PF juntamente com fazendeiros - numa ação de reintegração de posse -, sinais de tortura em cinco Tupinambá ficaram comprovados por exames de corpo de delito realizados no Instituto Médico Legal do Distrito Federal. O inquérito, levado a cabo pelo mesmo delegado que coordenou a ação dos agentes, concluiu entretanto pela inocorrência de tortura. Nenhum dos agentes foi afastado durante ou após as investigações. No dia 10 de março de 2010, numa ação irregular, a Polícia Federal invadiu a residência do cacique Babau em horário noturno (duas horas da madrugada), destruindo móveis e utilizando extrema força física para imobilizar o Cacique, que acreditava estar diante de pistoleiros, pois os agentes estavam camuflados, com os rostos pintados de preto, não se identificaram e não apresentaram mandado de prisão, além de proferir ameaças e xingamentos.
O Conselho Indigenista Missionário, preocupado com a integridade física e psicológica de Glicéria e seu filho, vem a público manifestar mais uma vez o seu repúdio ao tratamento dispensado por órgãos policiais e judiciais ao Povo Tupinambá. Reafirma seu compromisso em continuar apoiando a luta justa do povo pela demarcação de seu território tradicional e conclama a sociedade nacional e internacional a se manifestar em defesa da causa Tupinambá e pela imediata libertação de seus líderes.
Brasília, 3 de junho de 2010.
Conselho Indigenista Missionário – Cimi
