"Acreditando na magia que existe na educação! Buscando ser a mudança que quero ver no mundo"!
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sábado, 23 de janeiro de 2010

ALUNAS DO CURSO DE PEDAGOGIA da U.V.A EM GRAVATÁ CONHECEM CULTURA FULNI-Ô

Em Ouricuri, com as explicações do nosso guia, Werle Fulni-ô - estudante de Pedagogia da U.V.A. Ao lado, a Professora Carmem posa com um cocar ao lado das simpáticas crianças fulni-ô.


Na casa do Pajé - sabedoria. Ao lado, as crianças que realizaram apresentação de dança e cantos.




Dois momento
s: A direita, todos ouvindo as explicações do Prof. Fulni-ô Werle, nosso guia durante a visita. Ao lado, fazendo questionamentos sobre a água e outras formas de preservação ambiental.


A direita, o Juazeiro Sagrado. A professora Carmem com duas jovens suecas que nos acompanharam.



Neste sábado (23), a turma do IV Período do curso de Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú, alunas da Professora Maria do Carmo, visitaram a cidade de Águas Belas para conhecer a Aldeia Indígena Fulni-ô. A visita iniciou pela aldeia próxima a cidade de Águas Belas, com uma apresentação de 06 crianças Fulni-ô, que cantaram e dançaram algumas das músicas entoadas em seus rituais na língua nativa Yathê.
O povo Fulni-ô soma cerca de 7 mil indivíduos, e todos são bilingues, conversando entre si sempre na língua nativa, e só recorrendo ao português na presença de estranhos.
Além da dança, as alunas puderam conhecer um pouco do artesanato e conversar com o Pajé -líder espiritual do povo e dois professores da aldeia - D. Ivanilda e Werle, também estudante de Pedagogia da U.V.A. A figura do Pajé, um senhor de idade e fala mansa, ficou marcada, pelo zelo que tem pelos costumes e tradições.
Após este momento, a turma se dirigiu a Aldeia de Ouricuri, distante 5 km de Águas Belas, local usado como retiro espiritual do povo Fulni-ô durante 3 meses do ano, nos meses de Setembro, Outubro e Novembro. O calendário escolar é modificado para não interferir com o período do Ouricuri, nem atrapalhar o desempenho dos alunos nas escolas.
Como estamos no mês de Janeiro, encontramos a aldeia completamente vazia, exceto pela presença de dois jumentinhos e alguns porcos. Todas as casas (em torno de 600) ficam fechadas durante 09 meses, mas, encontramos vários resíduos, tanto nas ruas apertadas do Ouricuri, onde o povo se reúne em torno do Juazeiro Sagrado (exceto as mulheres, que ficam do lado oposto onde se encontra a árvore tida como sagrada, por ser a única da espécie sem espinho), mas também no acesso a localidade, o que nos fez refletir como a influência da civilização não índia foi aprendida por eles, que consomem refrigerantes, biscoitos recheados, latas diversas e descartam a céu aberto.
Além das alunas da UVA, duas suecas que realizam trabalho sobre meio-ambiente em Gravatá, através de intercâmbio cultural, apadrinhadas pela empresária Mallin (POUSADA ECOLÓGICA SEMPRE VERDE) também participaram da viagem e ficaram chocadas com o lixo encontrado na aldeia.


Eu, a Professora Carmem e as crianças fulni-ô



A Professora Carmem com o índio fulni-ô Werle - futuro pedagogo


A cidade que só é povoada durante 3 meses no ano - Ouricuri

O belo artesanato Fulni-ô


A atividade contou com o apoio cultural do presidente do PT _ Regis da Banca, do Vereador Pedro Martiniano, Sr. Arnaldo do Cesta Básica , do Vereador Doca da Cavalhada e da Vereadora Ana de Jací.


NOTA:

AS CONSTATAÇÕES QUE FIZEMOS ACERCA DA INFLUÊNCIA DA CULTURA NÃO-ÍNDIA COM RELAÇÃO A PRODUÇÃO DE RESÍDUOS, NÃO DIMINUIU NOSSO ENCANTAMENTO PARA COM OS ÍNDIOS FULNI-Ô, QUE SÃO UM EXEMPLO DE GARRA E RESISTÊNCIA, POIS ALÉM DA PRESERVAÇÃO DA LÍNGUA NATIVA, MANTÉM SEUS RITUAIS E CONVIVÊNCIA, TAL QUAL VIVIAM SEUS ANTEPASSADOS.
AS CRIANÇAS FORAM ENCANTADORAS EM SUA APRESENTAÇÃO, E A COMPANHIA DO FUTURO PEDAGOGO WERLE NOS DEIXOU MUITO FELIZES.
NOSSA OBSERVAÇÃO NÃO TEM A INTENÇÃO DE DENEGRIR A IMAGEM DO POVO, APENAS DE ALERTAR PARA A PRESERVAÇÃO DE UMA NATUREZA JÁ TÃO DEVASTADA PELO CAPITALISMO.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ALUNOS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ VISITAM ALDEIA FULNI-Ô


Índios Fulni-ô (Imagem: google)


Aldeia em Águas Belas - Tribo Fulni-ô


A disciplina EDUCAÇÃO INDÍGENA instituída pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, irá promover um intercâmbio cultural com as alunas do IV Período, através de uma aula de campo em Águas Belas, na Tribo Indígena Fulni-ô. A disciplina é lecionada pela professora Maria do Carmo, mestranda do curso de História pela UFRPE.
O ensino acerca da Cultura Indígena tornou-se obrigatório a partir da implementação da Lei Federal 11.645/08, que ratifica a Lei 11.639, onde se abordava a Cultura Afro-brasileira.


Após 500 anos de distorções, a educação indígena começa a ganhar forma própria

Numericamente eles são poucos. Somam 300 mil pessoas, 0,2% da população nacional. Culturalmente, porém, os índios têm uma enorme riqueza. São cerca de 180 línguas faladas por 218 povos espalhados por quase todos os estados (as únicas exceções são Piauí e Rio Grande do Norte). Cada uma das comunidades é dona de um universo social próprio. A variedade passa pela maneira de pensar — sobre a vida, a morte e o tempo —, pelo modo de organização política e econômica e também pelas experiências históricas de contato com a civilização branca. "Não há uma comunidade indígena padrão. Por isso, devemos pensar na educação desses povos como algo flexível, democrático e que leve em consideração a língua, a vontade e a realidade das comunidades", explica Betty Mindlin, doutora em Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Historicamente, as escolas de aldeias sempre estiveram empenhadas em integrar as populações indígenas à sociedade branca. "Havia uma crença equivocada de que os índios constituíam uma categoria étnica transitória e fadada à extinção", explica Kleber Gesteira, coordenador de Educação Indígena do Ministério da Educação. Sob a influência desse pensamento, os professores que atuavam nessas unidades eram treinados para alfabetizar em português. "As línguas indígenas, quando consideradas, serviam apenas para traduzir e facilitar a transmissão de conteúdos valorizados pela cultura européia", explica. Não é preciso muito esforço para imaginar que esse modelo contribuiu para o enfraquecimento e o desaparecimento de vários idiomas.

Tempo de conquistas

Por volta de 1975 esse contexto começou a mudar, com a mobilização de setores da sociedade nacional e internacional dispostos a colaborar com os povos indígenas. "O movimento ganhou força e integrou o amplo processo de reorganização da sociedade civil", lembra-se Nietta Lindemberg, educadora integrante da Comissão Pró-Índio do Acre. Com isso, vários povos, superando a herança de dominação e de perda de contingentes populacionais, passaram a se organizar para enfrentar as ações integracionistas. "Começamos a dar um novo significado ao processo educativo, colocando a escola como espaço capaz de assegurar o acesso a conhecimentos gerais sem negar as especificidades culturais e a identidade dos grupos", complementa Nietta.

O esforço foi coroado pela Constituição de 1988 (que deu às populações indígenas o direito de manter-se como tal e, ao mesmo tempo, ter educação escolar diferenciada, intercultural e bilíngüe); pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que obriga os sistemas de ensino a desenvolver programas específicos e material didático diferenciado; e, mais recentemente, com o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas.

Graças a isso, começaram a surgir experiências mais estruturadas de reformulação pedagógica e de resgate das tradições. Uma delas tem lugar na Escola Joaquim Souto Maior, no território da Taba Lascada, no município de Cantá, em Roraima. Usando um dicionário na língua wapichana, os 12 professores da unidade produziram materiais didáticos próprios. "Queremos avançar sem esquecer nossas origens", diz o diretor, Severino da Silva.

Formação de professores

A oferta dessa modalidade de ensino, porém, depende primordialmente de um fator: a formação de professores indígenas. E esse é o principal desafio hoje. De acordo com o Censo Escolar Indígena, realizado em 1999, dos 4 mil professores que atuam em aldeias — a maioria do sexo masculino —, apenas 17% têm o Magistério Indígena e só 1,5% completaram algum curso superior. "Precisamos de educadores capazes de combinar dois mundos distintos, por vezes opostos, para garantir o direito à pluralidade cultural, combater o racismo e o preconceito e fundar uma cidadania verdadeira", complementa Betty.

A primeira experiência de formação em nível superior na região Norte — área que abriga mais de 60% da população indígena — teve início este ano pela Universidade Federal de Roraima. Ao todo, são 60 professores índios que passaram num vestibular adaptado e estão matriculados na Licenciatura Intercultural, curso semipresencial e transdisciplinar formatado com os conhecimentos acumulados pelas organizações indígenas. Em cinco anos, eles sairão aptos a lecionar em qualquer série da Educação Básica, especializados nas próprias línguas maternas e prontos para reestruturar suas escolas, que ainda funcionam pela lógica "branca". "É preciso criar disciplinas e maneiras de ensinar, respeitando o modo ancestral de transmitir conhecimentos, que é o de não compartimentar o saber", explica o coordenador pedagógico Fábio Carvalho.

Foto: Daniel Aratangy
Foto: Daniel Aratangy

"Antes a gente lutava com espíritos e bichos. Eu continuo guerreiro, só que minha arma é a educação. Luto pela sobrevivência da cultura do meu povo"



Wy’ywyzu, ou Severino da Silva, professor wapichana da Escola Estadual Joaquim Souto Maior, de Cantá (RR)

Os números da educação indígena
4 mil
professores
1 392 escolas
115 174 matrículas na Educação Básica
Fonte: Inep

Quer saber mais?

Shenipabu Miyui: História dos Antigos, autoria coletiva da Organização dos Professores Indígenas do Acre, 168 págs., Ed. da Universidade Federal de Minas Gerais, tel. (0_ _31) 3499-4650, 27 reais

A Temática Indígena na Escola: Novos Subsídios para Professores de 1º e 2.º Graus, Aracy da Silva e Luís Grupioni, 575 págs., Edusp, tel. (0_ _11) 3091-4006, 65 reais

Exclusivo on-line
Veja a íntegra do projeto pedagógico do curso de Licenciatura Intercultural da Universidade Federal de Roraima



Fonte: www.revistaescola.abril.com.br

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

VOLTA AS AULAS: Todas as leituras!

Ler não é fácil. Mas estudos mostram que é possível explorar na escola os diferentes tipos de texto que usamos no dia-a-dia. Conheça as melhores estratégias para ensinar as turmas de 1ª a 8ª série a ler por prazer, para estudar e para se informar

Diversidade: com sua mala de leitura, a bibliotecária Lucila (à esq.), de Belo Horizonte, apresenta jornais, livros, revistas e muito mais. Montagem: Alexandre Camanho/Foto: Pedro Motta
Diversidade: com sua mala de leitura,
a bibliotecária Lucila (à esq.), de Belo
Horizonte, apresenta jornais, livros, revistas
e muito mais. Montagem: Alexandre Camanho
/Foto: Pedro Motta


Todos os dias, Lucila Braga Ribeiro prepara uma grande mala. Pensando em seus companheiros de "viagem", escolhe os melhores "passaportes": livros de ação, de terror, romances, contos de fadas, revistas, jornais, fascículos, dicionários... Mal chega à biblioteca da EE Professor Batista Santiago, em Belo Horizonte, ela é logo cercada pelas crianças, eufóricas para conhecer os novos "destinos". Todos se oferecem para ajudar a carregar a preciosa carga, já desgastada após tantas aventuras. "Quando olhamos o material, é aquele alvoroço", festeja a bibliotecária. Muitas vezes, o percurso começa com uma leitura em voz alta. Em seguida, quem quiser pode pegar outros livros de literatura e dar seqüência ao "passeio" em grupo ou sozinho. Mas há outras paradas previstas. Lucila também estuda com os "viajantes" e, nessa situação, todos navegam em silêncio e fazem anotações e esquemas para compreender trechos de enciclopédias e fascículos.

Com sua mala, Lucila proporciona à turma exatamente o que os especialistas recomendam: trabalhar não apenas "leitura", mas todas as leituras que se apresentam no nosso dia-a-dia. Que leituras? Textos para buscar informações práticas, satisfazer curiosidades, informar-se sobre o que acontece no mundo, divertir-se, aprender, relacionar-se com as pessoas, fazer amigos. Com um detalhe muito importante: ela utiliza estratégias e comportamentos diferentes para cada uma dessas atividades. Afinal, ninguém lê uma notícia de jornal da mesma maneira que mergulha num romance.

Ler, todo mundo sabe, está longe de ser uma tarefa fácil. Dá muito mais trabalho do que ver televisão, ouvir música ou pensar na vida. Qualquer leitura exige o domínio da língua e suas nuances, além de tempo e concentração, determinação e conhecimento sobre o tema (ou vontade para aprender e descobrir). Mas ler é o único jeito de se comunicar de igual para igual com o restante da humanidade, seja no tempo por meio de textos escritos por gente que já morreu, como Jean Piaget ou William Shakespeare , seja no espaço ao ver, em jornais, livros e revistas, o que japoneses ou alemães acham de eventos que estão ocorrendo neste exato momento. É nos escritos que desvendamos outras culturas, que hábitos e histórias diferentes se revelam para nós, que compreendemos, de fato, o sentido da expressão diversidade (de idéias, vivências, sonhos, experiências).

É por isso que ler é talvez a coisa mais importante que a escola tem a ensinar e não só aos alunos. Infelizmente, porém, muitos professores brasileiros não sabem como "embarcar" nessa expedição (leia o quadro abaixo). "A maior parte das escolas só trabalha com textos didáticos e literários e muitas vezes de maneira burocrática, sem sentido para os alunos", afirma a pedagoga argentina Delia Lerner, uma das maiores autoridades no tema.

Mas nem todos são assim. Ao contrário, ensinam corretamente. Nesta reportagem, você vai conhecer experiências reais de professores que desenvolveram (e utilizam) estratégias e procedimentos de leitura eficientes para ensinar a seus alunos três comportamentos distintos: ler por prazer, para estudar e para se informar. Aperte o cinto e vire a página, pois a viagem já vai começar.

Dos brasileiros de 15 a 64 anos...

61% têm muito pouco ou nenhum contato com os livros

47% possuem no máximo dez livros em casa

30% localizam informações simples em uma frase

37% localizam informação em texto curto

25% estabelecem relações entre textos longos

Quantos livros uma pessoa lê por ano...

França 7

Estados Unidos 5,1

Itália 5

Inglaterra 4,9

Brasil 1,8

Fonte: Câmara Brasileira do Livro, Instituto da Biblioteca Nacional, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Ministério da Educação

Quer saber mais?

Contatos

Colégio Pentágono, R. Nelson Gama de Oliveira, 1244, São Paulo, 05734-150, tel. (11) 3747-6277

EE José Lobo, R. dos Missionários, s/no, Goiânia, 74430-360, tel. (62) 3271-6159

EE Paulo Tapajós, Rod. Mogi-Bertioga, km 28, Mogi das Cruzes, SP, 08770-000, tel. (11) 4792-1467

EE Professor Batista Santiago, R. Cléber Soares de Andrade, 330, Belo Horizonte, 31525-390, tel. (31) 3452-3061

EMEF João Grendene, R. Delmo Kerber, 248, Farroupilha, RS, 95180-000, tel. (54) 3268-6063

Unidade Integrada Professor Carlos Saads, R. da Feira, 788, São Luís, 65073-271, tel. (98) 3273-0765

BIBLIOGRAFIA

Ensino de Literatura, William Roberto Cereja, 208 págs., Ed. Atual, tel. (11) 3613-3000 , 29 reais

A Leitura, Felipe Alliende e Mabel Condemarín, 215 págs., Ed. Artmed, tel. (51) 3027-7000 , 39 reais

O Livro e a Leitura no Brasil, Alessandra El Far, 76 págs., Ed. Jorge Zahar, tel. (21) 2108-0808 , 22 reais

Ler e Escrever na Escola, Delia Lerner, 120 págs., Ed. Artmed, 32 reais

INTERNET

No site www.escolaquevale.org.br, você encontra mais informações sobre a seqüência didática realizada na escola Carlos Saads

Ler por prazer

Existe coisa mais divertida do que ler para crianças? Magia, fantasia e imaginação são apenas alguns dos elementos presentes nesses momentos, muitas vezes inesquecíveis. Por que, então, as escolas formam tão poucos leitores e o gosto pelos livros ainda é (quase) uma raridade em nosso país? Todos os estudos apontam que o vilão da história é sempre o mesmo: misturar a literatura com atividades didáticas. "Com razão, os estudantes não gostam quando precisam fazer resumos ou preencher fichas após a leitura de um romance ou um conto", diz o professor William Cereja, autor de uma pesquisa sobre o tema. Afinal, se o negócio é ler por prazer, não há sentido em exigir tarefas que não têm nenhuma relação com isso. O correto é apenas trocar idéias e privilegiar a construção de sentido dos textos, estabelecendo relações com a realidade dos alunos e com diversas artes.

Em outras palavras, nas aulas de Literatura só deveria haver espaço para textos literários. Pode parecer óbvio, mas não é o que se vê por aí. Muitos professores organizam o currículo com base na ordem cronológica e histórica dos movimentos literários. "Discutem os problemas e conflitos sociais presentes em determinadas obras. Debatem a biografia dos autores, mas lêem muito pouco", afirma Maria José Nóbrega, consultora e professora da Universidade de São Paulo.

Com os pequenos, fantasia

Eduardo de Campos, regente de turmas de 2ª série da EE Paulo Tapajós, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, investe em brincadeiras com leitura em voz alta. Quando entrou na sala com A Bruxinha Que Era Boa, de Maria Clara Machado, levou uma vaia. "O quê? Olha o tamanho desse livro, professor..." Mas ele sabia o que estava fazendo. A idéia é justamente mostrar que um livro grosso não é necessariamente chato e que todos são capazes de ler e, principalmente, de gostar. "Que desafio", lembra. "Já imaginou se não consigo? Nunca mais essa garotada chegaria perto de uma obra grande."

Para dar conta do recado, foi preciso muito planejamento (como na maioria das situações didáticas). Eduardo leu o texto várias vezes em casa, elegendo os trechos em que faria paradas para promover suas intervenções. Para cada etapa, programou diferentes situações: leitura em voz alta pelos alunos e pelo professor e leitura individual silenciosa. Antes de iniciar a atividade, ele cumpriu o passo mais importante: levantar as referências que os alunos já tinham sobre o assunto (no caso, bruxas). Nos dias seguintes, novas situações exigiram que os estudantes relacionassem as próprias experiências com a obra (entre outras coisas, todos prepararam "poções mágicas" com as ervas aromáticas que cultivam em casa, exatamente como ocorre com as bruxas no livro). Cada capítulo foi explorado em clima de brincadeira, enquanto o professor verificava continuamente se as crianças estavam entendendo o espírito da história. Assim, quase sem perceber, o livro grande chegou ao fim.

Com os maiores, curiosidade

Há cerca de 20 anos, vem se difundindo o ensino da Literatura pelo estudo dos diferentes gêneros. Hoje, outros caminhos são mais explorados, como criar seqüências de leitura para conhecer o universo de um autor, diferentes versões de uma mesma obra ou explorar uma temática literária. É isso que Érica Meyer faz com os estudantes da 8ª série na EE José Lobo, em Goiânia. O tema brinquedo foi a estratégia que ela criou para fazer a turma ler um romance. E não era um romance qualquer, mas Sagarana, de João Guimarães Rosa. Para alcançar essa meta ambiciosa, Érica preparou muito bem o terreno. A "brincadeira" começou com os textos e as músicas de Vinicius de Moraes para A Arca de Noé. O poema Ou Isto ou Aquilo, de Cecília Meireles, foi a segunda obra lida. Então, Érica apresentou o poeta Jorge de Lima e seu O Mundo do Menino Impossível.

Quando chegou a Guimarães Rosa, os adolescentes já estavam tinindo e queriam dar continuidade à discussão sobre as imagens presentes em obras literárias. As 60 páginas do conto São Marcos (que é parte do romance) foram lidas pela professora em cinco aulas. "Não só consegui manter o interesse de todos como o melhor presente foi encontrá-los lendo Rosa fora da sala de aula", conta. Ponto para ela. O principal objetivo de qualquer atividade ou projeto de leitura por prazer é justamente desenvolver esse comportamento leitor: fazer com que os estudantes se tornem leitores autônomos e busquem novos livros, só pela curtição de viajar em suas páginas.

Projetos e atividades de leitura por prazer devem...

• Ser um convite à imaginação.

• Desenvolver a escuta atenta.

• Prever situações de leitura em voz alta pelo professor e pelos alunos.

• Ter como foco a leitura de textos literários.

• Quando for pertinente, envolver outras linguagens, como música, pintura e cinema.

• No caso de livros longos, promover a leitura do texto em capítulos (ou partes), interrompida por desafios para os alunos.

• Propor a leitura individual para estimular preferências e formar leitores autônomos.

Ler para estudar

De todos os comportamentos leitores, o de ler para estudar é certamente o mais cobrado pelos professores desde os primeiros anos do Ensino Fundamental ainda que muitos não saibam como ensiná-lo a seus alunos. Sem dúvida, aprender a ler textos informativos, artigos científicos, ensaios e livros didáticos (e paradidáticos) é uma habilidade fundamental para toda a vida, dentro e fora da escola. O jovem que, ao final da 8ª série, não consegue compreender corretamente essas informações acaba se convencendo de que "é ruim da cabeça mesmo" e, muitas vezes, desiste definitivamente dos estudos.

Orientar a leitura desses textos é mais difícil, entre outras coisas, porque o próprio material de estudo é pouco atraente: muitas letras, poucas ilustrações, um conjunto de idéias que precisam fazer sentido (e elas quase sempre são novas para o leitor). O ritmo de trabalho é, necessariamente, mais lento, para alcançar o objetivo de localizar informações sobre um assunto específico e reler trechos difíceis. Entender isso é essencial para criar situações didáticas coerentes com a realidade. Aqui, sim, faz todo sentido pedir resumos, esquemas e sínteses para facilitar o entendimento. O foco não deve ser apenas a avaliação, mas principalmente o registro, pois, ao escrever e esquematizar, a gente precisa reelaborar o que foi lido. E isso é estudar.

Investigação em grupo

O desafio tem início na 2ª série, quando as crianças estabelecem os primeiros contatos com livros de Matemática, Ciências, Língua Portuguesa... "O que você entendeu desse texto?" Essa é a pergunta que Adriana Correia Lima mais faz em suas aulas de História na Unidade Integrada Professor Carlos Saads, em São Luís. O tom nunca é inquisitório, mas investigativo. A descoberta do significado das palavras se dá o tempo todo na forma de dúvidas e respostas, que vão muito além do caderno. Todos aprendem mais quando dividem idéias e constroem o conhecimento em grupo. Foi assim que as turmas de 4ª série trabalharam o tema descobrimento do Brasil. Confira aqui, passo a passo, como Adriana conduziu esse processo, sob orientação do programa Escola que Vale, da Fundação Vale do Rio Doce.

O primeiro passo foi uma boa pesquisa. A professora gastou tempo na biblioteca selecionando diferentes textos sobre o assunto e organizou uma lista com diversos títulos, entre enciclopédias e livros didáticos e paradidáticos sobre as grandes navegações e outros temas correlatos.

O segundo foi fazer o diagnóstico dos conhecimentos prévios da garotada: "Alguém faz idéia de quem foi Pedro Álvares Cabral? Quem conhece o ponto de vista dos povos indígenas sobre o descobrimento?" Na mesma aula, todos leram o primeiro texto com a professora. O ideal é que ele tenha poucas informações, para permitir que a garotada se familiarize com o assunto. Uma dica é apresentá-lo numa cartolina, no retroprojetor ou no power point. Assim, todos acompanham juntos e descobrem o comportamento leitor previsto para essa situação. A leitura compartilhada é um importante momento. Adriana conduzia o ritmo e convidava os estudantes a lerem em voz alta instigando o aprofundamento do estudo com perguntas. Aqui é possível relacionar o assunto com outras linguagens, como a exibição de um filme ou a análise de uma pintura.

A terceira etapa é quando você, professor, deve sair de cena. Se o objetivo é formar leitores autônomos, capazes de estudar sozinhos, é fundamental que os alunos compartilhem a leitura e se ajudem nas tarefas de grifar trechos e elaborar esquemas e resumos. É a hora de apresentar vários textos e pedir comparações entre eles. Inicialmente, o trabalho é em duplas.

Até que, na quarta etapa, a leitura passa a ser individual. Novas questões garantem o interesse pelas histórias e conceitos que envolvem o descobrimento do Brasil. É o que a argentina Delia Lerner chama de assumir a responsabilidade pelo conhecimento.

1. Planejamento
A professora Adriana, da escola Carlos Saads, em São Luís, seleciona obras sobre o descobrimento do Brasil

2. Leitura em voz alta
Adriana investiga os conhecimentos prévios dos alunos e lê um texto, fazendo comentários e perguntas

3. Leitura em duplas
Os alunos lêem outros textos e respondem a questões, fazendo esquemas e resumos e grifando palavras

4. Leitura silenciosa
As crianças lêem e comparam diferentes textos, mas agora individualmente

Antes da leitura, você precisa...

• Selecionar diferentes textos sobre o tema.

• Programar visitas à biblioteca com a turma.

• Durante a leitura...

• Comente e relacione diferentes textos e linguagens.

• Leia com os alunos em voz alta.

• Ensine a relacionar o título, a capa e o índice com o conteúdo da obra.

• Faça paradas estratégicas para explicar conceitos.

• Depois da leitura...

• Peça resumos sobre o tema estudado.

• Proponha seminários e palestras.

Ler para se informar

A semana dos alunos de 1ª a 4ª série do Colégio Pentágono, em São Paulo, começa com um bate-papo sobre as notícias que foram publicadas nos jornais de sábado e domingo. Em casa, cada criança seleciona uma reportagem. Em sala de aula, todos conversam e trocam idéias, discutem o que está acontecendo no país e no mundo sem nenhuma formalidade. "É uma maravilha quando os assuntos se repetem. Aproveito o gancho para confrontar diferentes pontos de vista", diz a professora Janette Garcez Kruger Crivelari, da 3ª série. A leitura descontraída e dinâmica repete o que ocorre do lado de fora da escola (em que as pessoas comentam o que lêem). E é assim que deveria ser sempre (em vez de apenas apresentar o veículo e suas características, como título, legenda etc., para depois solicitar a confecção de um jornalzinho em classe). Só lendo o jornal de verdade, o estudante será capaz de entender a linguagem rápida e concisa acompanhada de símbolos, gráficos, fotografias e ilustrações do texto da imprensa.

Essa prática aproxima os pequenos do mundo cotidiano distante das metáforas e "viagens" da literatura e ajuda a formar leitores assíduos e interessados pelos fatos reais. "Jornais e revistas cumprem a função básica de produtores de conhecimento. Como a informação é a matéria-prima do trabalho escolar, não há como falar em educação sem ler essas publicações todo dia", explica Flávia Aidar, educadora e historiadora. Nenhuma leitura dá tanta oportunidade de desenvolver o senso crítico. "Há uma distância enorme entre o que acontece dentro e fora da escola. A exploração do texto jornalístico contribui para aproximar essas realidades", diz Maria José Nóbrega. E você ainda ajuda a formar jovens mais críticos e com opiniões próprias, capazes de brigar por seus direitos.

Interesse pela realidade

A professora Janette é uma leitora assídua de jornais. Assim como os alunos, ela também seleciona uma notícia para comentar toda segunda-feira. Segundo ela, os focos de interesse das crianças precisam ser orientados. "Os meninos costumam ir direto na seção de esportes. Se eu não conduzir a leitura, eles não passam para outras páginas." Política e economia só entram nas discussões se ela levantar o tema. E engana-se quem acha que essas questões mais densas devem ficar de fora da pauta. Nesse processo de aprendizagem, cabe ao professor provocar, instigar a curiosidade, fazer relações com outros textos e utilizar as reportagens para a construção do saber. Informação, sozinha, não é nada. Informação aliada ao trabalho docente é conhecimento.

Se você não está a par dos recentes acontecimentos políticos do país, como explicar para os alunos as denúncias de corrupção ou as coligações para a próxima eleição? Há sempre um jeito de fazer os pequenos se interessarem. O caso dos dólares escondidos na cueca do assessor de um parlamentar arrancou muitas gargalhas da turma de Janette. Depois disso, ela aprofundou a discussão, dirigindo a leitura e apontando outras notícias e charges que explicavam melhor o assunto. O mesmo vale no caso do ensino de Ciências toda vez que são publicados artigos sobre um novo software, promessas de cura de algum tipo de câncer ou de tratamentos contra a aids. Nessas condições, o ensino deixa de ser abstrato e também a relação entre diferentes disciplinas fica facilitada. O texto jornalístico é assunto para todo dia e para toda conversa. E que tal comentar esta reportagem com seus colegas?


FONTE:

http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/todas-leituras-423917.shtml
Edição 194 | Agosto 2006

domingo, 17 de janeiro de 2010

O HAITI É AQUI!

PRIMEIRO NA JUDÉIA, DEPOIS EM SAMARIA E ATÉ OS CONFINS DA TERRA!

Para os conhecedores da Bíblia Sagrada, ou curiosos, este trecho de um versículo bíblico acima deve parecer familiar, reportado a um dos ensinamentos de Jesus Cristo a seus discípulos, admoestando-os a levar as boas novas e boas ações a todas as pessoas, no entanto, deveriam começar por sua propria cidade, estado e país, até chegar aos confins da terra.
Trago esta reflexão, após ler um texto que convoca os gravataenses para realizarem doações para o Haiti, em consequência da tragédia noticiada em todos os veículos de informação.
Como todo ser humano "normal", também fiquei chocada com o drama enfrentado pelos haitianos. Como já mencionado pela ONU, "esta é a maior tragédia registrada em todos os tempos". Não há como não sensibilizar-se com tanta dor, tanta miséria...
No entanto, pessoas famosas, artistas e grandes empresas, felizmente estão realizando doações de mantimentos, remédios, limpeza e tudo material necessário para começar a suprir as necessidades daquele povo. O problema agora não é falta de doações, mas de ORGANIZAÇÃO na distribuição de tudo o que já está lá e outros tantos que estão a caminho. Pra variar, os EUA que se considera o centro do universo, cria problemas com as aterrissagens e distribuição dos produtos. Se continuar do jeito que está, em breve haverá desperdício de alimentos, em consequencia do armazenamento.
Enquanto isso, aqui bem perto de nós, MILHARES de pessoas MORREM de FOME. Não é preciso atravessar o oceano para praticar caridade e exercitar o humanismo.
Esta campanha que está sendo realizada agora, pra socorrer os haitianos, só acontece em Gravatá no NATAL, através de entidades, como se as pessoas só precisassem comer uma vez no ano. Além deste movimento, há o incessante trabalho do Tabernáculo Espirita Joana D'Arc, que semanalmente visita as casas pedindo doação de alimentos, para posteriormente distribuir entre as familias carentes, vitimas da desigualdade social, da má distribuição de renda.
Agora, me pergunto: será preciso acontecer uma CATÁSTROFE para que ajudemos os mais necessitados? Por que não há uma mobilização diária, para combatermos a miséria entre nossos conterrâneos?

Pense nisso!








Imagens: Google, Jornal do Commercio (Edição Especial)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

POR UMA INCLUSÃO NÃO EXCLUDENTE


Cabe à escola contribuir para que crianças com Síndrome de Down e outras deficiências não sejam discriminadas e possam aprender como as demais


Em 2009, pudemos vivenciar dois momentos importantes na luta contra o preconceito para com os deficientes, em nosso município: o primeiro, sem dúvi

da, foi a eleição de um vereador cadeirante em 2008– Doca da Cavalhada, e o segundo, a criação do Conselho Municipal para Pessoas com Deficiência.

Desde a Constituição de 1988, que determina em seu Artigo 208:
III – Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; além da LDBE (Lei de Diretrizes e Bases da Educação ) - n°. 9.394/96. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Art. 4º, III –

atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. Art. 58. Entende-se por educação especial, para

os efeitos desta lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais” - o município tem construído rampas de acesso para garantir a acessibilidade, e as escolas receberam verba do governo federal para adequar seus espaços físicos, a fim de receber de forma digna as pessoas

com necessidades educacionais especificas.

Para a escola, não basta acolher. A ordem é garantir que os estudantes com deficiência avancem nos conteúdos. Outro desafio é o combate aos preconceito, a discriminação e a intolerância. Educadores, diretores, pais, estudantes: nenhum deles nasce com preconceito. A intolerância é assimilada e fomentada pela sociedade, muitas vezes resistente quando se trata de

lidar com as diferenças. "A discriminação surge da necessidade que temos de qualificar as coisas e os indivíduos dentro do que é socialmente considerado normal", diz Dorian Mônica Arpini, do departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Mari

a, no interior do Rio Grande do Sul. As crianças só repetem as atitudes dos adultos em relação às pessoas com deficiência e ao papel que estas desempenham na sociedade. A escola, portanto, é um local em que é necessário combater o preconceito. "Alguns pais acham que a escola inclusiva anda para trás porque o ensino piora com a presença de alunos com deficiência", diz Palencia. "Como vivemos num mundo em que todos querem competir para ter sucesso, talvez andar para trás, no sentido de diminuir um pouco esse compasso frenético, seja positivo." Ele lembra que, normalmente, quando bate o sinal na hora da saída, todos correm alucinados em direção à porta da sala: "Se

há um colega em cadeira de rodas, porém, eles aprendem a esperar, a ajudá-lo e acompanhá-lo." A inclusão ensina a tolerância para todos os que estão diariamente na escola e para a comunidade. "A chegada das crianças com deficiência está provocando uma grande reflexão", observa Dorian. Por isso, os especialistas afirmam que a inclusão escolar é uma revolução silen

ciosa. Para que ela aconteça, no entanto, toda a equipe deve pensar em conjunto. A idéia precisa estar incluída na proposta pedagógica e levar todos a conhecer melhor o assunto. Quando não há informação, se torna angustiante para o professor receber esse aluno e lidar com ele. O trabalho em equipe leva todos os educadores e funcionários a desempenhar de maneira

mais eficiente seu papel nessa área.

E quais devem ser as atitudes do educador qu

e inclui?

*Procura conhecer a legislação que garante o direito à Educação das pessoas com deficiência.

*Exige auxílio, estrutura, equipamentos, formação e inf

ormações da rede de ensino.

*Deixa claro aos alunos que manifestações preconceituosas contra quem tem deficiência não serão toleradas.

*Não se sente despreparado e, por isso, não rejeita o aluno com deficiência.

*Pesquisa sobre as deficiências e busca estratégias escolares de sucesso.

*Acredita no potencial de aprendizagem do aluno

e na importância da convivência com ele para o crescimento da comunidade escola.

*Organiza as aulas de forma que, quando necessário, seja possível dedicar um tempo específico para atender às necessidades específicas de quem tem deficiência.

*Se há preconceito entre os pais, mostra a eles nas reuniõe

s o quanto a turma toda ganha com a presença de alguém com deficiência.

*Apóia os pais dos alunos com informações.

Guilherme Oliveira - 06 anos (meu filho amado)


O Governo Federal, através do Ministério da Educação, também está oferecendo um Curso de 300 horas para professores regentes, destinado a ensinar como trabalhar com pessoas deficientes, através da Plataforma Paulo Freire. As inscrições encerram dia 30 de janeiro. Cabe a um cada um, fazer sua parte, buscar.

Além de exercitar o profissionalismo, praticar também o humanismo, a inclusão, que não exclui, proporcionando uma condição de vida melhor à estas pessoas, que tem muito a nos ensinar, partindo do principio de que NÃO DEVEMOS DAR AOS OUTROS AQUILO QUE NÃO QUEREMOS PARA NÓS OU NOSSOS FILHOS. Dentre as crianças que lutam contra o preconceito e a educação excludente de algumas escolas, se inclui meu filho Guilherme, que este ano, felizmente, poderá voltar a estudar.



Fontes:

http://www.dislexia.org.br/leis/lei004.html

http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/sociedade-busca-mais-tolerancia-424483.shtml

https://ssd.mec.gov.br/ssd-server/servlet/InitAuthenticationByIdentifierAndPassword?t=pH59TJd7H0rzCiaxs-e_4o_BOdtf52C9cPFd9M7D-CF5MwWS




quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

QUEM NÃO FALA...


EQUIPE DA ESCOLA MUNICIPAL JOHN KENNEDY SE UNE PARA REVERTER BAIXOS ÍNDICES DE APRENDIZAGEM


Nunca antes (pelo menos ao que nos conste) a frase TODOS PELA EDUCAÇÃO havia sido levada tão a sério, não apenas pelos professores, mas pela direção, auxiliares, merendeiras e todos que contribuem com o processo de ensino-aprendizagem.
Seguindo as tendências apontadas pelos Parâmetros Curriculares de Ensino (PCNs), bem como das melhores escolas (inclusive particulares) do país, a equipe que forma a Escola Municipal John Kennedy se une com intuito de tornar de fato o ensino impactante, com qualidade expressiva, recorrendo a elaboração e vivencia de Projetos Pedagógicos, que tornam o ensino objetivo, com sentido para os alunos, que passam a visualizar de fato o que construiram durante o ano letivo.
Após se alcançar a melhora de algumas estruturas físicas da escola, que é um prédio adaptado, através dos recursos do PDDE, verba federal e da sensiblidade da gestora Denise Batista para as queixas apresentadas, foi possível instalar toldos em duas salas que ficavam para o poente, palntação de duas árvores, que além da sombra embelezam o ambiente, construção do laboratório de informática e outras pequenas reformas com efeito grandioso para melhorar a qualidade do ambiente (algumas ainda em negociação com a Secretaria de Educação),os professores com apoio da direção, optaram por escolher um tema para ser trabalhado durante o ano letivo de 2010, tornando o ensino consistente.
O Projeto Pedagógico proporciona vivências riquissimas para o educando, pois além dos conteúdos curriculares obrigatórios, são realizadas aulas de campo, excursões, intercâmbio com outras instituições e profissionais de ensino, e permite ao aluno apresentar para a sociedade escolar e civil o que aprendeu, durante a realização das Mostras Culturais, que são culminâncias de projetos, sejam eles curtos ou longos.
Para 2010, a meta é AVANÇAR NA QUALIDADE de ensino, criando possiblidades, estimulando a ambição intelectual de nossos alunos, estimulando a competitividade saudável que irá prepara-los para o mercado de trabalho.
Desta forma, estão previstas ações inovadoras para este ano, tais como: aulas de inglês, aulas de informática, aulas de balé, capoeira, visita a museus do estado de Pernambuco, estudo de obras de artes com artistas plásticos locais, realização de uma exposição, participação na Olimpíada de Língua Portuguesa e de Matemática, promovidos pelo Ministério da Educação, e quem sabe, no SOLETRANDO apresentado pela Rede Globo de Televisão.


Demagogia??

NÃO!


NÓS PODEMOS, QUEREMOS E VAMOS FAZER A EDUCAÇÃO DE NOSSA CIDADE SER BEM MELHOR!!

Mais informações no Blog da escola:
www.escolamunicipaljohnkennedy.blogspot.com


Entendes tu o que lês?


Esta mesma pergunta foi feita há mais de 2 mil anos, por um discípulo de Jesus Cristo chamado Filipe (Atos 8:26-20), ao deparar-se com um eunuco que lia as Escrituras, em um dos textos do profeta Isaías. Mediante tal indagação, eis a resposta: “Como posso entender se alguém não me ensinar?” - a alusão que faço a partir deste texto se deve a alguns comentários que li no Blog do Castanha, e outros tantos que tenho recebido, fazendo menção a política em Gravatá, escrevendo discursos inflamados em defesa à este governo.
Com qual (is) propósito(s) alguns insistem em tentar nos convencer de que as coisas estão ocorrendo dentro da normalidade?? Pensam, estes seres desprovidos de bom senso que somos todos alienados?? SABEMOS O QUE VIMOS E OUVIMOS, E QUEM VENCEU, SABE COMO VENCEU, E QUEM PERDEU, SABE QUE NÃO PERDEU, tal qual disse certa vez um amigo.
Diante do quadro de incertezas que se arrasta desde o infindável dia 05 de outubro de 2008, não há como ficarmos inertes, fingindo que não é conosco, e algumas falas isoladas devem ser EXPLICADAS, a fim de que a DEMAGOGIA, o ENGODO e a MANIPULAÇÃO não suprimam a essência da verdade.
Em diversos textos que escrevi para este respeitável blog, sempre apresentei os fatos que eram (e são) escondidos da atual gestão, solicitando que as pessoas fossem visitar as escolas, sem avisar, para que a realidade não continue sendo maquiada, como acontece nesses 08 ANOS, e com um pouco de sensibilidade perceberiam qual a real situação de nossa cidade. Mas, tal qual o eunuco citado nas Escrituras, muitos não entendem o lêem, ou ainda pior, sequer lêem. Pois bem, sem rodeios: O atual governo NÃO está zelando pelos interesses da sociedade gravataense menos favorecida, os únicos que estão se beneficiando com este governo são seus correligionários, que mantêm empregos com gordos salários na prefeitura ou alugam seus imóveis, agregam seus carros e outros benefícios que o povo de Gravatá já conhece. FOGOS DE ARTIFICIO E PURPURINA não enchem a barriga de quem está com fome.
Em mais de 365 dias de gestão, este governo já ALUGOU mais de 10 prédios, por cifras astronômicas, mas NENHUM destes prédios É ESCOLA. Quem diz que este governo está sendo bom para a cidade, ou está desinformado, e neste caso não conhece a Gravatá dos gravataenses, e não a parte da cidade que pertence a população FLUTUANTE (que para usufruir de algumas de nossas belezas naturais sequer precisam entrar na cidade), ou estão sendo orientados para tentar ENGANAR o povo, com eventos supérfluos e transitórios, banais. Só para termos um paralelo, sem intenção de fazer politica partidária, em UM ANO, o ex-prefeito SEBASTIÃO MARTINIANO construiu UMA ESCOLA MODELO no distrito de Avencas, onde o projeto original contemplava inclusive uma QUADRA POLIESPORTIVA, que só não foi concluída todos sabem o porquê ( fatalidade do destino), além do calçamento daquela localidade, que recebeu PROMESSA igual a santo, mas continua do mesmo jeito.
O programa de governo deste atual gestor que mantenho guardado) , prometia a construção de escolas, de creches, calçar 4 ruas por mês, etc, etc, etc. NADA do prometido foi realizado. Muito pelo contrário. E para os leigos ou meros puxa-sacos de plantão, não vale dizer que o primeiro ano de gestão é difícil, porque o atual prefeito já fazia parte da prefeitura há mais de 10 anos, dos quais durante MAIS DE 06 ANOS foi SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS, conhecendo a menina-dos-olhos do município, inclusive tendo deixado-o com “glaucoma”, de acordo com parecer emitido pelo Tribunal de Contas de Pernambuco. Além do mais, durante a Campanha politica, o padrinho deste gestor gritava aos 4 cantos que estava deixando os cofres da prefeitura abastecidos, com uma arrecadação recorde. Então, onde foi parar esse dinheiro?? NÃO FOI O GATO QUEM COMEU!!
NÃO houve geração de emprego para nossos jovens, que a cada dia buscam oportunidades em outros municípios. O que o governo faz aqui é criar mais um ENGODO, empurrando goela-abaixo a disciplina de Noções de Turismo, como se TODOS fossem trabalhar no mesmo ramo. Pior: como se houvesse EMPREGO para todos nesse setor. Somos um município rico em diversidade. Há vários “tentáculos”, e nossos jovens precisam ter OPÇÕES e DIREITO DE ESCOLHA.
Precisamos formar jovens bilíngües, analistas de sistema, engenheiros, arquitetos, professores, etc. Nossas crianças precisam ter ambição INTELECTUAL. Mas, como? Com salas apertadas, quentes, mal iluminadas, mal ventiladas, na chuva, no sol, comendo bolacha seca com ki-suco?? Parafraseando um poeta brasileiro: “Os idiotas que me perdoem, mas inteligência é fundamental”, e tal qual o dito popular: "Em terra de cego, quem tem um olho é rei!"

sábado, 9 de janeiro de 2010

Olimpíada de Língua Portuguesa premiará estudantes e escolas

QUANTOS ALUNOS DE GRAVATÁ IRÃO PARTICIPAR??

Quinta-feira, 07 de janeiro de 2010 - 18:00

Com a adesão das escolas e a contribuição dos professores, 6 milhões de estudantes devem participar da Olimpíada. (Foto: João Bittar)Começam em 22 de fevereiro e vão até 30 de abril as inscrições para a Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Promovida conjuntamente pelo Ministério da Educação e pela Fundação Itaú Social, a olimpíada tem entre seus objetivos estimular a leitura e o desenvolvimento da escrita na educação básica pública. O lançamento oficial será em 2 de março, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro.

Com o tema O lugar onde vivo, estudantes e professores vão trabalhar textos de quatro gêneros literários. Alunos do quinto e sexto ano do ensino fundamental (quarta e quinta séries) vão desenvolver a poesia; sétimo e oitavo ano (sexta e sétima séries), textos no gênero memória; nono ano do ensino fundamental (oitava série) e primeiro ano do ensino médio, crônica; segundo e terceiro anos do ensino médio, artigo de opinião.

A expectativa do Ministério da Educação, segundo o coordenador geral de tecnologias da Secretaria da Educação Básica (SEB), Raymundo Ferreira Filho, é que 145 mil escolas e mais de 6 milhões de estudantes participem das atividades da olimpíada neste ano. Para que isso aconteça, será necessária a adesão das secretarias de educação dos 26 estados e do Distrito Federal e dos 5.563 municípios. A adesão é o primeiro passo. O segundo é a inscrição da escola. O investimento do MEC nessa ação será de R$ 13 milhões.

Pelo país – Além do lançamento nacional da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro no dia 2 de março, no Rio de Janeiro, os organizadores programaram um calendário de lançamento regionais entre 4 e 26 de março. Dia 4, em São Paulo; 9, Curitiba; 11, Goiânia; 16, Fortaleza; 18, Recife; 23, Belo Horizonte, e 26, Belém.

Dividida em etapas, a seleção de textos dos alunos começa na escola, depois acontece no município, no estado, na região e no âmbito nacional. A premiação, segundo o regulamento, é para o aluno e o seu professor. Os 500 semifinalistas receberão medalhas de bronze e cupons para a retirada de livros durante os eventos regionais; os 152 finalistas receberão medalhas de prata e um aparelho de som; os 20 vencedores (cinco por gênero literário) receberão medalha de ouro e um computador com impressora; as escolas onde estudam os vencedores receberão dez computadores, uma impressora e livros para a biblioteca.

Os professores dos 152 alunos finalistas serão convidados pelo Ministério da Educação a escrever sobre a participação na olimpíada em 2010. Os autores dos 28 melhores relatos receberão DVDs.

Trajetória – Em 2008, a Olimpíada da Língua Portuguesa se tornou política pública de educação sob a coordenação do MEC e em parceria com a Fundação Itaú Social. A olimpíada teve origem no programa Escrevendo o Futuro desenvolvido pela Fundação Itaú Social entre 2002 e 2006, em edições bienais, que contaram com a participação de mais de 3,5 milhões de alunos em todo o país.

Ionice Lorenzoni


Fonte: www.portal.mec.gov.br

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

SAIU NO BLOG TERROR DO NORDESTE

Dois pesos, duas medidas


Veja só como são as coisas.

João da Costa(PT-PE), atual prefeito do Recife, teve o registro de candidatura cassado tão-somente porque servidores da prefeitura do Recife, ainda na gestão de João Paulo(PT-PE) enviaram e-mails convocandos outros servidores a irem a uma caminhada patrocinada pelos aliados do então candidato a prefeito.

O processo de cassação foi tão rápido que, antes da eleição de 2008, João da Costa teve o registro de sua candidatura cassado. Mais:antes da posse o TRE julgou o processo, condenando João da Costa a pagar multa.

Pois bem. O atual prefeito de Gravatá-PE, Ozano Brito(PSDB-PE), afilhado político do anão do Orçamento Sérgio Guerra, é acusado de toda sorte de corrupção e abuso do poder econômico, tais como a utilização da máquina pública para conceder descontos e quitação de IPTU no período da campanha política, corrupção eleitoral, compra de votos por dinheiro, cestas básicas, tarrafas de pescador e até, PASMEM, MACONHA, no entanto, o TRE, o mesmo que, em menos de três meses, condenou João da Costa, até agora não julgou o processo contra o tucano safado de Gravatá.O julgamento já foi adiado por várias vezes.


Cabe ao povo de Pernambuco, em especial ao povo de Gravatá, exigir que o TRE julgue e casse o mandato do prefeito acusado de malversação de recursos públicos em troca de votos.

O Poder Judiciário não pode, não deve ser seletivo na hora de julgar.A lei tem que ser igual para todos.

0 comentários


www.terrordonordeste.blogspot.com

OPINIÃO DE LEITOR

Algumas opiniões não devem ficar guardadas, por ser de extrema importância seu compartilhamento, e sempre que recebemos mensagens deste porte, as publicamos aqui:


PURPURINAS‏
De: Janete Zarzar
Enviada: terça-feira, 5 de janeiro de 2010 18:24:36





Gostei muito do teu comentário no blog do Castanha.
Vi tambem a resposta da Escola Irmã Judith e Maria Menina dizendo que tinham uma "equipe fantástica de Professores que fazem um trabalho de destaque na educação".
Mas, palavras (purpurinas) não informam. Então eu estava querendo saber a nota que o Min da Educação dá a essas escolas.
Te peço tambem que continue sempre comentando, denunciando os problemas da Educação de Gravatá. Por favor não se cale. Um grande abraço, Janete


___________________________
D. Janete Zarzar é irmã do ex-prefeito Chucre Mussa Zarzar, a quem agradeço de todo coração o apoio e carinho dedicados ao nosso trabalho!


NOTA DA EDITORA:

GOSTARIA DE ESCLARECER QUE, CONHEÇO OS PROFESSORES DA ESCOLA MARIA MENINA/IRMÃ JUDITH, E REITERO OS COMENTÁRIOS FEITOS POR TRÊS DELES AQUI NO BLOG, DE QUE DE FATO SÃO COMPROMETIDOS COM A EDUCAÇÃO E PROPORCIONAM UM APRENDIZADO DE QUALIDADE A COMUNIDADE QUE ASSISTEM. OUTRO PONTO QUE PRECISA SER ESCLARECIDO É DE QUE A OPINIÃO DA LEITORA FOI ENVIADO PARA MEU EMAIL, E EU TOMEI A LIBERDADE DE PUBLICAR NO BLOG, TODAVIA, APÓS OUVI-LA, ESCLAREÇO QUE A MENÇÃO FEITA AO IDEB E AFINS, COMO SISTEMAS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO ENSINO, REPRESENTAM A PREOCUPAÇÃO DE QUE, UMA ESCOLA SEM ESTRUTURA E SEM MATERIAL IMPOSSIBILITA A REALIZAÇÃO DE BONS TRABALHOS, OU PELO MENOS, MELHORES DO QUE CONSEGUIMOS FAZER. NÃO SE COLOCA EM DÚVIDA A QUALIDADE DO TRABALHO DOS PROFESSORES, E O TEXTO DE DIREITO DE RESPOSTA EXPRESSA A OPINIÃO DA DIREÇÃO, NÃO DOS PROFESSORES.
CONSIDERO VÁLIDA A DISCUSSÃO, POIS DESTA FORMA PODEMOS INFORMAR A SOCIEDADE GRAVATAENSE SOBRE OS VERDADEIROS PASSOS DADOS PELA EDUCAÇÃO EM NOSSO MUNICÍPIO.

ATENCIOSAMENTE,

Sunamita Oliveira

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Tolerância ZERO, para as noticias negativas sobre desmatamento.

Enviado por Paulo Celso Villas-Boas

A Fundação VILLAS-BÔAS com alerta de vários profissionais e estudiosos sobre a Amazônia acredita e divulga que há condições de mudarmos o comportamento dos amazônidas e toda a sociedade brasileira ao contrário do que vem sendo defendidos pelos ditos ativistas radicais que para salvar a Amazônia temos que engessá-la, ou seja, expurguar a quem nela vive deixando somente os índios e o ecossistema, como foi propagada no Simpósio de Genebra.

A proteção da Amazônia não passará por “prova de fogo” em 2.010 se continuarmos de braços cruzados como sempre fizemos, só escutando noticias e ficando perplexos com tudo que vemos e lemos.

Em ano de eleição ou não os políticos podem ser mudados, mas as moscas continuam as mesmas. Os políticos só vão mudar suas posturas se nós mudarmos a nossa.

A economia é uma via de interesses, ela nunca vai mudar. Você vende ou compra alguma coisa se a outra parte também tiver interesse, é assim a economia. Pode acreditar o alvo é você; somos nós o problema da economia, ou do avanço da agropecuária, do desmatamento, ou o que queiram se preocupar.

. Se mudarmos nosso comportamento, começarmos a gritar, a exigir produtos limpos, carros que não poluem o meio Ambiente, e não comprarmos nada além das nossas necessidades, sejamos responsáveis. Continuando com o consumismo por pura vaidade, nada mudará.

Por que existem carnes em feiras livres e na maioria não tem fiscalização ou placa de suas procedências? Por que existem nos cruzamentos de faróis jovens, senhores e senhoras no mercado informal vendendo CD’s e DVD’s ou outro produtos piratas? Por quê? - Porque compramos, porque queremos levar vantagem em tudo, porque temos necessidade de ter o que o vizinho tem.

Ou mudamos ou vamos viver em uma paranóia desvairada, quando a economia mundial entrou em colapso, todos ficaram preocupados com a recessão, é o meu emprego ou do meu parente, ou até os meus negócios, quando a economia aquece o emprego sobe o poder aquisitivo cresce e ficamos preocupados com a evolução da agropecuária, dos madeireiros e a produção de carvão, pois é dele que vivem os usineiros e os que consomem seus churrascos nos fins de semana. Parem com isso, por favor. Sejamos racionais. Sejamos sensatos. Sejamos honestos. Sejamos fraternos. Mudem seus comportamentos.

Se a política mudar e começarmos a reflorestar de uma forma que todos tenham o interesse honesto, onde todos participam, (leiam carta a Comissão do Meio Ambiente na matéria anterior), não ouviremos mais falar em índice de desmatamento crescendo comparado de um ano para outro.

O discurso do presidente Lula em Copenhague foi para que todos os chefes de Estados internacionais falem que “Esse é o Cara” até chamando o “Cara” de “Porta Voz do Terceiro Mundo” ou esses discursos é para ter reflexos aqui no nosso país? Com ação é que demonstrarão que ele e demais governantes e os políticos mostram respeito com o planeta. Lá estavam todos os pré-candidatos presidenciáveis com os discursos afinados sobre o Meio Ambiente.

Os ativistas em prol dos indígenas precisam proteger mais nossos índios com ganho e respeito com esses seres humanos do que incentivá-los a colocar facões nos rostos e ombros com palhaçadas em políticas publicas errôneas que o governo e outras instituições promovem. Não queremos apagões, mas também não queremos projetos que não tenham propostas viáveis demonstrando o que será destruído, o que será alterado e o que será feito com aqueles que a milhares de anos viveram e vivem nesse ambiente. O respeito fará com a ajuda de uma realocação em uma área adequada e com condições dignas a sua comunidade a modernidade que lhes impusemos, sem brigas com posseiros e fazendeiros. Foi assim que os irmãos VILLAS-BÔAS criaram o Parque Nacional do Xingu para salvar algumas etnias. Ou será que assistiremos mais um filme não em branco e preto, mas sim colorido, o filme em branco e preto que muitos desconhecem é quando foi construída a Usina de Itaipu na tríplice fronteira Brasil, Paraguai e Argentina, onde as Aldeias Ava Guarani, e outras, reduziram suas terras em fundo de quintal dessa mega usina e sofrem humilhações desumanas no abandono do governo e da sociedade. Mas não! De um lado os que defendem a usina, fazem que falam e acham que todos escutaram e concordaram e engoliram seus projetos, do outro os ditos humanitários protetores das comunidades indígenas, o radicalismo de que não é escutado e sem proposta para o futuro. Sempre os dois lados sairão perdendo. Parem com isso, por favor. Sejamos racionais. Sejamos sensatos. Sejamos honestos. Sejamos fraternos.

Nós da Fundação VILLAS-BÔAS poderemos continuar a ser uma voz sem ressonância no momento, mas continuaremos a bater na mesma tecla, não calaremos nossa voz, voz que é partilhada por muitos, pois acreditamos que toda a sociedade brasileira saíra ganhando com a bandeira do REFLORESTAMENTO JÁ. Bloqueio às mercadorias de consumo aos que desrespeitam o Meio Ambiente. Não é porque alguns políticos são corruptos que devemos agir da mesma forma.

A mudança de comportamento depende de você. Comece dentro de sua casa, comece no comercio do seu bairro, no comercio de sua cidade. Os industriais e comerciantes que são fiscalizados, que respeitam o meio ambiente e os seus consumidores e que lutam com duras penas para terem seus resultados positivos no fim do mês agradecerão. Isso sim podemos chamar de MUDANÇAS CLIMÁTICAS.



Paulo VILLAS-BÔAS

Presidente da Fundação e Expedição VILLAS-BÔAS.


OS: Todos que compartilham com nossos argumentos, convocamos para abraçarem nossa causa. Em breve: Campanha para Associarem-se e formação de Mantenedores da Fundação VILLAS-BÔAS, para colocarmos em prática nossos objetivos. Contamos com todos os expedicionários virtuais, Propaguem.



Mais informações, acesse:

www.expedicaovillasboas.com.br

domingo, 3 de janeiro de 2010

NOTA DE ESCLARECIMENTO ENVIADA PELA DIREÇÃO DA ESCOLA IRMÃ JUDITH

A RESPEITO DA MATÉRIA PUBLICADA NO BLOG DO CASTANHA PELA PROFESSORA SUNAMITA OLIVEIRA, INFORMAMOS QUE A ESCOLA IRMÃ JUDITH/MARIA MENINA POSSUI SEIS SALAS DE AULA E QUE APENAS UMA DELAS POSSUI ALGUM DOS PROBLEMAS MENCIONADOS NA MATÉRIA. AS DEMAIS CINCO SALAS NÃO APRESENTAM GRANDES PROBLEMAS ESTRUTURAIS. SÃO SALAS DE AULA COMUNS A QUALQUER ESCOLA MUNICIPAL. TRATA-SE, ENTÃO, DE UM PROBLEMA ISOLADO QUE NÃO INTERFERE NAS DEMAIS SALAS DE AULA E OUTRAS DEPENDÊNCIAS DA ESCOLA. LEMBRAMOS AINDA QUE O PRÉDIO DA NOSSA ESCOLA NÃO É PÚBLICO, POR ISSO NÃO RECEBE RECURSOS PARA REFORMA. MESMO ASSIM, A ESCOLA IRMÃ JUDITH/MARIA MENINA TEVE RECENTEMENTE SUA SECRETARIA, COZINHA E SALA DE INFORMÁTICA REFORMADAS. A ESCOLA MARIA MENINA JÁ ATENDE À CLIENTELA DO BAIRRO NOVO HÁ 27 ANOS. TEMOS UMA EQUIPE DE PROFESSORES FANTÁSTICA, QUE REALIZA UM TRABALHO DE DESTAQUE NO MUNICÍPIO. INFELIZMENTE, ISSO NÃO É NOTICIADO!
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A NOSSA ESCOLA, CONVERSE COM NOSSOS ALUNOS E SEUS PAIS E ACESSE O NOSSO BLOG escolairmajudith.blogspot.com OU VISITE-NOS Travessa Pe. Augusto Soares, 367 - Bairro Novo.
SE PROCURARMOS PROBLEMAS, EM TODAS AS ESCOLAS OS ENCONTRAREMOS. A DENÚNCIA É VÁLIDA, MAS CABE ESTE ESCLARECIMENTO, PARA EVITAR INTERPRETAÇÕES EQUIVOCADAS.
OBS. ESTA NOTA FOI ENVIADA AO BLOG DO CASTANHA, À PROFESSORA SUNAMITA OLIVEIRA E PUBLICADA NO BLOG DA ESCOLA IRMÃ JUDITH.


_____________________________
NOTA DA EDITORA:

TODAS AS INFORMAÇÕES DIVULGADAS NO BLOG DO CASTANHA NO TEXTO QUE ESCREVI FORAM DADAS POR PESSOAS QUE CONHECEM A ESCOLA, E POR SEREM SÉRIAS E IDÔNEAS, SÃO DIGNAS DE CONFIANÇA.
O FATO DA ESCOLA NÃO PERTENCER AO MUNICIPIO É MAIS UMA PROVA DA FALTA DE PRIORIDADE COM QUE A EDUCAÇÃO É TRATADA EM GRAVATÁ, ONDE OS PRÉDIOS QUE NÃO SÃO PRÓPRIOS SEQUER SÃO CONSERVADOS. ALÉM DA ESCOLA MARIA MENINA, A ESCOLA LAURA VICUÑA, MANSÃO DO SILÊNCIO E CRECHE SANTANA, TAMBÉM NÃO PERTECEM AO MUNICIPIO, MAS A ONGS. O CAIC É FEDERAL E A ESCOLA CÔNEGO EUGENIO VILLA-NOVA, NA COHAB PERTENCE AO ESTADO E ESTÁ EMPRESTADA EM VIRTUDE DE ACORDO.AINDA: ODIP, EDGAR NUNES, JOHN KENNEDY, ESCOLA DA SERRA. OU SEJA, NEM SEQUER ESCOLAS COM PRÉDIO PRÓPRIO GRAVATÁ POSSUI !!
CABE UM LEMBRETE: ATÉ O DADO MOMENTO, HAVIA UMA PARCERIA ENTRE O MUNICPIO E O CIRCULO OPERARIO, RESPONSAVEL PELA ESCOLA CITADA, CONTUDO, HÁ INFORMAÇÕES DE QUE EM 2010 O MUNICIPIO PAGARÁ UM ALUGUEL A INSTITUIÇÃO, DEIXANDO DE SER APENAS CEDIDO, COMO FOI ATE 2009.
A DESPEITO DE NÃO TERMOS CITADO AS BENECES MENCIONADAS NO TEXTO, É PELO SIMPLES FATO DE NÃO TERMOS RECEBIDO NADA. SEMPRE QUE RECEBEMOS, COMO AGORA, PUBLICAMOS. SABEMOS DO VALOR DOS PROFESSORES E FUNCIONARIOS DA ESCOLA, COMO ACONTECE EM OUTRAS ESCOLAS DO MUNICIPIO, E NUNCA OMITIMOS OS BONS TRABALHOS.
ESTE BLOG DE FATO, EXERCE A DEMOCRACIA E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, DIFERENTE DO QUE TENTA FAZER A ATUAL GESTÃO, BUSCANDO CAMUFLAR A REALIDADE QUE EXISTE EM GRAVATÁ.
O FATO É QUE, NÃO CONHEÇO NENHUM FILHO DE SUPERVISORA, DIRETORA, SECRETARIOS E AFINS QUE TENHAM MATRICULADO SEUS FILHOS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE GRAVATÁ.

POR QUE SERÁ??????????

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