"Acreditando na magia que existe na educação! Buscando ser a mudança que quero ver no mundo"!
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

DECISÃO DO STJ: aprovado em concurso público deve ser nomeado‏


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta segunda-feira (10) que candidatos a concursos públicos que forem aprovados dentro do número de vagas previstas em edital têm o direito de ser nomeados, mesmo que o prazo de vigência do concurso tenha expirado. A decisão foi tomada em ação ajuizada por dez aprovados em concurso para a Secretaria de Saúde do Amazonas reivindicando nomeação. Eles informaram que apenas 59 dos 112 aprovados assumiram e temiam ter perdido seus direitos, pois o concurso foi em 2005 e sua validade prorrogada até junho deste ano.

O grupo havia entrado com ação no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), que rejeitou a solicitação, argumentando que a aprovação em concurso público não acarreta danos aos postulantes pois prevê apenas a expectativa de direito à nomeação. Segundo o TJ-AM, a administração pública tem o direito de aprovar candidatos "de acordo com sua conveniência e oportunidade". O grupo recorreu ao STJ.

O relator do caso no STJ, ministro Jorge Mussi, afirma que a administração é "obrigada" a nomear os aprovados em concurso público dentro do número de vagas, quer contrate ou não servidores temporários durante o período de validade do concurso. Ele determinou que a Secretaria do Amazonas "deve determinar a nomeação imediata daqueles que foram aprovados às vagas".

A decisão da Corte acompanhou parecer do Ministério Público Federal (MPF), que, na semana passada, antes de lançar edital para contratação de pessoal, afirmou: "A administração é obrigada a prover os recursos necessários para fazer frente a tal despesa." A obrigatoriedade na contratação de candidatos aprovados já havia sido sinalizada em decisões anteriores do STJ.


Fonte: Agência Estado

Publicado em 10.08.2009, às 13h00 JC ONLINE

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

PROFESSOR – UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO?!‏



Por Verônica Dutenkefer (20/06/2009)

Esse texto que escrevo precisamente agora é mais um desabafo.

Desabafo de uma profissional que está lecionando há mais de 22 anos e que não sabe se sobreviverá por mais dez anos, que é o tempo que ainda precisarei trabalhar (por mais que ame muito o que faz).

Trago comigo muitas perguntas que não querem calar. E talvez a mais inquietante é: O que será necessário acontecer para se fazer uma reforma educacional neste país????

Constantemente ouço ou leio reportagens com as autoridades educacionais proclamarem a má formação de seus professores. Culpando as universidades, a falta de cursos de formação e culpando-nos evidentemente.

Se a educação neste país não vai bem só existe um culpado: o professor.

E aí vem meus questionamentos:

Como um professor de escola pública pode fazer o seu trabalho se ele precisa ficar constantemente parando sua aula para separar a briga entre os alunos, socorrer seu aluno que foi ferido por outro aluno, planejar várias aulas para se trabalhar os bons hábitos na tentativa vã de se formar cidadãos mais conscientes e de melhor caráter?

Nos cursos de formação nos é passado constantemente a recusa de um programa tradicional e conteudista, mas nossas avaliações de desempenho das escolas, nossos vestibulares e concursos públicos ainda são tradicionais e nos cobra o conteúdo de cada disciplina.

Como pode num país......num estado...num município haver regras tão diferentes entre a rede particular e pública?

Na rede particular as escolas continuam conteudistas, há a seriação com reprovação, a escola pode suspender ou até mesmo expulsar um aluno que não esteja respeitando as regras daquela instituição.

A rede pública vive mudando o enfoque pedagógico (de acordo com o partido que ganhou as eleições), é cobrado cada vez menos do aluno, não se pode fazer absolutamente nada com um aluno indisciplinado que até mesmo coloca em risco a segurança de outros alunos e funcionários daquela instituição.

Dia a dia...minuto a minuto.... os professores são alvos de agressões verbais e até mesmo física pelos alunos. A cada dia somos submetidos a níveis de stress insuportáveis para um ser humano.

Temos que dar conta do conteúdo a ser ensinado + sermos responsáveis pela segurança física de nossos alunos + sermos médicos + enfermeiros + psicólogos + assistentes sociais + dentistas + psiquiatras + mãe + pai .......

E quando ameaçados de morte e recorremos a uma delegacia pra fazer um boletim de ocorrência ouvimos: “Isto não vai adiantar nada!”

Meus bons alunos presenciam o mal aluno fazendo tudo o que não pode ser feito e não acontecendo nada com ele. É o exemplo da impunidade desde a infância.

Meus bons alunos presenciam que o aluno que não fez absolutamente nada durante o ano, passou de ano como ele, que se esforçou e foi responsável.

Houve um ano que eu tinha um aluno que era muito bom. E ele começou a faltar muito e ir mal na escola. Os colegas diziam que ele ficava empinando pipa ao invés de ir pra escola. Um dia, tive uma conversa com ele, e perguntei o que estava acontecendo? E ele me disse: “Prá que eu vou vir prá escola se eu vou passar de ano mesmo assim?”

Então eu procurei aconselhar (como faço com meus alunos até hoje) que ele devia freqüentar a escola, não para tirar notas boas nas provas ou passar de ano. Ele deveria vir a escola para aumentar seu conhecimento que é o único bem que ninguém poderá roubar.Que a escola iria ajudá-lo a aprender e trocar conhecimentos com os outros e ajudá-lo a dar uma melhor formação na vida..

Depois dessa conversa ele não faltou mais tanto...mas nunca mais voltou a ser o excelente aluno que era.

Qual a motivação de ser bom aluno hoje em dia?

Seus ídolos são jogadores de futebol que não falam o português corretamente e que não hesitam em agredir seus colegas jogadores e até mesmo os árbitros. Ensinando que não é necessário haver respeito as autoridades e aos outros.

Ou são dançarinas que mostram seu corpo rebolando na televisão e pousando nuas para ganhar dinheiro.

Para quê eu me matar de estudar se há tantas profissões que não são valorizados e nem respeitadas? ??

Conheci (e ainda conheço e convivo) ao longo de minha carreira na escola pública, inúmeros profissionais maravilhosos. Pessoas que amam a sua profissão, que se preocupam com seus alunos, que fazem trabalhos excepcionais. Que possuem um conhecimento e formação excelentes, mas que estão desgastados e quase arrasados diante da atual situação educacional.

Li há poucos dias num artigo que os cursos de filosofia, matemática, química, biologia e outros todos ligados a área de magistério não estão tendo procura nas universidades.

Lógico!!!!!Quem é que quer ser professor??? ??????

Quem é que quer entrar numa carreira que está sendo extinta, não só pela total desvalorização e respeito, mas também pela falta de segurança que estamos enfrentando nas escolas.

Fiquei indignada com uma reportagem na TV (que aliás adora fazer reportagens sensacionalistas colocando o professor sempre como vilão da história) em que relatava que numa escola um aluno ameaçava os outros com um revólver e num determinado momento o repórter perguntou:”Onde estava o professor que não viu isso??!!”

E agora eu pergunto: “O que se espera de um professor (ou de qualquer ser humano), que se faça com uma arma apontada pra você ou pra outro ser humano??? Ah....já sei...o professor deveria enfrentar as balas do revólver!!!! Claro!!! As universidades e os cursos de aperfeiçoamento de professores não estão nos ensinando isso..

Vocês tem conhecimento de como os professores de nosso país estão adoecendo??? ?

Vocês sabem o que é enfrentar o stress que a violência moral e física tem nos submetido dia a dia?

Você sabe o que é ouvir de um pai frases assim:

“Meu filho mentiu, mas ele é apenas uma criança!”

“Eu não sei mais o que fazer com o meu filho!”

" Eu coloquei meu filho na escola prá vocês educarem"

"Vocês é quem tem que dar um jeito nele porque a mim ele não obedece"

“Você está passando muita lição para meu filho, e ele é apenas uma criança!”

“Ele agrediu o coleguinha, mas não foi ele quem começou.”

“Meu filho destruiu a escola, mas não fez isso sozinho!”

Classes super lotadas, falta de material pedagógico, espaço físico destruído, violência, desperdício de merenda, desperdício de material escolar que eles recebem e, muitas vezes, não valorizam (afinal eles não precisam fazer absolutamente nada para merecê-los), brigas por causa do “Leve-leite” (o aluno não pode faltar muito, não por que isso prejudica sua aprendizagem, mas porque senão ele não leva o leite.)

Regras educacionais dissonantes de acordo com a classe social dos alunos.

Impunidade.

Mas a educação não vai bem, por causa do professor..

Encerro esse desabafo com essa pergunta que li a poucos dias:

Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

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*Enviado pelo Professor Dr. Edson Hely Silva - Pesquisador, Professor do Colégio de Aplicação da UFPE

domingo, 9 de agosto de 2009

09 de agosto - Dia Internacional dos Povos Indígenas‏


MENSAGEM DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU
KOFI ANNAN,
POR OCASIÃO DO
DIA INTERNACIONAL DAS POPULAÇÕES INDÍGENAS
09 de Agosto de 2006

Fonte: Centro de Informação das Nações Unidas em Bruxelas - RUNIC

A celebração anual deste Dia Internacional reconhece as realizações das populações indígenas do mundo, que ascendem a mais de 370 milhões de pessoas e estão espalhadas por cerca de 70 países. Mas é também um dia em que devemos reconhecer os difíceis desafios que essas populações enfrentam. Ainda há muito a fazer para atenuar a pobreza que afeta muitas populações indígenas, protegê-las contra as violações em grande escala dos direitos humanos e salvaguardá-las da discriminação que, por exemplo, obriga muitas moças a deixarem de freqüentar a escola.

As populações indígenas já dispõem, oficialmente, de um lugar próprio na ONU, através do Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas. E, tal como tem sido sublinhado nos trabalhos do Fórum, as perspectivas, preocupações, experiências e diferentes visões do mundo das populações indígenas têm um papel vital a desempenhar no contexto dos esforços para superar os desafios mundiais e realizar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Com efeito, apenas podemos chamar parceria ao trabalho que realizamos em conjunto se respeitarmos a diversidade cultural e o direito à autodeterminação das populações indígenas.

Este ano, devemos igualmente aproveitar a celebração deste Dia Internacional para saudar a recente adoção, pela primeira sessão do novo Conselho dos Direitos Humanos, do projeto de Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos das Populações Indígenas. Esta Declaração, que é fruto de muitos anos de negociações complexas e, por vezes, controversas, é um instrumento de grande significado histórico que se destina a promover os direitos e a dignidade das populações indígenas do mundo. A sua adoção pela Assembléia Geral das Nações Unidas, que deverá ter lugar antes do final do ano, constituirá uma importante conquista e espera-se que contribua para uma maior mobilização das populações indígenas e dos seus parceiros.

Neste Dia Internacional, na Segunda Década Internacional das Populações Indígenas do Mundo, insto todos os atores - Estados, populações indígenas, organismos das Nações Unidas, organismos internacionais de desenvolvimento, organizações não governamentais e o setor privado - a dedicarem uma atenção renovada e a conferirem um verdadeiro significado ao tema da Década, estabelecendo uma "parceria em prol da ação e da dignidade".


09 de Agosto de 2005
Fonte: Centro de Informação das Nações Unidas em Bruxelas - RUNIC

Neste Dia Internacional das Populações Indígenas do Mundo, regozijamo-nos com a riqueza das culturas indígenas e com os contributos especiais que representam para a família humana. Lembramos também o tremendo desafio que tantas populações indígenas enfrentam, os quais vão desde níveis inaceitáveis de pobreza e doença à espoliação, discriminação e negação dos seus direitos humanos básicos.

A primeira Década Internacional das Populações Indígenas do Mundo, lançada em 1995, ajudou a fazer com que as vozes das populações indígenas fossem mais ouvidas em todo o mundo, bem como a centrar mais atenção nas questões dos indígenas. Este ano, entramos numa Segunda Década e, ao fazê-lo, lembremo-nos de que o diálogo, por si só, não é suficiente. Devemos privilegiar a ação para proteger os direitos das populações indígenas e melhorar a sua situação no que se refere às suas terras, às suas línguas, ao seu modo de vida e às suas culturas.

A recente Quarta Sessão do Fórum Permanente das Nações Unidas sobre as Questões Indígenas centrou-se, com renovada energia, na importância das populações indígenas atingirem os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, em especial os de erradicar a pobreza extrema e garantir o ensino primário para todos. O Fórum insistiu na necessidade de uma abordagem baseada nos direitos humanos, relativamente à redução da pobreza e à participação plena e efetiva das populações indígenas, em todas as fases dos programas. Recomendou também o ensino bilíngüe e intercultural para as crianças indígenas. O Fórum enviou uma mensagem importante à Cúpula Mundial do próximo mês, em Nova Iorque, a de que a parceria e a confiança estabelecidas entre as populações indígenas e as Nações Unidas precisam de se traduzir em ações concretas, a nível regional, nacional e local, que dêm poder às populações indígenas e reforcem as suas identidades, línguas, culturas e saberes tradicionais.

Para todas as populações indígenas, bem como para todos os outros, o progresso duradouro do desenvolvimento está intimamente ligado ao progresso no domínio da paz e segurança e dos direitos humanos. A Cúpula Mundial irá analisar estes três grandes objetivos, de uma forma abrangente. Enquanto aguardamos a Cúpula, tomemos a decisão de alargar o círculo de solidariedade às populações indígenas de todo o mundo e de trabalhar com elas para nos certificarmos de que gozarão do desenvolvimento, da paz e segurança, e dos direitos humanos que foram negados, a muitas delas, durante demasiado tempo.


MENSAGEM DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU
KOFI ANNAN,
POR OCASIÃO DO
DIA INTERNACIONAL DAS POPULAÇÕES INDÍGENAS
09 de Agosto de 2004

Fonte: Rádio das Nações Unidas

Este ano, comemoramos o décimo aniversário do Dia Internacional das Populações Indígenas do Mundo, instituído pela Assembléia Geral das Nações Unidas, no momento do lançamento da Década Internacional das Populações Indígenas.

Este Dia Internacional proporciona-nos uma oportunidade de celebrar a riqueza das culturas indígenas e as contribuições das populações indígenas para a família humana. Mas, o que é ainda mais importante, é uma ocasião para os homens e as mulheres do mundo inteiro avaliarem a situação das populações indígenas no mundo de hoje e os esforços que é preciso fazer para melhorar a sua vida.

Há demasiado tempo que as populações indígenas são despojadas das suas terras, que as suas culturas são denegridas ou diretamente atacadas, que as suas línguas e costumes são relegados para segundo plano ou explorados e que os seus métodos sustentáveis de desenvolver os recursos naturais não são tomados em consideração. Algumas dessas populações enfrentam também a ameaça de extinção.

Há muitos anos que as populações indígenas vêm aos foros da ONU pedir o apoio de todo o conjunto do sistema das Nações Unidas. No contexto da Década Internacional, foram lançados um diálogo e uma parceria com as Nações Unidas. É preciso que este processo dê frutos e, para esse efeito, há que tomar medidas decisivas ao nível regional, nacional e local, nomeadamente para assegurar a realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. No quadro destas medidas, os governos, as organizações intergovernamentais e a sociedade civil devem empenhar-se em dar autonomia às populações indígenas e garantir a sua participação na tomada de decisões que afetem a sua vida.

Neste décimo aniversário do Dia Internacional das Populações Indigenas, relembremos os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas – paz, desenvolvimento e direitos humanos – e reafirmemos a nossa determinação em alargar o círculo de solidariedade com as populações indígenas, para que estes princípios se tornem uma realidade para as populações indígenas do mundo inteiro.


9 de Agosto de 2003
Fonte: Centro de Informação das Nações Unidas em Portugal

Hoje, celebramos a existência, a diversidade e as realizações dos povos indígenas do mundo. Saudamos a luta que travam para preservar as suas culturas, proteger as suas terras e combater a discriminação. Prestamos homenagem àqueles que, sem renunciar à sua identidade, encontram um equilíbrio entre as suas tradições ancestrais e a vida moderna, num mundo em rápida transformação. E recordamos que as populações indígenas continuam a estar ameaçadas. Os seus sistemas de valores, as suas culturas e as suas maneiras de viver correm o risco de desaparecer e a sua própria existência está em perigo.
Foi no dia 9 de Agosto de 1982 que o Grupo de Trabalho sobre Populações Indígenas se reuniu pela primeira vez. Desde então, numerosos acontecimentos deram às questões relacionadas com as populações indígenas uma maior visibilidade.

Depois do Ano Internacional das Populações Indígenas, celebrado em 1993, a Assembléia Geral proclamou a Década Internacional das Populações Indígenas, com início em 1995. A Comissão dos Direitos Humanos trabalha, actualmente, num projecto de declaração sobre a proteção dos direitos dos povos indígenas e nomeou um relator especial encarregado de analisar a situação neste domínio. Mais recentemente, a criação do Fórum Permanente sobre Questões Indígenas deu aos povos indígenas um
lugar na ONU. Este mecanismo, que visa reforçar as parcerias entre os povos indígenas, os Estados Membros e os organismos das Nações Unidas, deve permitir-nos transformar o lema da década -- "Parceria na Ação" -- numa realidade em matéria de desenvolvimento econômico e social, bem como no domínio do ambiente, da saúde, da educação, da cultura e dos direitos humanos.

A riqueza da humanidade é a sua diversidade. Os povos indígenas fazem parte integrante da grande família humana. Têm muito de que se orgulhar e muito que ensinar aos outros membros dessa família. A proteção e promoção dos seus direitos e culturas revestem-se de uma importância fundamental para todos os Estados e todos os povos.

Gentileza do Centro de Informação da ONU em Portugal


TENDÊNCIAS/DEBATES

Mais do que uma celebração simbólica

NAVI PILLAY


Precisamos agir imediatamente para garantir que os povos indígenas vivam de forma digna e próspera


OS CERCA de 370 milhões de índios precisam -e merecem- de mais do que só uma comemoração simbólica no dia 9 de agosto, quando é comemorado o dia internacional dedicado à resistência e à reafirmação do valor da vida e cultura indígenas. Depois de séculos de repressão, eles precisam de ferramentas compreensivas para defender seus direitos, estilo de vida e desejos.
Tal ferramenta é a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Entre outras determinações, a declaração enfatiza os direitos de igualdade e não discriminação dos índios. Também estabelece o direito à autodeterminação, bem como o direito de manter e fortalecer suas instituições políticas, legais, econômicas, sociais e culturais, garantindo que eles possam participar da vida pública. Crucialmente, a declaração ressaltou o direito dos povos indígenas de preservar, dispor ou comercializar suas terras e recursos tradicionais.
Depois de mais de duas décadas de negociações, a declaração foi adotada em setembro de 2007 pela Assembleia Geral da ONU, com o apoio de 143 Estados-membros.
Esse apoio continua crescendo: Colômbia e Austrália -dois países que, ao lado de Estados Unidos e Canadá, originalmente não aprovaram o texto- endossaram a declaração.
São avanços encorajadores, mas devemos continuar lutando pela aceitação universal do documento.
Tal aceitação é um elemento-chave para combater a dificuldade e a discriminação enfrentadas por eles.
Estima-se que pelo menos 1 em cada 10 índios viva em extrema pobreza. Membros desses povos têm mais chances de receber tratamento médico inadequado e educação de baixa qualidade -isso quando recebem alguma dessas coisas. Planos econômicos costumam ignorá-los ou não levam em consideração suas necessidades e tradições.
Outros processos decisórios com frequência desprezam ou são indiferentes à contribuição e aos costumes dos índios. Como resultado, leis e políticas que não levam em consideração as preocupações dos índios frequentemente causam disputas e conflitos por recursos naturais, o que ameaça o modo de vida e a própria sobrevivência dos povos indígenas.
Devemos aumentar nossos esforços para fazer da declaração algo mais do que uma mera promessa ou intenção. Devemos traduzir sua letra e espírito em mudanças concretas, mudanças que sejam sentidas na vida diária dos povos indígenas.
Alinhados com a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas e outras ferramentas de direitos humanos, Estados, índios, o sistema ONU e outros parceiros devem unir esforços e alcançar soluções baseadas no diálogo verdadeiro, no entendimento mútuo, na tolerância e no respeito pelos direitos humanos.
Acredito que dar voz verdadeira aos povos indígenas na tomada de decisões não beneficiará somente eles, mas nossas sociedades como um todo. Consideremos, por exemplo, as mudanças climáticas.
Povos indígenas, como os criadores de renas no Ártico ou a comunidade de pastores massai no leste da África, correm o risco de sofrer os piores efeitos da mudança climática. Porém, sua cultura, sua experiência e seu conhecimento podem -e deveriam- ser fonte de soluções para lidar com essa e outras ameaças globais.
Quando defendemos os direitos dos povos indígenas em face da ocupação e expropriação de suas terras, estamos protegendo a biodiversidade. Isso é evidente em lugares como a Amazônia, onde métodos sustentáveis de preservação liderados pelos índios podem ajudar a combater o sério problema do desmatamento.
Formas de promover o direito indígena no desenvolvimento de políticas e a sua participação na esfera pública devem ser implementadas em nível nacional.
No entanto, os governos também podem se beneficiar do conhecimento acerca dos direitos humanos e dos mecanismos da ONU para promovê-los, da habilidade legislativa, bem como da contribuição da sociedade civil.
Esses parceiros dos direitos humanos podem ajudar a aperfeiçoar as reformas, de acordo com os padrões internacionais, e fazer os interesses indígenas ressoarem globalmente.
Ainda há um longo caminho a percorrer. Não há dúvidas de que a estrada à frente será difícil. Trabalhemos juntos para colocar em prática os princípios da declaração. Precisamos agir imediatamente para garantir que os povos indígenas vivam de forma digna e próspera.
Eles esperaram por muito tempo. Eles não esperam nada menos.

NAVANETHEM PILLAY, mestre e doutora em direito pela Universidade Harvard, é a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

OS ALGOZES DOS PROFESSORES DO BRASIL

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE MOVIDA POR 05 GOVERNADORES "BRECA" PISO SALARIAL DOS PROFESSORES

Não esqueça estes nomes: André Puccineli (PMBD - MS), Roberto Requião (PMDB - PR), Luiz Henrique (SC), Yeda Crusis (PSDB-RG), Cid Gomes (PSB- CE).



Desde que foi criado um Piso Nacional para os professores brasileiros, com o intuito de minimizar as disparidades vigentes em todo país, uma verdadeira guerra se instalou ente os Poderes Executivos Municipais e os educadores, por diversos motivos, dentre eles, uma ação movida por 05 governadores, a ADI 4167 - liderados pelo então ex-presidente FHC e o atual governador de São Paulo José Serra, do atual DEM"O", que não assinam a ação tendo em vista os interesses eleitorais de 2010, impedindo que o valor do piso salarial seja de R$ 1.032,00 em 2010, mais 20% de gratificação por exercício do magistério, para professores com 200 h/a mensais.
Por conta desta ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade), o piso atual está sendo pago com o valor de R$ 950,00, com os 20% de gratificação inclusos, sendo que são proporcionais as horas aulas, ou seja: um professor com apenas 150 h/a recebe menos do que o piso que foi estabelecido, o que acontece em Gravatá, onde a maioria dos professores atua no Ensino Fundamental I, de 1ª a 4ª série.

Foi muito barulho por nada!!!

MATEMÁTICA DE MENDIGO


Enviado por John Lennon

Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.


Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x 6 = R$ 1.200,00.

Será que isso é uma conta maluca?

Bom, 6 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00.

Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 3,00 por hora terá R$600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.

Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra 'encher o saco' por causa disto..

Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.

De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET ). Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imagine o que ela respondeu?

É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.

Moral da História :

É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...

Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.

Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego..

E lembre-se :

Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrão.

Viva a Matemática.

Que país é esse?

CONCURSO MUNICIPAL DE 2008

PREFEITURA CONVOCOU 32 PROFESSORES E 01 PSICOPEDAGOGO

Nesta semana, depois de muito barulho, finalmente assumiram seus cargos, mediante aprovação no concurso municipal de 2008, os 32 professores citados pelo gestor em discurso realizado durante a II Conferência Municipal de Educação, que inicialmente seriam 37.
Destes 32 profissionais da educação, 23 são professores I - ensino fundamental de 1ª a 4ª série, e 09 do ensino fundamental II - 5ª a 8ª série, dos quais, 02 são para a disciplina de Ciências e 01 para Matemática.
Aguardamos ainda resposta da Prefeitura para indicar a quantidade exata de professores contratados e sua localização.
Ainda estão sem parecer os Auxiliares de Serviços Gerais, que tiveram suas funções substituídas pelos serviços oferecidos pela URCA, empresa terceirizada, além de Agentes Comunitários de Saúde, Auxiliar de Serviços Educacionais, dentre outros.

Vamos aguardar!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

AS NORMALIDADES DO MUNDO...‏


Cuidado com as normalidades do mundo…
Rev.Caio Fábio



Sim, pois no mundo a vida é um morrer de descuido e de descaso...
Portanto, seguir a normalidade da vida segundo o mundo, de fato é entregar-se ao fluxo dos que vão na avalanche pensando que o abismo não chegará nunca...
A normalidade do mundo é doença segundo Deus...
Tal é a normalidade do mundo que pelo voto se pode escolher Barrabás...
No mundo um homem que salve uma vida em situação de por a sua própria em risco, é um herói; enquanto aqueles que vivem todos os dias salvando vidas, são apenas pessoas que fazem isso...
No mundo..., poder é domínio sobre outros...
No Evangelho..., poder, antes de tudo, é controlar a si mesmo.
No mundo a inveja faz os homens quererem crescer segundo o mundo...
No Evangelho, por exemplo, o que move um homem na vida deve sempre ser o amor que a ninguém inveja, e que é contente em ser quem é...
O mundo diz que o Grande é o quantificável...
O Evangelho diz que o quantificável é nada, pois o que É não é mensurável...
O mundo diz que odeia o ódio, mas odeia sempre com mais ódio ainda aqueles sobre os quais são impostas as certezas de “eles” serem os promotores do ódio...
No mundo quem não aceita um desafio é covarde...
No Evangelho aquele que aceita um desafio é tolo...
O homem do Evangelho nunca deve aceitar desafios de outros, mas apenas andar segundo sua própria superação em amor sábio.
Entretanto, no mundo é normal dar segundo se recebeu...
A toda ação corresponde uma reação equivalente, advoga o mundo, seguindo como sabedoria para a vida a Lei da Gravidade e das forças das pedras e dos projéteis...
No Evangelho... à cada ação que incida sobre nós, deve haver uma ponderação...; e, então, depois, a escolha do curso de caminho que seja o nosso próprio caminho, e não um andar tangido pelo pastoreio dos impositores de caminhos e veredas desviados...
Na normalidade anestesiada do mundo, todo sucesso é prisão e mais escravidão ainda ao sucesso como deus...
No Evangelho todo verdadeiro sucesso liberta a pessoa da escravidão do sucesso segundo o mundo.
O mundo do qual falo é apenas um: esse feito de ideologias, grifes, objetivos e cronogramas de alcance de alvos bem materiais e terrenos... Sim, o mundo do qual falo é esse ente sem dono humano aparente, mas que controla todas as nossas decisões, dando-nos a ilusão de livre arbítrio...
Ora, nesse mundo pode-se odiar quem nos odeia; pode-se antipatizar gratuitamente; pode-se tudo o que se pode...; exceto matar... [exceto nas exceções convencionadas] ou roubar [a menos que se evite ser “pego”].
No mundo é normal ser aflito, angustiado, preocupado, desejoso, insatisfeito, sempre em busca de algo, sempre se medindo por outros, sempre na Maratona das Comparações...
No mundo o normal é consumir...
Portanto, tome cuidado; pois ser normal segundo o mundo é fazer-se louco diante de Deus e da vida que é.
Não esqueça nunca que a única normalidade já vista em um homem está no Filho do Homem.
Pense nisso!
Caio
6 de agosto de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

GRAVATÁ - TERRA DE NINGUÉM? TCE REJEITA CONTAS DA PREFEITURA DE GRAVATÁ - CÂMARA DE VEREADORES AINDA NÃO VOTOU PARECER!!

O TCE julgou irregular a prestação de contas relativa ao ano de 2006 do então secretário de administração e ordenador de despesas da Prefeitura de Gravatá Ozano Brito Valença. A decisão foi proferida pela Segunda Câmara, que também emitiu parecer prévio recomendando à Câmara Municipal a rejeição das contas da Prefeitura.

A principal irregularidade encontrada pelos técnicos do TCE na prestação de contas foi o não recolhimento pela Prefeitura das contribuições previdenciárias patronais ao INSS, no valor de R$ 536.261,24, e das contribuições dos servidores ao Instituto de Previdência do município (IPSEG), no valor de 244.781 ,41. O relator do processo, auditor substituto Ricardo Rios, destacou que "a defesa apresentada pela Prefeitura não mostrou nenhum fato objetivo que justificasse essa inadimplência".

Ele ressaltou que a Secretaria de Administração de Gravatá também realizou prorrogações sucessivas de um contrato de terceirização de mão-de-obra firmado com a empresa Urca-Consultoria e Assessoria sem a demonstração que esse procedimento foi mais vantajoso para o município, como exige a Lei das Licitações (Lei nº 8.666 /93).


A fiscalização foi realizada pela Inspetoria Regional de Bezerros.


Autor: Gerência de Jornalismo (GEJO) / Diário Oficial de Pernambuco.

PREGÃO ELETRÔNICO Nº 001/2008

AVISO DE RESULTADO - HABILITAÇÃO

HOMOLOGO o referido processo realizado pela Comissão de Pregão de Gravatá, Processo Administrativo Nº 017/2008 – Pregão Eletrônico Nº 01/2008, cujo objeto consiste em CONTRATAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS DE LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA DE NUTRICIONISTAS E MERENDEIRAS PARA PREPARAÇÃO DA MERENDA ESCOLAR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO, e ADJUDICO o objeto à empresa vencedora do certame: Urca Consultoria e Assessoria Ltda., CNPJ/MF n.º 04.125.691/0001-00, com o valor de R$ 1.276.900,00 (um milhão, duzentos e setenta e seis mil e novecentos reais) –

Gravatá, 08 de Janeiro de 2009 –

Ozano Brito Valença – Prefeito de Gravatá.

Diário Oficial do Estado de Pernambuco.

Urca Consultoria e Assessoria Ltda

CNPJ/MF n.º 04.125.691/0001-00

Av: Gov. Agamenon Magalhães, 2764 s 502

Espinheiro – Recife – PE – CEP: 52.020-000

Tel: (81) 3221-6652 / 3221-6821

______________

Nota:

Até o fechamento desta matéria, NENHUM candidato APROVADO no concurso para AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS havia sido convocado!

* Extraído do site do Tribunal de Contas de Pernambuco

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

UNS COM TANTO...



Extraído do site da Prefeitura: www.prefeituradegravata.com.br



Emoção e Festa – Prefeito Ozano volta a Escola Amenayde Farias e entrega prêmios aos alunos ganhadores

A emoção tomou conta dos alunos que receberam os prêmios das mãos do prefeito Ozano Brito. A alegria e ansiedade estavam estampados nos olhos de Luana e Jean. A manhã desta segunda feira (03/08) foi marcada pela emoção e festa dos alunos da Escola Amenayde Farias, que receberam a visita do prefeito Ozano Brito, dos secretários de educação, planejamento, ação social e infância e juventude, Rosa Melo, Jaime Prado, Maria Dulce e Aliny Karla respectivamente. O motivo da visita foi a entrega dos prêmios aos alunos que no último dia (17/06) participaram do lançamento do concurso de redação, e na ocasião responderam as perguntas feitas pelo prefeito Ozano. Luana Meire e Jean Patrício responderam corretamente as perguntas feitas pelo prefeito, e ganharam uma bicicleta e um Playstation prometidos por Ozano. A alegria e o nervosismo estavam estampados nos olhos de Luana e Jean que aguardavam ansiosos pelo momento em que receberiam seus prêmios. Ambos lembram exatamente as perguntas que responderam, “O prefeito me perguntou qual era o nome da Praça Dez e eu respondi, Praça Pedro Joaquim de Souza. Estou muito feliz e ansiosa, sempre foi meu sonho ganhar uma bicicleta e hoje vou realizar meu sonho, estou muito feliz”, disse Luana. “Ele me perguntou quem fundou Gravatá, aí eu respondi que foi José Justino Carreiro de Miranda. Fiquei muito feliz por que vou ganhar um Playstation pra brincar bastante”, disse o pequeno Jean. Antes da entrega dos prêmios a direção da escola organizou apresentações culturais de frevo e muita animação, além de mensagens e homenagens aos professores, alunos e todos os que contribuíram com a conquista dos pequenos. A mãe de Luana, dona Marísia Meire, não conseguia esconder o orgulho que estava sentindo da filha, e aproveitou a ocasião para agradecer, “Eu só tenho a agradecer a Deus primeiramente, ao prefeito e a direção da escola, por tudo que têm feito pela minha filha. Hoje é um dia muito feliz pra mim, por que estou vendo a minha filha feliz e realizando um sonho que ela sempre teve de ganhar uma bicicleta. Isso pra uma mãe é um presente”, disse. A secretária de educação Rosa Melo falou sobre a importância de incentivar as crianças para os estudos, “Essas ações são fundamentais para que nossos alunos se sintam prestigiados. Hoje pudemos ver aqui a relação família escola, que é um elo fortíssimo que contribui para o melhor desempenho escolar das crianças”, disse a secretária. O prefeito Ozano Brito falou sobre a emoção de participar de um momento tão importante para as crianças. “Eu acredito que estou mais emocionado que eles. É muito gratificante ver a alegria nos olhos dessas crianças e poder de algum modo fazê-las feliz. Isso é o mais importante”, disse Ozano.




OUTROS SEM NADA!!



Uma das salas da Escola John Kennedy, onde os alunos assistem aula sob o sol - a sala fica voltada para o poente. Prefeito conferiu desde ABRIL/2009








Banheiro com entrada única pra meninas e meninos, inclusive adolescentes!



Escadas para acesso ao primeiro andar - falta de segurança, falta de rampas para garantir a acessibilidade de deficientes físicos, quartos pequenos adaptados para funcionar como salas de aula, pouca ventilação, pouca luminosidade, além de um terraço aberto ao lado de fios de alta tensão.


Estes são alguns dos muitos problemas enfrentados diariamente por alunos e profissionais da Escola Municipal John Kennedy. Atualmente, com um quadro de mais de 600 alunos, de acordo com o último relatório/censo escolar, a escola é mantida em condições comprometedoras há mais de 5 anos, desde a gestão do ex-atual prefeito da cidade.

Diversas reinvidicações já foram apresentadas, reuniões, abaixo-assinados, sem que fosse tomada nenhuma providência.

No mês de abril, o gestor atual visitou a escola, prometendo realizar as reformas necessárias, a fim de garantir o bem-estar dos alunos, no entanto, quase 4 meses depois, nada foi feito.

"Pensei que quando voltássemos do recesso, a escola estaria melhor", disse Luís, aluno da 3ª série.

- "o prefeito não cumpriu o que prometeu"- completa ele.


Os pais irão agora procurar o Ministério Público para apresentar denúncia contra o poder executivo, devido a negligência com o bem-estar e segurança de seus filhos.

Para completar, a Prefeitura RETIROUA a matéria de seu site com a visita realizada no dia 24/04 do prefeito à escola, repetindo uma matéria do dia 23/04.
SERIA ESTA A MARCA DE UM GOVERNO DE APARÊNCIAS??
Site da Prefeitura Municipal de Gravatá - http://www.prefeituradegravata.com.br/

28/04 - 11:11 - Gravatá - 1º Seminário da Autêntica Música Regional
28/04 - 11:09 - Ação Social – CRAS I de endereço novo
28/04 - 11:08 - Canção Nova Gravatá comemora 14 anos
28/04 - 11:08 - Minha Casa Minha Vida – Prefeitura de Gravatá aguarda critérios do Governo Federal e CEF
28/04 - 11:07 - Turismo: Dúvidas, sugestões e informações, secretaria de turismo tem o Escuta Turismo
28/04 - 00:00 - PIONEIRA – Gravatá recebe reunião do Programa de Educação Fiscal
28/04 - 00:00 - Igreja Universal do Reino de Deus realiza Circuito Cultural
27/04 - 11:06 - Casal de holandeses visita Gravatá e faz doação de peças de tricô para comunidades carentes
27/04 - 11:05 - EVANGELIZAÇÃO – Show beneficente acontece nesta sexta em Gravatá
27/04 - 11:04 - AABB - Torneio da Amizade 2009.
27/04 - 11:03 - Bloco és Precioso - Dia 03 em Gravatá
26/04 - 11:03 - Gravatá sedia 1º Seminário da autêntica música regional
26/04 - 11:02 - Prefeito Ozano Brito visita obras do calçamento de São Severino
26/04 - 10:36 - ADRENALINA – IV Trilha do Bacurau agitou a noite deste sábado em Gravatá
24/04 - 10:35 - EDUCAÇÃO - Alunos da rede municipal visitam tribo indígena em Pesqueira
24/04 - 10:34 - São Severino de Gravatá – Seus orgânicos, suas histórias, suas flores e seu povo
24/04 - 10:33 - Secretário municipal de turismo é palestrante em Fórum na Faculdade Joaquim Nabuco no Recife
24/04 - 10:32 - ENERGIA LIMPA. Cooperação entre prefeitura e empresa viabiliza parque eólico em Gravatá
23/04 - 10:31 - Prefeito Ozano Brito visita obras de calçamento em São Severino
23/04 - 10:30 - Gravatá será sede da 42ª Reunião do Grupo de Educação Fiscal
Será que as leis em Gravatá são cumpridas, ou quem manda ainda é o ex-atual temporário coronel??

CONVOCAÇÃO AOS APROVADOS DO CONCURSO 2008 EM GRAVATÁ

REUNIÃO INFORMATIVA

A COMISSÃO REPRESENTANTE DOS APROVADOS NO CONCURSO REALIZADO PELA PREFEITURA MUNICIPAL DE GRAVATÁ, EM 2008, E NÃO CONVOCADOS, INFORMA QUE NESTA TERÇA-FEIRA, DIA 04 DE AGOSTO HAVERÁ UMA REUNIÃO INFORMATIVA PARA TODOS AQUELES QUE SE SENTIREM LESADOS EM SEU DIREITO.

A REUNIÃO ACONTECERÁ NO SALÃO 3 S, AS 19 HORAS.
SUA PARTICIPAÇÃO É ESSENCIAL, PARA FORTALECER ESSA LUTA! COMPAREÇA!

domingo, 2 de agosto de 2009

ÍNDIOS: O NOSSO (RE)CONHECIMENTO DA DIFERENÇA

Cacique Marcos Xukuru, esposa e filho

Onde estão os índios?

Por Edson Hely Silva



A dúvida ou a resposta negativa a essa pergunta ainda é ouvida da imensa maioria da população, e até mesmo de pessoas mais esclarecidas. O pouco conhecimento generalizado sobre os povos indígenas, está associado basicamente à imagem do índio que é tradicionalmente veiculada pela mídia: um índio genérico, com um biótipo formado por características correspondentes aos indivíduos de povos habitantes na Região Amazônica e no Xingu, com cabelos lisos, pinturas corporais e abundantes adereços de penas, nus, moradores das florestas, de culturas exóticas, etc. Ou também imortalizados pela literatura romântica produzida no Século XIX, como nos livros de José de Alencar, onde são apresentados índios belos e ingênuos, ou valentes guerreiros e ameaçadores canibais, ou seja, “bárbaros, bons selvagens e heróis” (Silva, 1994).
Mas, essas visões sobre os índios vêm mudando nos últimos anos. E essa mudança ocorre em razão da visibilidade política conquistada pelos próprios índios. As mobilizações dos povos indígenas em torno das discussões e debates para a elaboração da Constituição em vigor aprovada em 1988 e as conquistas dos direitos indígenas fixados na Lei maior do país, possibilitou a garantia dos direitos (demarcação das terras, saúde e educação diferenciadas e específicas, etc.), e que a sociedade em geral (re)descobrisse os índios.
Além disso, a nossa sociedade, ainda como resultado da organização e mobilizações dos movimentos sociais, se descobre plural, repensa seu desenho: o Brasil não tem uma identidade nacional única! Somos um país de muitos rostos, expressões culturais, étnicas, religiosas... As minorias (maiorias), sejam mulheres, ciganos, pessoas negras, idosas, crianças, portadoras de necessidades especiais reivindicam o reconhecimento e o respeito de seus direitos! Um exemplo muito simples disso: é obrigatório em todos os prédios públicos rampas de acesso para pessoas deficientes. E antes não existia essa necessidade?! Sim, existia. Mas que hoje a sociedade reconhece esse direito.
Os índios então conquistam o (re)conhecimento do respeito a seus direitos específicos e diferenciados, a partir dessa ótica: um país, a sociedade que se repensa, se vê em sua multiplicidade, pluralidade e diversidades culturais, expressada também pelos povos indígenas em diferentes contextos sóciohistoricas.
Embora esse reconhecimento exija também nos posturas e medidas das autoridades governamentais em ouvir dos diferentes sujeitos sociais a necessidade de novas políticas públicas que reconheça, respeite e garanta essas diferenças. Como por exemplo, na Educação, a formulação de políticas educacionais inclusivas das histórias e expressões culturais no currículo escolar, nas práticas pedagógicas. Essa exigência deve ser atendida, com a contribuição de especialistas, a participação e envolvimentos plenos dos próprios sujeitos sociais na formação de futuros/as docentes, na formação continuada daqueles/as que atuam e fundamentalmente na produção de subsídios didáticos em todos os níveis. Seja nas universidades, nas secretarias estaduais e municipais.
Só a partir disso é que deixaremos de tratar as diferenças socioculturais como estranhas, exóticas e folclóricas. (Re)conhecendo em definitivo os índios como povos indígenas, em seus direitos de expressões próprias que podem contribuir decisivamente para a nossa sociedade, para todos nós.

sábado, 1 de agosto de 2009

CULTURA INDÍGENA


TURMA DA UNIVERSIDADE VALE DO ACARAÚ (UVA) VISITA A SERRA DO ORORUBÁ PARA CONHECER A CULTURA DO POVO XUKURU
Da esquerda para a direita: Prof. Eraldo, Prof. Sunamita Oliveira, Prof. Edson Hely, Prof. Carmem com aluna U.V.A



O IV Perído da U.V.A, visitou neste dia 01 de agosto o Povo Xukuru do Ororubá, como atividade integrante da disciplina Educação Indígena.


O trabalho orientado pela Prof. Carmem Silva tem o objetivo de desmisitificar a temática indígena, bem como, sensiblizar os alunos acerca das constantes perseguições sofridas pelo povo Xukuru do Ororubá, com a criminalização de suas lideranças.


Além dos alunos da U.V.A, também fizeram parte da visita os alunos da FAFICA, sob orientação da Prof. Eliene Amorim.


Os alunos foram recepcionados por lideranças do povo Xukuru, além de alguns professores, e pelo Cacique Marcos, que realizou uma palestra abordando a trajetória de vida de seu pai, Xicão Xukuru, assassinado em 1998, as retomadas, o cacicado e as sentenças dadas pela justiça, de forma vil.


Todos fomos agraciados pelas ilustres presenças do Prof. Dr. Edson Hely Silva, do Colégio de Aplicação da UFPE, e do Prof. Eraldo.


Os alunos da U.V.A ainda acompanharam uma cerimônia do Toré realizada na Aldeia Sucupira no final da tarde.


O Cacique Marcos expondo o processo de criminaização das lideranças Xukuru

Conhecer a história do povo Xukuru, seus rituais e sua gente é uma forma de combater o preconceito e a ignorância que existe entre muitos educadores sobre o que é ser índio. Na Conferência Municipal de Educação em Gravatá, por exemplo, uma DIRETORA afirmou que "índios são aqueles da região norte" (!!!!!!!)

Sem comentários!

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