"Acreditando na magia que existe na educação! Buscando ser a mudança que quero ver no mundo"!
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

TURISMO EM GRAVATÁ: O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER OUVIR!

Pesquisando sobre o tema em diversos sites, encontrei um texto que reproduzirei na íntegra, dando os devidos créditos, todavia, preciso chamar vossa atenção para os locais apontados como pontos turísticos: com raras excessões, TODOS estão na ZONA RURAL DO MUNICÍPIO!!

Roteiros do Brasil

Região Turística Agreste

hspace=0 HISTÓRIA DA CIDADE

O município de Gravatá teve origens numa fazenda, em 1808, pertencente a José Justino Carreiro de Miranda. De clima agradável, com água abundante, pois se situava às margens do Rio Ipojuca, o local servia como hospedagem para os viajantes que iam comercializar o açúcar e carne bovina, principais produto da época.

Esses produtos eram levados em embarcações do Recife até o interior. Como a navegação pelo Rio Ipojuca era difícil, os comerciantes eram obrigados a fazer paradas estratégicas para evitar também que o gado perdesse peso.

Uma dessas paradas ficou conhecida como Crauatá, pois era terra de boas pastagens. A denominação Caruatá, que deriva de Karawatã , significa “mato que fura” em Tupi, e foi como o local ficou conhecido, por conta da predominância de uma planta do gênero da família das bromélias, também chamada Caraguatá, Caroatá, Caroá e Gravatá.

Foi no fim do século XVIII que José Justino Carreiro de Miranda tomou posse da Fazenda Gravatá que, por muito tempo, serviu de hospedagens para viajantes. Como conseqüência natural, surgiram dois arruados, um em cada margem do rio.

Em 1810, o proprietário da fazenda iniciou a construção de uma capela dedicada a Santa’Ana que, 12 anos depois, seria concluída por seu filho João Félix Justiniano. Em seguida, as terras foram divididas em 100 lotes e vendidas aos moradores, dando início ao povoado Gravatá.

Em 1881, o povoado, que era um distrito de Bezerros, foi elevado a Vila pela lei 1500/1881 e sua capela transformada em Igreja Matriz. Três anos depois, a Vila se transformaria cidade e comarca pela lei 1805/1884. Sua efetiva emancipação, porém, só veio após a Proclamação da República, pela Lei Orgânica dos Municípios, de 15 de março de 1893, quando a cidade adquiriu sua autonomia municipal.

Significado do Nome

Seu nome, o mesmo de uma bromeliácea, se origina da língua Tupi, e significa Mato que Fura ou Arbusto que Espinha.

Aniversário da Cidade

15 de março

hspace=0 CARACTERÍSTICAS

Município Estância Climática, Gravatá é muito procurada pelos turistas devido ao seu clima ameno que favorece à degustação de vinhos e de foundue. Suas construções são em estilo suíço e possui infra-estrutura turística com hotéis, pousdas e restaurantes de boa qualidade. Tem grande destaque na produção de artesanato em madeira, bronze e tecido, e é o maior produtor estadural de flores.

Clima

Ameno

Temperatura Média

18 ºC

hspace=0 COMO CHEGAR

Localização

Situado no Agreste pernambucano, na microrregião Vale do Ipojuca

Limites

Norte e Nordeste: Passira e Bezerros
Leste: Pombos e Chã Grande
Sul: Amaraji e Cortês
Oeste: Barra de Guabiraba e Sairé

Acesso Rodoviário

BR-232

Distâncias

80 Km da cidade do Recife

hspace=0 TURISMO

Principais Pontos Turísticos


Serra das Cãibras

Está localizada no Sítio Valentim, a 8 km do centro da cidade. Local ideal para passeios de bicicleta, com um mirante de onde se tem a visão das cidades circunvizinhas: Cumaru, Passira, Limoeiro, João Alfredo, Serra Negra (Bezerros).

Serra da Estrela

Está localizada atrás do Mirante do Cruzeiro, a 40 minutos do centro da cidade.Possui vista panorâmica de grande parte da cidade de Gravatá, além da Serra Negra (município de Bezerros) e da cidade de Chã-Grande.

Serra do Maroto

Entrada pela Via Local da BR 232, sentido Norte. Serra de pequeno porte com direção ao norte de Gravatá, com uma bela vista da cidade. No entanto, possui vários condomínios e seu ponto de visitação é a Praça da Antena.

Pedra Branca

Está localizada no Sítio Pedra Branca, a 3,5 km do centro da cidade, na estrada da barragem, próximo ao Sítio de Dona Nadir. Com 75m de altura, de encosta norte esbranquiçada. É adequada para a prática de esportes radicais variados como alpinismo, rappel e vôo livre.

Pedra do Cruzeiro

Está localizada na Estrada de Mandacaru. Possui uma vista espetacular de toda a região, a cerca de 8 Km de Gravatá.

Pedra Dourada

Está localizada no Distrito de Uruçu-Mirim. Possui uma vista panorâmica no brejo de altitude. Ideal para a prática de esportes radicais e acampamentos de aventura.

Pedra da Moça

Está localizada a 4 Km do centro da cidade. Possui formação rochosa utilizada para acampamentos e mirante com uma bela vista.

Pedra do Tao

Está localizada no Sítio Camocim, Fazenda Pedra do Tao, propriedade do Sr. Clóvis Dantas. Possui 35m de altura, cercada por Mata Atlântica. É possível a prática de rappel e escalada, do seu alto observa-se parte da movimentação do Planalto da Borborema, destacando-se ao norte o centro urbano de Gravatá e a nordeste o município de Chã-Grande. A vegetação é formada por mata em recomposição, bromélias e orquídeas, (propriedade particular).

Pedra Vermelha

Está localizada no Distrito de Valentim, a 8 km do centro da cidade. Acesso difícil nos últimos 500m.É uma pedra de cor avermelhada, que além de formar duas furnas em suas laterais, exibe na sua parte frontal, pinturas rupestres. Utensílios rudimentares foram achados nas redondezas.

Lago Mágico

Está localizado na Fazenda do Sr. Leonardo (privado).È um pequeno lago com uma atmosfera muito especial, a cerca de 3 Km de Gravatá. Nesse lago possui um roteiro de bicicleta, onde o ponto de partida é a Ponte de Pedestres sobre a BR 232.

Banho de Amaraji

Está localizado na Zona rural, na entrada de Amaraji.É um banho feito na atual barragem que abastece a cidade, composta por vários olhos d’água. Possui pedras e vegetação da caatinga.

Banho do Açude Valença

Está localizada próximo ao Sítio de D. Nadir, a 12 Km da cidade. É um banho com água da fonte mineral.

Balneário de Dona Nadir

Está localizado no Sítio Camocim, a 12 km do centro da cidade. Balneário marcado por águas límpidas que brotam nas encostas da mata e formam pequenas piscinas naturais. O represamento do córrego em caldeirões constitui bicas e banhos em chuveiros.

Cachoeira da Palmeira

Está localizada no Sítio das Palmeiras, a 17 km do centro da cidade. Está constituído por três cachoeiras, bicas e piscinas. Ideal para meditação, fotografias e esportes radicais. A cachoeira, de água cristalina e doce, tem cerca de 20m de altura, com 7m de largura no trecho superior e 12m no inferior, (propriedade particular).

Cachoeira do Tao

Localizada na Fazenda Pedra do Tao, a 12 km do centro da cidade. Possui cachoeira de 8m de altura e 5m de largura, balneável em forma de ducha. Sua vegetação é arbustiva, composta por gramíneas e algumas fruteiras,

Mirante do Cruzeiro

Localizado no bairro do Cruzeiro, a 1 km do centro da cidade. É um atrativo urbano construído desde o século XVIII, marcado por formações rochosas, constituídas por um cruzeiro, a estátua do Cristo Redentor, a Capela do Cristo Rei, uma escadaria com 365 degraus, que dá acesso ao pátio aberto, restaurante, bares e a sede da Rádio Gravatá FM. Possui uma vista panorâmica da cidade.

Mirante da Serra das Russas

Está localizado na Serra das Russas, BR-232. Pode ser contemplado o relevo do Planalto da Borborema. Possui vegetação arbustiva e rasteira.

Açude de Valença

Está localizado a 12 km do centro da cidade, próximo ao Sítio de Dona Nadir. É uma Fonte de Água Mineral.

Alto do Caboclo

Está localizado no sentido Mandacaru.É um morro com uma pedra grande a caminho do Brejo de altitude, de onde é possível obter-se uma bela vista.

Parque de Pedras do Mocó

Localizada a 3 km do centro da cidade. É um Patrimônio Municipal. São centenas de pedras que formam um conjunto de esculturas naturais, esculpidas pela ação das águas e do tempo. O local é ideal para a prática de trekking (trilhas).

Plantação de Morangos

Está localizada na Zona Rural de Gravatá. Local onde o morango é cultivado e o visitante pode conhecer e até adquirir mudas, bem como provar os deliciosos doces, geléias e licores produzidos por moradores locais.

Casarão e Capela

Está localizado na Avenida Agamenon Magalhães, s/n/, Prado. É um conjunto arquitetônico no estilo barroco brasileiro. No início funcionava como o Externato Nossa Senhora da Glória, das irmãs Dorotéias. Atualmente é sede da Escola Municipal de Ensino.

Casarão Secular

Está localizado na Rua Rui Barbosa, 126, Centro. Casarão centenário. Frontão revestido com azulejo português, bem como na parte superior. Ostenta belíssimas pinhas e louças vindas do Porto em Portugal. Pertenceu à tradicional família Guimarães e hoje é de propriedade da Sra. Conceição Guimarães.

Casario

Está localizado na Rua João Pessoa, 12, Centro. Chalé construído no início do século XIX pelo escritor gravataense e político Antonio Farias. Construção da arquitetura portuguesa. O chalé ainda hoje ostenta em seu interior todo o mobiliário da época em que começou a ser residido. Pertence a Sra. Helena Farias. Encontra-se em bom estado de conservação e ocupação particular.

Engenho de Cana-de-Açúcar – Engenho Caranguejo

Está localizado no Distrito de Uruçu-Mirim a 16 km de Gravatá. Engenho de cana-de-açúcar, movido à roda d’água, fabrica de rapadura e mel de engenho. É de propriedade particular. Atualmente funciona um haras com criação de cavalos Quarto de Milha

Escada da Felicidade

Está localizada no Morro do Cruzeiro. É um atrativo urbano, datado de 1º de novembro de 1953, possui 365 degraus, do sopé ao cume, tendo em cada degrau o nome de um morador de Gravatá, sendo alguns deles participantes da construção. Encontra-se em bom estado de conservação.

Estação Ferroviária

Está localizada na Rua João Pessoa, s/n/, Centro. Datado do século XIX, apresenta um dos moldes da arquitetura importada inglesa. Atualmente encontra-se desativada, funcionando apenas para receber turistas. Chamada de Estação do Artesão é um ponto de demonstração dos trabalhos dos artistas locais.

Museu de Carros Antigos

Está localizado na Avenida 15 de Novembro, s/n/, N. Srª das Graças (próximo ao Posto Petur). Reúne a coleção de carros antigos do empresário José Ferreira. Horário de Visitação deve ser agendado durante o dia. Propriedade particular.

hspace=0 EVENTOS

Festa de Reis: Festa secular onde há uma junção do evento religioso e profano que acontece sempre no segundo domingo de janeiro

Festa de Nossa Senhora dos Anjos: Festividade religiosa, que acontece no distrito de Russinha sempre na quinzena de janeiro.

Festa de São Sebastião: Festa de caráter religioso que é realizada em data móvel nos distritos de Avencas e Uruçú-Mirim, como também em Gravatá onde se segue a procissão até a capela.

Festa de São José: Festa religiosa que possui data móvel e acontece no distrito de Mandacaru.

Carnaval: Festa realizada em data móvel, com apresentações de blocos e troças, na semana pré-carnavalesca a Prefeitura de Gravatá realiza o pólo de animação “Norte em Folia”, com orquestras e bandas locais.

Semana Santa: Evento com data móvel de maior acontecimento, que além de grandes atrações o município oferece uma programação mais direcionada aos turistas e visitantes.

São João: Evento realizado em data móvel. Com apresentações de quadrilhas matutas, trios pé-de-serra e diversas comidas típicas, com decoração junina de balões, concurso de quadrilhas e shows de artistas nacionais de grande porte, além de atrações locais e regionais.

Festa da Estação: Festa realizada na primeira semana de agosto, encerrando o Circuito do frio, trata-se de um roteiro que percorre cinco cidades de Pernambuco, com oficinas,apresentações culturais e musicais de nível nacional

Festival Cultural e Feira de Negócios: Realizada em data móvel no mês de setembro, onde une os maiores segmentos que dão sustentabilidade à economia (setor de móveis, artesanato, gastronomia, flores e morango) compõem o Festival Cultural.

Festival Gastronômico: Realizada em data móvel no mês de novembro, onde há elaboração de novos pratos com a finalidade de aumentar o fluxo econômico no setor gastronômico.

Caminhada de Frei Damião: Realizada no dia 31 de maio. Caminhada que parte do centro da cidade conduzindo os devotos de Frei Damião até a capela onde ele celebrou a 1ª Missa no Brasil, a Capela de São Miguel.

Noites Marianas: Realizada em dia móvel (maio). São nove noites de alegria e devoção à Nossa Senhora, coordenadas pelo Apostolado da Oração.

Festa de Nossa Senhora Auxiliadora: Acontece no dia 24 de maio, no bairro de Nossa Srª Auxiliadora.

Festa do Divino Espírito Santo: Acontece sempre no mês de maio, possuindo data móvel e realizada no distrito de Uruçú-Mirim, onde acontece culto e louvor.

Festa do Sagrado Coração de Jesus: Acontece em dia móvel Do mês de junho. Festa de caráter religiosa.

Festa da Padroeira Senhora Sant’Ana: Realizada no dia 26 de julho, onde os fiéis se reúnem na Matriz de Sant’Ana e seguem em procissão pelas ruas da cidade rezando e cantando em louvor a Nossa Senhora Sant’Ana e São Joaquim.

Festa de São Cristóvão: Realizada em dia móvel do mês de julho, onde acontece uma carreata partindo do centro da cidade até a Serra das Ruças, onde acontecem a missa e os shows.

Festa de Cristo Rei: Realizada no dia 23 de novembro, no Mirante do Cruzeiro, na Capela de Cristo Rei.

Festa de Nossa Senhora das Graças: Realizada no dia 27 de Novembro. Acontece no bairro Nossa Senhora das Graças.

Festa de Santa Luzia: Realizada no dia 13 de dezembro, na rua do Norte, na Capela de Santa Luzia

Natal Cultural da Paz: Realizada nos dias 24/25 de dezembro, com apresentação de shows com artistas locais e decoração natalina na cidade.

Reveillon: Acontece no dia 31 de dezembro, com apresentação de shows com atrações locais e regionais.


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FONTE:

http://www.ferias.tur.br/informacoes/5264/gravata-pe.html

Nota: Informações enviadas pela Secretaria de Turismo do Município, é claro!!

GRAVATÁ IN DESCONCERT: ESTAMOS PERDENDO NOSSA IDENTIDADE!

REFORMAS DEFORMADORAS, FALTA DE CRITÉRIO E PRIORIDADE, IMPOSIÇÕES E IDÉIAS OBSCURAS DE GESTORES PÚBLICOS MUNICIPAIS ESTÃO DESCARACTERIZANDO O MUNICÍPIO DE GRAVATÁ



Nos últimos 10 anos, a cidade enfrenta o dilema e os problemas dos grandes centros urbanos, que crescem de forma despropositada e desordenada, inchando as periferias que a cada dia aumentam a miséria e o abismo social conhecidos em todo país.

Governantes sem bons propósitos, empurram os lucros para os grandes empresários, deixando o morador a mercê da sorte. Não há geração de renda, não há empregos, não há locais para lazer, não há estímulo para os mais de 20 mil habitantes da zona rural, que vivem uma agricultura de subsistência, desestimulando os jovens, fazendo-os migrar para os grandes centros em busca de oportunidades, abrindo mão de seu chão, de sua terra e de sua qualidade de vida ímpar.

Até quando Gravatá??


* Mais de 10 escolas funcionam precariamente em prédios ALUGADOS ou emprestados;
* Nossas praças foram destruídas pela arrogância, deixando nossas crianças apenas com cimento e um sol de mais de 37° para brincar - não foi colocado nenhum brinquedo para nossos filhos, derrubaram todas as grandes árvores;
* A merenda de nossos filhos, na maioria das vezes é bolacha cream-craker, enquanto nosso município produz toneladas de alimentos, inclusive orgânicos.


Até quando Gravatá??




Antiga Praça da Matriz, em dois ângulos. Na foto anterior, de frente para a igreja que a nomeia. A praça que possuía uma escultura e pedras portuguesas formando um ladrilho, teve toda sua história destruída!


SERÁ QUE TEREMOS QUE ADERIR A CAMPANHA:" DEIXEMO DE CÊ BESTA"????? Aff!

O DIA 07 DE SETEMBRO EM IMAGENS...





Meu filho Guilherme com uma amiguinha do SERC, eu e meu esposo Ricardo Campelo. Na foto do canto esquerdo, Dra. Ana Borges - fonoaudióloga e uma das diretoras do SERC.































E PALAVRAS!


Em uma das passagens bíblicas, Jesus Cristo ensinou: "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus"!

O Desfile Cívico deste ano recebeu um tratamento diferenciado por parte da equipe da Secretaria Municipal de Educação de Gravatá. Embora alguns alunos ainda tenham resistido para participar do desfile, algumas mudanças realizadas pela organização do evento possibilitou que tudo ocorresse de forma ordenada. Foi visível a maior participação do público, se comparado ao desfile do ano passado, além das grades de proteção e de carros de som espalhados pelo percurso, antecedendo o palanque. Antes, não era possível saber o que estava acontecendo na frente do palanque, porque o som ficava concentrado apenas naquele local.

A imprensa gravataense registrou e nós reiteramos que, essa é uma festa de fato popular. Pode até ter perdido o sentido cívico de quando foi idealizada, por ocasião do tal "grito da independência", mas é uma data em que famílias humildes saem de suas casas para admirar seus filhos, e vê-los receber os aplausos de outros tantos.

Um outro registro que não posso deixar de fazer é em relação ao desfile realizado pelo SERC (Serviço de Estimulação e Reabilitação da Criança com deficiência) do qual participei com meu filho Guilherme, de 5 anos.

Muitas maẽs vieram da zona rural para participar. O que mais me chamou atenção é que, há pouco tempo, não se sabia dessas crianças com deficiência. Aquele comportamento de esconder os filhos, tidos como doentes, herança do século passado, ainda permeava nossa sociedade.
O desfile de 07 de setembro colocou essas maẽs guerreiras na rua, junto com seus filhos, estampando no peito a palavra AMOR. Havia orgulho em seus olhos, de estar participando desse momento, e dizendo a todos que estamos vivos, que nossos filhos possuem apenas limitações, como qualquer ser humano. Esse orgulho é decorrente do trabalho realizado pelo SERC, por todos que dedicam suas vidas a esse trabalho.

O que mais posso dizer? PARABÉNS A TODOS! VALEU!!!



SE UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

TURISMO EM GRAVATÁ: CONCENTRAÇÃO DE RIQUEZAS E BENEFÍCIOS


MAIS DE 700 KM DE ÁREA RURAL NÃO RECEBEM INCENTIVO E APOIO PARA DESENVOLVER AÇÕES SUSTENTÁVEIS, EM CONSONÂNCIA COM A ECONOMIA QUE ESTÁ SENDO DIFUNDIDA DO MUNICÍPIO


Uma das muitas belezas naturais de São Severino de Gravatá, pouco conhecida.



Enquanto o governo municipal investe pesado para colocar Gravatá na rota do turismo, beneficiando os grandes empresários do setor, muitos deles sequer residentes da cidade, a população que é de MAIORIA rural, não vê um centavo desse dinheiro que passa por aqui, especialmente em épocas de maior movimento. Gravatá recebe semanalmente uma grande população flutuante, integrantes das classes A e B, que utilizam os serviços dos hóteis luxuosos, além dos donos de residências nos diversos condomínios e privês da cidade , que no máximo, utilizam nossos serviços de gastronomia e realizam algumas compras no pólo moveleiro.

Hoje, o estudante das escolas de Uruçu-Mirim, Mandacaru e Avencas, que atendem a jovens de diversos setores (sítios adjacentes), ao concluir o 9º ano (antiga 8ª série), não tem nenhuma perspectiva de vida. Por faltar-lhes recurso, muitos não concluem o ensino médio, e por terem que realizar trabalho braçal no horário que seria dedicado aos estudos, continuam tocando suas vidas sem fazer uso do que viram na escola, tornando o ensino ocioso, fadado a afirmação dos pais do século passado, de que "a escola de que seus filhos precisam, e que lhes garante comida na mesa, é uma enxada".

Recordo de ter escutado muitas vezes minha avó (in memorian) afirmar que, não pôde concluir seus estudos, porque seu pai lhe abrigava a ir para o roçado, ajudar na lavoura que era o sustento da casa. Já se passou mais de 60 anos, e muita coisa não mudou por aqui.

A escola atual, e a política praticada em nosso município, não tem apresentado o verdadeiro dever do ensino, que é de proporcionar qualidade de vida as pessoas. O que precisa ficar claro é que, nem todos (a maioria, diga-se de passagem) serão médicos, advogados, GUIAS TURÍSTICOS, TURISMÓLOGOS, comerciantes ou funcionários públicos. A cidade hoje mal tem estrutura para abrigar os atuais moradores, cujo quadro econômico os deixa abaixo da linha da pobreza, como já foi relatado pelo Jornal do Commércio há pouco.

O que precisamos é de Projetos Políticos e ações educativas voltadas para o homem do campo, pelo fato de ser esta nossa potencialidade maior. Ao contrário de Campos do Jordão, cidade que "inspirou" o ex-prefeito para implantar no município a disciplina Noções de Turismo, nós temos uma alta produção agrícola. Enquanto lá o Turismo representa o único meio de renda e sobrevivência, aqui, nós dependemos diretamente da agricultura.

Não precisa ser nenhum técnico para saber disso, basta não ser nércio. É só observar diariamente a quantidade de caminhões que passam pela cidade, no início da manhã, carregados de produtos hortifrutigranjeiros, vindos de nossos brejos, para compreender meu apelo e revolta. Todos os dias, de acordo com as safras, dezenas de caminhões saem deste município carregados de inhame, laranja, chuchu, feijão, repolho, pimentão, banana, cenoura, entre outros produtos, para abastecer a CEASA. Pouco do que se produz no município é consumido aqui. As escolas, quando oferecem algum produto vegetal, são adquiridos em outros estados! Não há incentivo para os pequenos agricultores, que em sua maioria, praticam uma agricultura de subsistência.

O Turismo Rural favorece a economia local, criando novos empregos em diversas áreas como: no próprio turismo ou ligadas à atividade agrícola, comércio de artesanato, serviços auxiliares e construção civil. Possibilitando a instalação de pequenas indústrias, por exemplo para a produção de alimentos regionais típicos como doces, agregando valor aos produtos do estabelecimento.

A atividade também traz vantagens ambientais, já que as propriedades prezam pela conservação do meio ambiente, e passam isso a cada turista que visita o local. Além disso, desperta a atenção para a recuperação de áreas degradadas e da vegetação florestal e natural.



Visivelmente, nossa cidade tem perdido a característica que a tornou tão desejada e amada por muitos: de cidade do interior, com aquele arzinho rural. Do Alto do Cruzeiro, é possível constatar que hoje existem duas Gravatás: a dos visitantes - luxuosa, com casas confortáveis, locais de lazer com segurança e projetos paisagísticos mirabolantes - e a cidade dos quase 80 mil moradores - sem saneamento, sem escolas decentes para nossos filhos, sem perspectiva de futuro, sem emprego, sem lazer, sem DIGNIDADE!

P.S:
Até nossas praças, que foram reformadas recentemente, a peso de ouro, não dispõe de um local onde nossas crianças possam brincar no final da tarde. Aliás, até as árvores que nos ofereciam sombra, nesse sol escaldante, enquanto aguardávamos o ônibus de Uruçu, uma moto, ou simplesmente um amigo para um bate-papo, foram arrancadas pelo PROGRESSO!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ESCOLA ESTADUAL DEVALDO BORGES REALIZA SIMULADO PARA O NOVO ENEM-2009

Por Ricardo Campelo*


Um projeto pioneiro vem sendo desenvolvido pelos professores, Alysson Walter, Ricardo Campelo, Rojani Zacarias e Viviane Araújo, pela coordenação, na pessoa do Profº Antônio e direção, nas pessoas de Adilson Quirino e Jane Vital, além de pessoas ligadas a secretária desta escola desde 2008, e teve seu último evento deste ano ocorrido na noite de hoje (quinta feira, 03/09/2009).
O projeto de preparação para o Enem 2009 neste ano dá ênfase e uma estrutura bem maior do que quando comparado com o mesmo projeto realizado em 2008. Neste ano, os eventos foram exaustivamente planejados, ensaiados e executados, visando atender a nova estrutura e importância do Enem dada pelo MEC.
Dentro dessa nova perspectiva os estudantes também precisavam de uma melhor preparação e, assim foi feito. Seguindo o cronograma, tivemos uma palestra sobre o novo Enem, um aulão temático e interdisciplinar, uma semana com resoluções de questões e, finalmente, um simulado, ensaiando todas as condições de desgaste, tensão e condição pessoal de cada estudante para a maratona que o Novo Enem trará em outubro. Podemos afirmar que os objetivos traçados foram alcançados de maneira satisfatória, pois o número de estudantes e a intensidade da dedicação com a qual cada um teve ficou evidente.
Não há dúvidas que esses estudantes estão muito mais preparados do que aqueles que lá não estiveram. Precisamos aplaudir a dedicação, o entusiasmo e o compromisso assumido por todos os que compreenderam e aceitaram encarar esse desafio. Procuramos desenvolver um trabalho que, se não for inédito em escolas públicas, com certeza é pioneiro na região da zona da mata e agreste pernambucano. Provamos também que a educação é feita de desafios e superação, pois muitos pensam que a escola pública é uma instituição falida e não há qualidade ou competência nela.
Aqui mostramos o contrário, muito pelo contrário mesmo, mostramos uma escola séria, comprometida e antenada com a realidade de sua comunidade e com profissionais preparados para essa nova situação. Sentimo-nos muito orgulhosos por fazer a diferença para muitos estudantes que não imaginavam ter o privilégio de estar fazendo parte de um projeto de tão alto nível. Em nome daqueles que fazem parte de uma educação diferenciada e qualificada da ESCOLA ESTADUAL DEVALDO BORGES, parabéns, sucesso e que o trabalho não estacione.







*Ricardo Campelo de Albuquerque - graduado com especialização em Ciências Biológicas, professor das redes estadual e municipal de ensino em Gravatá - PE.

PROJETO SABER E SABOR - OS SABERES E SABORES DO BRASIL




ITÁLIA, ALÉM DA PIZZA: ESTUDO SOBRE A CULTURA ITALIANA - CONTRIBUIÇÕES E INFLUÊNCIAS




Os alunos Jonathan Sales e Clara com as italianas Lúcia e Clara.



Dando sequência ao Projeto iniciado no mês de fevereiro/09, na turma do 5º ano da Escola Municipal John Kennedy, recebemos hoje pela manhã (03/09) a visita de três italianos, um já radicado no Brasil há 40 anos, o Sr. Baroni, e duas italianas que estiveram por aqui visitando a terrinha, as simpáticas jovens Clara e Lúcia. Aproveitamos a visita delas para realizar um intercâmbio cultural, tirando dúvidas e conhecendo um pouco mais sobre a diversidade cultural de um país que influenciou muitos de nossos hábitos, especialmente, os alimentares.

Os alunos realizaram diversas perguntas, pediram para tirar fotos, e foram gentilmente atendidos, escutaram algumas músicas clássicas italianas, como as do tenor Andrea Bocelli, escutaram a história da origem da pizza margherita, em homenagem a uma rainha italiana com esse nome, além dos comentários dos visitantes acerca das imagens que apresentamos em vídeo e, no final, provaram de nossa legítima pizza.

Não precisa dizer que a aula foi uma delícia!



Algumas das perguntas feitas pelos alunos revelaram algumas curiosidades:

4ª série - Devido ao consumo de massas na Itália, o índice de obesidade é tão alto quanto aqui no Brasil?

Clara,Lúcia e Baroni - Há pessoas obesas também mas, pelo fato de comermos pizza com azeite, sem maionese e outros condimentos, conseguimos controlar melhor o peso. Consumimos muitas hortaliças também. Não temos o hábito de misturar feijão com arroz, por exemplo. Preferimos macarrão. Se comemos carne, só comemos com verduras. Consumimos também os vinhos, que ajudam a manter a saúde.

4ª série - Sobre a educação na Itália. O ensino é gratuito e de qualidade para todos?

Clara, Lúcia e Baroni - Sim, todos tem acesso aos estudos até se formarem. As melhores escolas são as do governo. Só vai para as escolas particulares aqueles que são reprovados no ensino público, daí tem que pagar pra ter um diploma. O ensino básico é de 05 anos, mais 03 do médio e mais 05 de Ensino Superior ou Técnico.

4ª série - O que mais chamou sua atenção em nosso país?

Clara, Lúcia e Baroni - A quantidade de pessoas muito pobres. Na Itália também tem pobres, mas não como aqui. Aqui é muita gente sem nada. Outra coisa é que todo mundo sabe dançar. Todos dançam muito.

4ª série - O que vocês levariam (ou levarão) do Brasil para a Itália?

Clara, Lúcia e Baroni - Doce de leite e sandálias havaianas. Na Itália custa muito caro, em média 20 euros ( aproximadamente R$ 50,00).

4ª série - Além da pizza, o que não pode faltar na mesa de um italiano?

Clara, Lúcia e Baroni - Depende um pouco da região do país, mas em geral, não pode faltar pão, tanto pela manhã quanto no jantar. Preparamos a massa do macarrão.

4ª série - A Itália ensinou o brasileiro a consumir massas. Vocês adquiriram algum hábito alimentar conosco?

Clara, Lúcia e Baroni - Não há muita variedade de frutas na Itália, uma parte está sendo importada daqui do Brasil, como mamão papaya, maracujá, manga. Assim, agora podemos consumir essas frutas, porque antes não havia lá. Provamos cuscuz e pimenta aqui.

4ª série - E farinha de mandioca?

Clara, Lúcia e Baroni - Só experimentamos.








Sr. Baroni, Lúcia, a Professora Sunamita Oliveira e Clara


A turma da 4ª série da Escola John Kennedy - Gravatá - com a diretora Denise Batista, a professora Sunamita Oliveira e as visitantes Lúcia e Clara.


Na telinha, a bandeira da Itália - os alunos atentos a fala de nossos visitantes.



Nota:

Este trabalho só foi possível graças a disponibilidade do Sr. Baroni e de sua esposa Macione Pessoa, através do conhecimento deles com as jovens italianas, que agendaram a visita e as transportaram até nossa escola. Nosso muito obrigado pelo privilégio de aprender um pouco mais sobre nossa história, e pelo rico momento que vocês nos possibilitaram ter! Gracias! Bravo!

Turismo rural: É disso que Gravatá precisa!


O Turismo rural é uma modalidade do turismo que tem por objetivo apresentar como atração as plantações e culturas em áreas onde as mesmas, porventura, sirvam de referência internacional no chamado agronegócio.

Turismo rural no Brasil

Segundo o documento, do Ministério do Turismo do Brasil, "Diretrizes para o Desenvolvimento do Turismo Rural", a conceituação de Turismo Rural fundamenta-se em aspectos que se referem ao turismo, ao território, à base econômica, aos recursos naturais e culturais e à sociedade. Com base nesses aspectos, e nas contribuições dos parceiros de todo o País, define-se Turismo Rural como: “o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade”.


Atividades turísticas no meio rural

As atividades turísticas no meio rural constituem-se da oferta de serviços, equipamentos e produtos de:

  • hospedagem
  • alimentação
  • recepção à visitação em propriedades rurais
  • recreação, entretenimento e atividades pedagógicas vinculadas ao contexto rural
  • outras atividades complementares às acima listadas, desde que praticadas no meio rural, que existam em função do turismo ou que se constituam no motivo da visitação.

A concepção de meio rural adotada nas Diretrizes brasileiras, baseia-se na noção de território, com ênfase no critério da destinação e na valorização da ruralidade. Assim, considera-se território um espaço físico, geograficamente definido, geralmente contínuo, compreendendo cidades e campos, caracterizado por critérios multidimensionais, como ambiente, economia, sociedade, cultura, política e instituições, e uma população com grupos sociais relativamente distintos, que se relacionam interna e externamente por meio de processos específicos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam identidade e coesão social, cultural e territorial.

Nos territórios rurais, tais elementos manifestam-se, predominantemente, pela destinação da terra, notadamente focada nas práticas agrícolas, e na noção de ruralidade, ou seja, no valor que sociedade contemporânea concebe ao rural, e que contempla as características mais gerais do meio rural: a produção territorializada de qualidade, a paisagem, a biodiversidade, a cultura e certo modo de vida, identificadas pela atividade agrícola, a lógica familiar, a cultura comunitária, a identificação com os ciclos da natureza.

O Comprometimento com a produção agropecuária identifica-se com a ruralidade: um vínculo com as coisas da terra. Desta forma, mesmo que as práticas eminentemente agrícolas não estejam presentes em escala comercial, o comprometimento com a produção agropecuária pode ser representado pelas práticas sociais e de trabalho, pelo ambiente, pelos costumes e tradições, pelos aspectos arquitetônicos, pelo artesanato, pelo modo de vida considerados típicos de cada população rural.

A prestação de serviços relacionados à hospitalidade em ambiente rural faz com que as características rurais passem a ser entendidas de outra forma que não apenas focadas na produção primária de alimentos. Assim, práticas comuns à vida campesina, como manejo de criações, manifestações culturais e a própria paisagem passam a ser consideradas importantes componentes do produto turístico rural e, conseqüentemente, valorizadas e valoradas por isso. A agregação de valor também faz-se presente pela possibilidade de verticalização da produção em pequena escala, ou seja, beneficiamento de produtos in natura, transformando-os para que possam ser oferecidos ao turista, sob a forma de conservas, produtos lácteos, refeições e outros.

O Turismo Rural, além do comprometimento com as atividades agropecuárias, caracteriza-se pela valorização do patrimônio cultural e natural como elementos da oferta turística no meio rural. Assim, os empreendedores, na definição de seus produtos de Turismo Rural, devem contemplar com a maior autenticidade possível os fatores culturais, por meio do resgate das manifestações e práticas regionais (como o folclore, os trabalhos manuais, os “causos”, a gastronomia), e primar pela conservação do ambiente natural.

No Brasil, são muito procurado o turismo rural em fazendas centenárias de Minas Gerais e Rio de Janeiro, como também passeios equestres no Pantanal Matogrossense e trilhas em fazendas históricas do interior paulista.


Fonte:

pt.wikipedia.org/wiki/Turismo_rural

_____________________________
NOTA DO EDITOR:

É este tipo de Turismo que deve ser praticado em nossa cidade, trazendo benefício para o homem do campo, agregando valor as nossas produções e cultivos, não apenas para os grandes hóteis e restaurantes do centro da cidade, que não contempla a população rural, que é maioria em nosso município!!
Até quando irão tentar nos empurrar goela abaixo que temos que parecer ou imitar lugares totalmente distintos e distante da nossa realidade??
Hoje, quem se aventurar até a cachoeira da Palmeira, defronta-se com um acesso difícil, deviso as péssimas condições da estrada, e tem que levar alimento, bebida e tudo o que precisar para desfrutar de um banho por algumas horas. O local não tem sequer uma barraquinha por perto, apenas as casas simples dos agricultores, moradores do local, que não obtém lucro algum com as visitas feitas ao local. A prefeitura apenas mostra fotos das águas, mas não mostra o que há no entorno da cachoeira. O mesmo acontece com o banho em D. Nadir e o distrito de São Severino. Não há hospedagens, apenas as pequenas casas das famílias, e só algumas pessoas aproveitam a viagem, normalmente com fins pedagógicos, para comprar os produtos orgânicos produzidos no local.
As outras imagens que são constantemente apresentadas pela Prefeitura de Gravatá como opções de turismo, são restritas as pessoas de grande poder aquisitivo, pois trata-se de Haras, Hóteis Fazenda e afins.
Sou moradora desta cidade há mais de 30 anos, e digo-lhes que só tive oportunidade de entrar em dois belíssimos hóteis fazenda, mediante capacitações promovidas pela própria prefeitura, quando utilizamos o auditório e o serviço gastronômico, e o outro em uma reunião administrativa, mas não para atividades de lazer. Os cavalos mostrados constantemente nas imagens de Gravatá, são exclusividade de quem pode montar um puro sangue.
Gravatá precisa ser respeitada em sua identidade, fazendo com que o munícipe sinta orgulho de estar aqui. Precisamos de políticos sérios e políticas que beneficiem de fato a população local, especialmente a de baixa renda, para assim, assegurar-lhes um direito já garantido na constituição federal: DIGNIDADE!!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

GRAVATÁ-PE X CAMPOS DO JORDÃO-SP: A UTOPIA DE UM DISCURSO!



Desde que o ex-prefeito de Gravatá visitou Campos do Jordão, os moradores da cidade foram surpreendidos pelas diversas tentativas de plagiar o título daquela cidade, como turística. De fato, perdemos a identidade e o sossego.

Uma das primeiras tentativas de cópia, foi do Natal Luz. Não postarei imagem, porque a intenção não é sobrepujar nossa cidade, tão somente, dar-lhe destaque de fato no que lhe é concernente, neste caso, somos uma potência rural e, conservamos ainda, apesar de tudo, o aconchegante aspecto de cidade do interior, onde as pessoas tratam umas as outras pelo nome, sabem o nome dos donos dos estabelecimentos, compramos ainda com caderneta, conhecemos os moradores de nossas ruas pelos nomes, pedimos açúcar emprestado na casa da vizinha quando nos falta no meio de uma receita.... enfim, conservamos hábitos peculiares, perdidos há muito pelos grandes centros.

Não é preciso ser nenhum gênio para perceber a diferença gritante entre Gravatá, uma cidade de 80 mil habitantes, situada no agreste pernambucano, com maioria da população rural, de Campos do Jordão, que apresenta os seguintes dados:


Estado que Pertence: São Paulo
Data de Fundação:
29 de abril de 1874..
Gentílico:
jordanense
População:
49.512 ( 2006)
Área (em km²):
289,512
Densidade Demográfica (habitantes por km²):
171
Altitude (em metros):
1628


DADOS ECONÔMICOS E SOCIAIS

Produto Interno Bruto (PIB)*: R$ 277.021.418,00 (2003)
Renda Per Capita*:
R$ 5.881,56 (2003)
Principais Atividades Econômicas:
turismo de montanha e comércio.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,820 (PNUD - 2000)

PONTOS TURÍSTICOS E CULTURAIS

- Festival Internacional de Inverno (julho)
- Igreja Matriz de Campos do Jordão
- Horto Florestal
- Estrada de Ferro
- Palácio do Governo
- Museu Felícia Lerner
- Teleférico


GEOGRAFIA

Relevo: planalto (montanhoso) - Serra da Mantiqueira
Clima
: subtropical
Rios Principais: Ribeirão Capivari e Piagui
Temperatura média anual: 15ºC
Índice Pluviométrico: 1485 mm

Economia de Campos do Jordão

A economia de Campos do Jordão baseia-se no turismo, na indústria de confecção de malhas e de chocolate, no artesanato e na exploração de água mineral.

Turismo
O Turismo constitui a maior fonte de renda do Município. Sua privilegiada localização, a uma distância relativamente pequena de três grandes capitais - São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, garante-lhe uma freqüência apreciável de visitantes.
O turismo é também o maior responsável pelo desenvolvimento de Campos do Jordão em seus mais variados setores. Por isso, uma das principais metas de governo municipal tem sido incentivar a criação de novos espaços e promover eventos que fortaleçam, ainda mais, a base da economia local.

Comércio
O comércio jordanense se desenvolveu à margem e ao longo dos trilhos da Estação Ferroviária de Campos do Jordão. A Vila Abernéssia deteve a hegemonia do comércio jordanense, arrebatada à Vila Jaguaribe, passando a localizar-se na antiga Vila Nova, não somente o pólo comercial, como também o centro cívico e o administrativo de Campos de Jordão.
Atualmente o principal centro comercial de Campos do Jordão é a Vila Capivari, que recebe anualmente em suas sofisticadas lojas a visita de milhões de turistas.
A Vila Abernéssia continua sendo o local onde estão concentrados bancos, supermercados, lojas, escritórios, o mercado municipal, empresas de serviço público, hospitais, escolas, centros médicos e odontológicos.

Indústria
Basicamente, a indústria jordanense lastreia-se, no turismo, atividade diversificado, complexa e polivalente.
É a indústria de paz, sem chaminés. Os seus com a inauguração da Estação Ferroviária de Campos do Jordão, a partir de 1914. Anteriormente, o turismo era praticado, timidamente, dado que as vias de comunicação até então eram precárias.
Na década dos anos 20, surge a indústria da construção civil, que adquire grande expressão econômica.
A indústria hoteleira é uma das melhores do país, decorrente do fluxo turístico e da demanda espantosa de veranistas e visitantes à Campos do Jordão, uns em busca de recreação, outros de repouso.
Com o desenvolvimento turístico de Campos do Jordão, iniciou-se o crescimento célebre de inúmeras e pequenas indústrias artesanais de "souvenirs" e lembranças para venda aos turistas, além da fabricação de excelentes doces e geléias em compotas, em escala industrial.
Com grande êxito e aceitação no mercado, a partir dos anos 70, iniciou-se a fabricação de chocolates, da mais alta qualidade.
Outra indústria que adquiriu forças a partir dos anos 60, foi a de malharia, que encontrou grande mercado internos nos grandes centros, os quais absorvem atualmente grande parte da produção industrial.
O forte desenvolvimento da indústria jordanense de malhas, de alta qualidade, fez criar a I FEIMAR - Feira de Malharia e Artesanato, a partir de 1973. A malharia de Campos do Jordão é famosa em todo o país, pela sua alta qualidade, já ganhando até o mercado internacional.

Agricultura
O município registra 60% de solo tipo Campos do Jordão e 40% do tipo Massapé-Salmorão.
O primeiro é de baixa fertilidade, permitindo agricultura onerosa, exceto nas partes baixas, o segundo, é de boa fertilidade. Daí resulta uma atividade agrícola, não muito satisfatória.
Na paisagem rural, verifica-se que a principal atividade é a fruticultura e silvicultura, esta última ocupando 60% da área do município.
Os principais produtos de Campos do Jordão constituem-se de flores e folhagens, pêssegos, ameixas, nectarinas, castanhas, framboesas, amoras e hortaliças.

Pecuária
Verifica-se que parte do município abriga pastagens naturais e outras artificiais, embora existam também campos pobres e alguma floresta nativa, remanescente da Mata Atlântica.
O sistema é extensivo com gado solto, exigindo pouca assistência. Os rebanhos mais importantes são formados por bovinos, eqüinos, muares e suínos.

Truticultura
As duzentas mil trutas lançadas nos rios de Campos do Jordão em 1966, se reproduziram bem e são hoje uma atração para pescadores de todas as regiões. A truta arco-íris conseguiu se adaptar bem aos rios jordanenses, tornando-se mais resistente e adaptada ao clima e às águas com menor teor de oxigênio (em comparação aos rios da América do Norte, de onde se origina). Em um ano, ela atinge 30cm de comprimento e 250g, e já pode ser pescada.
A truta nada com rapidez, sendo difícil a sua captura. Ela nunca volta a morder a isca no local do primeiro lanço. Quando fisgada, briga muito.
Pioneiro na criação de trutas arco-íris no Brasil, Kyoshi Koike lançou o primeiro dos duzentos empreendimentos do gênero hoje existentes no pais: o pesqueiro Truta Azul. Nos três lagos formados para a pesca recreativa, a fartura do peixe garante o sucesso da pesca.
A Truticultura da Cachoeirinha fica a 12 km de Capivari. Em um belo sítio arborizado, um riacho corre por entre os tanques de criação. A pesca pode ser feita nos tanques, ou no próprio ribeirão, o que dá um toque todo especial ao difícil esporte de fisgar uma truta.
O Pesca na Montanha possui uma represa de 20.000 metros quadrados situada em meio a uma natureza exuberante. Ele utiliza o sistema "catch-and-release" e fornece todo o material necessário para a pesca e para o acondicionamento dos peixes.

(Fonte de Pesquisa: Prefeitura de Campos do Jordão)

Disponível em: www.camposdojordao.sp.gov.br


No final deste mês, a Prefeitura Municipal de Gravatá irá realizar uma capacitação sobre a disciplina implantada na grade curricular do ensino básico "Noções de Turismo". Foi anunciado que os professores irão visitar os pontos turísticos de Gravatá, para poder ensinar aos alunos sobre as belezas de nossa cidade.

Quase não me contenho de ansiedade para visitar D. Nadir e as plantações de morango e flores, a cachoeira da Palmeira, local bem próximo de onde nasci e que serve para irrigar as plantações de inhame dos agricultores do sítio Palmeira, o distrito de São Severino e a produção de orgânicos, o distrito de Mandacaru e as plantações de repolho, chuchu e pimentão, dentre outras, a Serra do Contente, cuja entrada custa R$ 8,00 por pessoa, e ir até o Alto do Cruzeiro, que avisto da minha casa todos os dias. Ah, tem também os túneis por onde passavam os trens, programa este que requer bastante preparo físico. Não estou certa se incluirão no roteiro o Hotel Portal de Gravatá e o Villa Hípica, uma vez que são propriedades particulares. Mas, poderemos aproveitar e dar uma forcinha para Jessé, Bal, Zuzinha, Mariano,Seu Manoel Lourenço, Seu Zé Paulo, Gilmário,Vá de seu Zezé.... agricultores de Uruçú-Mirim.

Ao final desta capacitação, estou certa que saberei responder ao meu aluno da zona rural, de que forma a disciplina NOÇÕES DE TURISMO tem contribuido para a melhoria de vida dele, afinal, educação serve pra que??


CONHECEMOS AS INEGÁVEIS BELEZAS DE NOSSA CIDADE, BEM COMO DOS DISTRITOS E DE TODA ÁREA RURAL QUE NOS ABASTECE DIARIAMENTE, COM LEITE DE VACA, QUEIJO E PRODUTOS HORTIFRUTIGRANJEIROS. O QUE QUESTIONAMOS TÃO SOMENTE É QUAL O VERDADEIRO BENEFÍCIO QUE ESTÁ TENDO O MORADOR DA CIDADE, SE OS INVESTIMENTOS E HOLOFOTES ESTÃO DIRECIONADOS PARA O VISITANTE? DIARIAMENTE SE CONSTRÓI HÓTEIS, PRIVÊS, E A CIDADE SÓ É PROCURADA PARA OFERECER MÃO-DE-OBRA BRAÇAL. E, não é que estes não sejam trabalhos dignos. São, com toda certeza. Mas, queremos ver nossos filhos ambicionar carreiras intelectuais também, além de buscarem e receberem formação direcionada à vida no campo, obtendo boa renda e qualidade de vida inquestionáveis!

TODOS AQUI SÃO SEMPRE MUITO BEM-VINDOS, MAS NÃO PODEMOS VIVER DE APARÊNCIA. É UTÓPICO UM DISCURSO QUE DEFENDE A ARQUITETURA DE MANDACARU, UM PEQUENO DISTRITO, DISTANTE UNS 12 KM DA CIDADE, ENQUANTO NOSSAS PRAÇAS, POR EXEMPLO, SÃO TOTALMENTE ALTERADAS, SEM QUE SE LEVE EM CONSIDERAÇÃO NOSSA HISTÓRIA!

Em Campos do Jordão, a disciplina EDUCAÇÃO AMBIENTAL foi instituída na grade curricular. Por que não seguimos o exemplo?

No Paraná, todos os alunos recebem MERENDA ORGÂNICA nas escolas municipais e estaduais. Por que não seguimos o exemplo?

Os filhos dos políticos gravataenses estudam em nossas escolas? E os filhos dos secretários municipais?

Você, leitor/a tem a resposta!!


PRECISAMOS DE MAIS INVESTIMENTOS PARA OS MUNÍCIPES, PRINCIPALMENTE, PARA OS QUE ESTÃO ABAIXO DA LINHA DA POBREZA, SEM EMPREGO, SEM FORMAÇÃO. NOSSOS ALUNOS PRECISAM APRENDER A LÍNGUA PORTUGUESA (já que é a única que temos) BEM. PRECISAM APRENDER A PRESERVAR O MEIO AMBIENTE DO QUAL FAZEM PARTE. PRECISAM APRENDER OS PRINCÍPIOS DE CIDADANIA, ASSIM COMO, PRECISAM TER ESSES MESMOS DIREITOS RESPEITADOS.

HOJE, POR EXEMPLO (dia 02 de setembro de 2009), os alunos receberam bolacha cream-craker na merenda, cardápio que se repete desde segunda-feira. SÓ BOLACHA.

O que será que os jordanenses lancharam hoje??

Vou pesquisar e lhes conto!!

Música será disciplina obrigatória na grade curricular do Ensino Básico


Ontem foi publicada no Diário oficial da União a Lei nº 11.769, que inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira a música como componente curricular. As escolas públicas do país terão três anos letivos para se adaptar às exigências, e inserir no currículo da Educação Básica o ensino da música.

Desde que essa lei foi colocada em pauta e aprovada no Senado Federal, em dezembro do ano passado que sou plenamente de acordo com ela. Na ocasião que escrevi sobre o assunto (leia aqui) muitos se colocaram reticentes quanto à lei.

Lembro que as principais preocupações (bastante legítimas, diga-se) de alguns comentaristas, quando escrevi sobre o assunto (sobretudo Amanda Costa, Krishnamurti e Márcio Cabral de Moura), giravam em torno da real aplicabilidade da lei: de como se contratariam os professores; de como se encaixaria a disciplina na já apertada grade curricular; e, que essa seria uma medida que viria em detrimento de outras prioridades da Escola, como o ensino das atividades básicas: ler, escrever e fazer cálculos. Outra preocupação colocada à época pelos comentadores também faz muito sentido: a questão salarial – como dotar de qualidade um Ensino Público que não valoriza o professor?

Mesmo acreditando que algumas das preocupações dos comentadores são muito legítimas (outras nem tanto), continuo acreditando que essa medida é bastante positiva. Uma questão que foi colocada quando da publicação dessa notícia, em dezembro do ano passado, foi quanto às cargas horárias. De onde se iria reduzir a carga horária para inserir o ensino da música? A preocupação é importante, pois um dos efeitos que pode advir dessa nova medida seria uma provável reformulação de toda a grade curricular, ou a ampliação de escolas de tempo integral. Acho que são válidas tanto um quanto o outro efeito, pois sempre penso que correr dos monstros não é nada saudável para solucionar seus gargalos. Fugir disso é tapar o sol com a peneira, pois acredito que de fato a Educação no Brasil esteja precisando de uma reformulação profunda e radical em toda sua estrutura.

Instituir mais escolas em tempo integral nas redes públicas estaduais e municipais poderia causar até mesmo uma ’sobra’ nos espaços das grades curriculares, que poderiam muito bem ser ocupados por atividades lúdicas e musicais. Para tanto, o empenho e a seriedade dos governos para lidarem com a Educação Pública como prioridade são imprescindíveis. Acredito também que não exista apenas essa forma para se solucionar o problema das cargas horárias (estou falando de certas disciplinas que considero dispensáveis, no sentido de ser viável agregá-las a outras. Mas, não entrarei a fundo nesses méritos neste post).

Já ensinei música em uma escola municipal no bairro do Ibura, e lembro perfeitamente de ter vivenciado aquilo que não é segredo para ninguém: nossas crianças não sabem nada de música. Nesse sentido, acredito que instituir a disciplina nos currículos escolares é muito positivo. Nunca é demais fornecer acesso aos alunos para atividades que complementem sua formação. E, a música tem um caráter bastante peculiar nesse sentido.

Acho que a existência de problemas no ensino público brasileiros não deve frear inovações que são positivas (assim julgo essa nova Lei). O ensino de música (como bem colocara em seu comentário o Dr. José Policarpo Jr.) é algo imprescindível na nossa formação humana, para o aperfeiçoamento de nosso senso estético e harmônico (o que produz ecos em todas as demais atividades e agenciamentos posteriores dos indivíduos).

Como apreciador de música, ex-professor e músico não-profissional, entendo de uma forma bastante peculiar essa arte. Essa apreciação mais cuidadosa de minha parte vem de minha própria experiência com a prática musical. Certamente que meus (parcos) conhecimentos de teoria musical não são tão decisivos na minha apreciação. Porém, estou certo de que alguma coisa mudou em mim depois de estudar música (mesmo eu tendo estudado como autodidata), na experimentação dos meus sentidos todos. Do pensamento à observação, tornei-me um tanto mais cuidadoso – e, grande parte disso eu devo não só à leitura, à escrita, mas, à música, e de uma forma bastante especial, que beira o inefável.

Partindo para outro lado de argumentação, acredito mesmo que é muito positiva essa medida, pois além de abrir, necessariamente, um bom campo de trabalho para professores de música, irá obrigar os Estados, bem como suas respectivas secretarias, a se virarem na busca de soluções para implementar a Lei. Acho que mais um “sacode” nas secretarias de Educação, nesse momento em que vivemos (em que estão sendo dados vários “sacodes”), é muito bom. É preciso mesmo colocar cada dia mais em pauta a Educação como prioridade, e descortinar seus problemas. Se o ensino de música é inviável, como pensam alguns, é por algum motivo que não a música em si. Dessa forma, podemos perceber que o problema está na Escola Pública, e que, é com ela que devemos nos preocupar e direcionar esforços. De outra forma, não vejo saída para quase nenhum de nossos problemas sociais.

Por outro lado, considero bem-vinda toda forma de complementação curricular que vise a melhoria do ensino – e, certamente os conhecimentos musicais influenciam de muitas maneiras no aprendizado dos alunos. De tal forma, que penso nem ser mister listar ou argumentar.

Porém, sabemos que os meios técnicos para aplicação da medida deverão ser problemáticos, e, por isso, pensados de forma bastante cuidadosa – pois se trata de um grande desafio para a Educação Pública brasileira. Reconheço também que o desafio será ainda maior com a nova lei de piso salarial para professores da rede pública. Vai ter muita gente esperneando contra essas duas leis (como, inclusive, já tem – vide as recentes intenções dos Estados do Sul/Sudeste em alterar a Lei do Piso Nacional).

Mas, acredito que será um grande ganho para a Educação Pública a instituição da música como disciplina obrigatória da grade curricular do Ensino Básico – por tudo isso e mais alguns não-ditos.

_________________

Fonte:

http://acertodecontas.blog.br

terça-feira, 1 de setembro de 2009

01 de setembro - DIA DA BAILARINA


NOSSA HOMENAGEM À BAILARINA JACQUELINE PINHEIRO, PROFESSORA VOLUNTÁRIA DE BALÉ DA ESCOLA JOHN KENNEDY!

A BAILARINA
Cecília Meireles


Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os ohos e sorri.

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.



As alunas da Professora Jacqueline, na escola John Kennedy - Gravatá



Apresentação de Jacqueline Pinheiro e Vanderson José - Gravatá-PE
Foto: Portal da Prefeitura de Gravatá (Boneco)

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